terça-feira, 28 de abril de 2020

Afinal, o que é um fundo espelho? Entenda como ele funciona

Você já ouviu falar em fundo espelho? Entre os fundos de investimento, ele é pouco conhecido, mas oferece boas vantagens, especialmente para quem deseja diversificar a carteira. O fundo espelho funciona como uma cópia de um fundo principal.

Neste artigo, você vai entender o que é um fundo espelho e como ele funciona na prática. Também vai conhecer as principais vantagens e desvantagens desse tipo de aplicação, como ela pode se adequar ao seu perfil e como investir nessa categoria. Acompanhe a leitura e saiba mais sobre o tema!

O que é um fundo espelho?

O fundo espelho é um conceito derivado dos fundos multimercado. Como o próprio nome já indica, é um fundo que espelha o desempenho de outro. Nos fundos multimercado, gestores especializados têm a função de administrar recursos alocados no fundo. Recebem, portanto, a tarefa de montar estratégias viáveis e investir recursos de cotistas em ativos de renda fixa e de renda variável.

A ideia básica do fundo espelho é que as pessoas possam investir com mais facilidade. Em vez de aplicar diretamente no fundo multimercado, composto por inúmeros traders profissionais, é mais simples optar pelo fundo espelho. Assim, empresas de gestão especializada fazem uma arbitragem entre os cotistas e a organização do fundo principal.

Investir no fundo espelho significa que dois ou mais fundos aplicam nos mesmos ativos. O valor unitário do fundo espelho, no entanto, é diferente do fundo subjacente. Isso acontece porque o fundo espelho é lançado em outra data, com o preço inicial modificado. 

Ao reproduzir a mesma carteira de ativos do fundo principal, escolher o fundo espelho pode ser uma estratégia eficaz para quem busca investimentos mais consolidados. Antes de entender como ele funciona na prática, vale ressaltar que fundos da classe multimercado são um pouco mais arriscados. Logo, são mais aconselhados para quem tem certa experiência com o mercado financeiro. 

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Como ele funciona na prática?

Em determinado momento, os fundos multimercado podem atingir um patrimônio exorbitante, tornando mais complexa a tarefa de gerir os recursos. Quando isso acontece, a gestão especializada pode aproveitar o momento para abrir um fundo espelho. Nesse tipo de tática, aumenta-se a janela de resgate, criando tanto vantagens quanto desvantagens para aqueles que investiram. 

Vamos a um exemplo prático: suponhamos que uma gestora de investimentos recolha capital dos clientes e aplique esses recursos em um fundo de referência. Se ela utiliza o mesmo CNPJ, possibilita a transferência de custódia de um jeito mais simples. 

Em certos distribuidores, ao criar um fundo espelho, muda-se a personalidade jurídica. Isso significa que, para sair desse fundo, quem investiu recursos deve pedir o resgate. Ocorre então a tributação de fundos, opção que nem sempre é vantajosa para os cotistas. 

A gestora de investimentos pode realizar essa manobra para replicar a carteira dos clientes, tornando-a exclusiva de sua própria plataforma. Mas se os cotistas quiserem fazer uma mudança de distribuidora a custódia do dinheiro não pode ser transferida. Essa prática é comum em corretoras e bancos que distribuem fundos de terceiros. 

Inclusive, os fundos dos bancos são opções viáveis para quem deseja começar a aplicar. Eles cobram uma taxa administrativa e valores iniciais mínimos, além de fazerem a gestão orientada de acordo com o seu perfil. O Itaú Managed Port 3 II FICFI Mult, por exemplo, é um multimercado com a maior quantidade de fundos espelho existentes no Brasil. 

Vale a pena investir em um fundo espelho?

As vantagens dos fundos de investimento são inúmeras: praticidade, custos baixos, acesso a uma gestão profissional, menos burocracia para quem investe, entre outras. Como o fundo espelho se encaixa nessa categoria? É uma boa opção de investimento? Veja a seguir suas principais vantagens e desvantagens.

Vantagens

As vantagens de investir no fundo espelho são:

  • chances de ter acesso a um produto similar ao principal;
  • você investe em produtos diferentes, sem precisar comprá-los separadamente;
  • gestão especializada para ajudar você;
  • diversificação da carteira de investimentos;
  • retornos significativos sobre a rentabilidade da renda fixa, mesmo se as taxas de juros forem altas;
  • acesso a fundos no exterior, disponíveis sem custos de entrada ou saída;
  • você pode usar um preço mais baixo para comprar, isto é, utilizar menos capital para investir;
  • existe uma ampla variedade de fundos para escolher;
  • alguns fundos podem oferecer versões menos alavancadas, ideais para iniciantes.

Desvantagens

Confira agora as desvantagens desse tipo de investimento:

  • preços unitários podem cair devido a flutuações nas taxas de câmbio;
  • pode apresentar taxas mais altas do que outros fundos;
  • menor liquidez, ou seja, o resgate do valor demora mais; 
  • a mobilidade de quem investe é limitada;
  • investimento com riscos maiores;
  • o grande volume de compra e venda pode exigir tempo de execução adicional;
  • enquanto no fundo principal o resgate da cota pode ser realizado em até 30 dias, no fundo espelho pode demorar até 60 dias.

Assim como em qualquer tipo de investimento ou operação financeira, o fundo espelho apresenta prós e contras. O importante é avaliar quais são os seus objetivos e fazer uma pesquisa antes de seguir qualquer caminho.

Você prefere agir com cautela? Os investimentos de renda fixa podem ser interessantes, como a cartela de poupança, o Tesouro Direto, as letras de câmbio, o CDB, entre outros. Gosta de enfrentar novos desafios? Fundos de investimento de renda variável, como as ações, são boas alternativas. Deseja investir nos dois tipos, mas não sabe como começar? Os fundos multimercado servem para mesclar essas opções.

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As vantagens e desvantagens dependem da quantidade de capital que você pretende aplicar, e variam de acordo com o seu perfil. O fundo espelho é indicado para quem não tem pressa: os prazos para a retirada de recursos são médios ou longos. Caso você queira movimentar o seu dinheiro com frequência, essa não é a melhor opção.

O fundo espelho é um caminho vantajoso para quem busca diversificação nos investimentos e mais rentabilidade. Com as vantagens oferecidas, você pode aumentar o seu capital e contar com ajuda especializada para não passar sufoco. Aproveite e saiba tudo sobre o tema com o nosso guia sobre fundos de investimento. O download é gratuito!

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Morning Call: Socorro aos estados, Ibovespa, Coronavírus, Inflação, Empréstimos e Petróleo – Estados Unidos

“É sempre melhor começar onde as coisas estão, não onde você gostaria que elas estivessem.” – Thibaut

Gráfico do dia

As mulheres mais ricas do mundo

O que aconteceu nas últimas 24 horas?

Socorro aos estados

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que pretende apresentar nesta quinta-feira (30) o relatório do projeto de socorro aos estados que substitui o plano Mansueto.

  • A proposta prevê o congelamento dos salários de servidores federais, estaduais e municipais por 18 meses como contrapartida aos recebimentos de recursos.
  • De acordo com Alcolumbre, a estimativa dada pelo Ministério da Economia é que cerca de R$ 130 bilhões sejam poupados no período.
  • “Há 15 dias, a discussão era cortar 25% dos salários dos servidores municipais, estaduais e federais. Então, acho que seria um gesto evitarmos os reajustes por 18 meses e, em contrapartida, termos os recursos para ajudar os estados e municípios”, afirmou o presidente da Casa.
  • A votação da proposta deve ocorrer neste sábado (02) devido ao feriado do Dia do Trabalho na sexta-feira (01). 

Ibovespa

O principal índice da bolsa brasileira fechou em alta de 3,86% aos 78.238 pontos nesta segunda-feira (27) após o tombo da semana anterior.

  • O movimento de alta acompanhou os principais índices internacionais com a expectativa da retomada econômica após anúncio de reabertura de países europeus e estados norte-americanos.
  • Além disso, o clima de otimismo também foi alavancado pelas declarações de confiança do presidente Jair Bolsonaro em relação ao Ministro da Economia, Paulo Guedes.
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Coronavírus

De acordo com o Ministério da Saúde, foram notificadas 338 novas vítimas fatais e 4.613 novos casos confirmados.

  • Com isso, o país soma 4.543 vítimas fatais e 66.501 casos confirmados.
  • Por outro lado, o número de pessoas que se recuperaram da doença já chega a 31.142.
  • Assim, do total de 66.501 casos, 47% já podem ter desenvolvido imunidade contra o coronavírus.

Coronavírus causa excesso de oferta de produtos refinados

O que você deve saber hoje

Inflação

IPCA – 15 (índice de preço ao consumidor amplo) será divulgado hoje.

O índice mede a variação de um conjunto de preços de bens e serviços habituais de uma família durante um determinado período.

Ele compara o custo de aquisição de uma seleção de produtos e serviços com o custo da mesma seleção em um período anterior determinado.

Empréstimos

Indicador brasileiro de empréstimos bancários mensais será liberado hoje.

O valor demonstra a variação total de empréstimos bancários em circulação, emitidos para pessoas físicas e jurídicas.

  • Os débitos são correlacionados ao índice de confiança do consumidor.

Petróleo – Estados Unidos

O estoque de petróleo semanal do American Petroleum Institute (API) estará disponível para consulta hoje.

Os números evidenciam a quantidade de óleo armazenada e, portanto, fornecem uma estimativa de quanto tempo os estoques atuais vão durar.

  • Os resultados impactam na demanda dos EUA por petróleo bruto.


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Radar do Mercado: Hypera (HYPE3) divulga resultados do 1T20

Assim como várias empresas brasileiras, a Hypera também foi impactada pela pandemia. Mas, por estar ligada ao segmento de saúde, o COVID-19 impactou positivamente alguns dos indicadores da companhia.

No trimestre, o sell-out (processo de comercialização direta ao cliente) aumentou 11,1%, anotando crescimento na casa dos dois dígitos pelo quarto semestre consecutivo. O bom desempenho foi alavancado pelo aumento das vendas na área de Consumer Health, dada a iniciativa dos consumidores de adquirirem medicamentos isentos de prescrição.

As categorias mais beneficiadas pelo aumento na demanda de Consumer Health foram os antigripais, analgésicos, vitaminas e suplementos. Já em produtos de prescrição, os destaques foram para as marcas Rinosoro, Predsim, Colflex, Ofolato e, principalmente, Addera D3.

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O Addera D3 teve o sell-out impulsionado por estudos que reforçam a importância da vitamina D para a regulamentação do sistema imunológico e redução do risco de infecções respiratórias. Adicionalmente, a marca ainda registrou recorde de vendas no mês de março.

Por outro lado, a companhia destacou que já foi possível sentir o impacto negativo do sell-out em categorias como dermatologia e pediatria, em consequência da redução de consultas médicas no período.

Dessa maneira, a receita líquida da companhia no 1T20 foi de R$ 815 milhões com preservação da margem Ebitda das Operações Continuadas dada a disciplina na gestão de custos e despesas, atingindo o valor de 30,5%. Além disso, também foram declarados JCP no trimestre em um montante de R$ 185,5 milhões, um crescimento de 15,2% em relação ao total declarado no 1T19.

Por fim, a Hypera ressaltou que a pandemia trouxe desafios adicionais à sua operação e, com isso, tem tomado as medidas necessárias para a segurança e bem-estar de seus colaboradores e das comunidades com que se relaciona. “Como empresa farmacêutica, a Hypera Pharma deve garantir aos brasileiros o acesso à saúde, sem perder de vista a preservação do bem-estar integral de suas equipes e das comunidades com que se relaciona”, afirmou a companhia em documento divulgado.


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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Afinal, vale a pena ser MEI? O que diz a legislação?

Muito se questiona sobre se vale a pena ser MEI no Brasil. A verdade é que ser Microempreendedor Individual tem suas vantagens e desvantagens. Sempre há os dois lados da moeda, e é preciso considerar ambos para escolher a opção mais vantajosa para o seu caso.

É indiscutível que o MEI usufrui de alguns privilégios. Essa categoria de trabalho foi criada para que os trabalhadores informais tivessem condições de trabalhar dentro da lei. Isso prova que o trabalho formal é mais rentável do que as atividades realizadas na informalidade. Além disso, é mais seguro.

Vale observar que os profissionais autônomos e microempresários podem optar por ser microempreendedores e formalizar seus negócios. Será que é uma boa ideia para seu caso? Veja se realmente vale a pena ser MEI a partir da leitura deste artigo.

O que é MEI?

MEI é sigla para Microempreendedor Individual. De forma resumida, a categoria foi criada pela Lei Complementar nº 128/2008, mas só foi publicada em 2009. O termo MEI representa a pessoa que exerce atividades por conta própria, mas de maneira regularizada. Isso significa que a empresa é a própria pessoa.

Os primeiros beneficiados pela lei foram os profissionais autônomos, que regularizaram sua situação com o governo, pagando tributos e recebendo benefícios. Confira alguns deles a seguir:

  • direito à aposentadoria;
  • direito ao auxílio-maternidade;
  • criação de um CNPJ;
  • possibilidade de oferecer notas fiscais aos clientes.

Outros profissionais também podem adotar essa categoria. É uma opção valiosa para startups na etapa inicial, por exemplo. Quem não tem muito capital de giro mas deseja atuar maneira formalizada deve considerar abrir um MEI.

Quais são as regras do MEI?

Para saber se vale a pena ser MEI, é importante conferir todas as regras a serem seguidas. Uma delas é que o Microempreendedor Individual deve ter um faturamento anual limitado a R$ 81 mil. Esse limite máximo era de R$ 60 mil, mas foi alterado em 2018.

Quem vai abrir o MEI também não pode ser administrador, sócio ou titular de outra empresa. Além disso, é possível contratar apenas um funcionário. O MEI também deve efetuar no máximo uma das atividades econômicas que constam no Anexo III da Resolução do Comitê do Simples Nacional número 94/2011.

Quais são as obrigações do MEI?

O Microempreendedor Individual deve, obrigatoriamente, se enquadrar no regime tributário Simples Nacional. Essa é a categoria que paga menos tributos, tendo isenção de:

  • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ);
  • Programa de Integração Social (PIS);
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

O MEI paga somente uma taxa por mês. Ela é equivalente à Previdência Social e ao Imposto Cobrado sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) ou ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).

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Quando vale a pena ser MEI?

Agora vamos mostrar quando vale a pena ser MEI. É importante analisar se a manutenção do negócio como Microempreendedor Individual é vantajosa. Se, como MEI, é possível manter a média mensal de faturamento de R$ 6.750, pode ser mais vantajoso estar nessa categoria. Se a pessoa vier a se enquadrar como microempresa ou empresa de pequeno porte, mesmo permanecendo no Simples Nacional, provavelmente terá uma tributação maior que a do MEI.

O limite de faturamento não pode ser ultrapassado, considerando a tolerância de 20% concedida pela legislação. Do contrário, o MEI pode pagar multas e tributos sobre o valor que excede o limite. Portanto, é conveniente anotar todos os ganhos mensalmente, além de não descuidar de seus gastos.

Caso seja possível trabalhar somente com um funcionário, o MEI é uma boa opção. Se for necessário aumentar a quantidade de funcionários, não é possível mais permanecer nessa categoria. Além disso, a quantidade de tributos será aumentada.

Também veja se vale a pena ser MEI analisando a questão de empréstimos bancários. Nem todas as instituições financeiras estão dispostas a conceder muito crédito ao Microempreendedor Individual. Caso o empreendedor não precise realmente recorrer a essa alternativa, mantendo um crescimento equilibrado, permanecer como MEI é a melhor solução para as finanças.

MEI ou CLT: como escolher?

CLT é a abreviação de Consolidação das Leis do Trabalho, que são as regras que regulamentam o sistema de trabalho entre empresa e empregado. Para saber se vale a pena ser MEI ou trabalhar como funcionário da CLT, é importante comparar os benefícios que elas oferecem ao profissional.

O MEI recolhe apenas um tributo de valor fixo conforme a atividade. Nesse tributo, está recolhido o INSS. O empregado que trabalha sob o regime da CLT recolhe o INSS conforme o salário. Uma alíquota X incide mensalmente sobre os vencimentos, a fim de completar o valor mensal que a própria empresa paga para garantir a aposentadoria do trabalhador.

O trabalhador CLT ainda recebe verbas trabalhistas, como 13º salário, férias, seguro-desemprego (em caso de demissão), horas extras e FGTS, que é depositado mensalmente. O MEI não tem direito a nada disso. Ele fará jus ao 13º salário somente quando se aposentar.

O que a lei diz sobre trabalhadores MEI?

Tudo começou com a Lei Complementar nº 128/2008, que modificou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, criando a figura do Microempreendedor Individual. Essa lei passou a vigorar em 1º de julho de 2009. Ela prevê que o empreendedor deve praticar uma das atividades econômicas previstas no Anexo XI da Resolução CGSN nº 140/2018. É esse documento que define as funções permitidas ao MEI.

Certas atividades foram removidas da lista, como personal trainer, arquivista de documentos, técnico contábil e contador. Conforme o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), essas funções estão associadas a atividades intelectuais e já são regulamentadas. Em função disso, ficam fora de uma das regras determinadas para o Microempreendedor Individual.

Tudo indica que essa foi uma adequação, já que ao MEI não são permitidas atividades regulamentadas, considerando que ele é empresário.

As demais atividades se mantiveram e algumas foram adicionadas, como:

  • apicultores;
  • locadores de bicicleta;
  • cerqueiros;
  • locadores de motocicleta;
  • locadores de material e equipamento esportivo;
  • viveiristas;
  • locadores de videogame;
  • prestadores de serviços de poda/colheita/preparação de terreno/semeadura e roçagem, destocamento, gradagem, lavração e sulcamento.

Avalie com cuidado seu negócio para saber se vale a pena ser MEI, trabalhar em regime CLT ou formar uma micro/pequena empresa. Como sempre, as questões financeiras serão determinantes na hora da decisão.

Os fatores financeiros são realmente muito importantes para o empreendedor, opte ele por qualquer atividade, seja sua empresa grande ou pequena, seja ou não um MEI. Por isso, convém manter as finanças pessoais e profissionais sob controle. Agora que você já tem tudo para saber se vale a pena ser MEI, aproveite para ver uma excelente planilha de gastos para otimizar a sua gestão. Confira!

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Quero mudar de profissão, e agora? 10 passos que vão ajudar

Você já teve vontade de mudar de profissão? Esse é um passo assustador para muitas pessoas, mas, com um bom planejamento, é possível fazer. É preciso levar em consideração todos os aspectos envolvidos nessa mudança. Por exemplo, avaliar qual é a nova carreira que você quer perseguir e preparar suas finanças pessoais para essa transição.

Se mudar de profissão está entre suas metas para 2020, como fazer isso da melhor forma possível, sem se lançar por impulso em território desconhecido? É isso que vamos ver neste artigo.

1. Avalie sua satisfação com o trabalho atual

Toda e qualquer mudança que se queira fazer, na vida pessoal, profissional ou em qualquer outro campo, começa por um mapeamento da situação atual. Imagine que você queira reformar sua casa. O primeiro passo é entender o estado atual do imóvel, olhar a planta e ver quais são as possibilidades que ela oferece.

O mesmo vale para uma mudança de carreira. Como está sua vida profissional? Quais conhecimentos e competências você tem que podem ser aproveitados no seu próximo movimento? O que traz satisfação no seu trabalho atual e o que você quer evitar? Esse mapeamento vai ajudar a traçar os próximos rumos e a evitar cair em outras situações que deixem você igualmente insatisfeito.

2. Faça uma reserva financeira

Se você já avançou um pouco na carreira, sabe que esse foi um longo e árduo caminho. Teve o investimento em anos de formação e toda a experiência acumulada. É isso tudo que agregou valor ao seu currículo e fez com que você chegasse aonde está hoje.

Mudar de profissão, por vezes, exige que você volte alguns passos nessa trajetória para corrigir o rumo. Isso pode significar ficar algum tempo ganhando menos ou até sem renda. Para não passar apuros, faça uma reserva de emergência que permita atravessar esse período sem grandes apuros.

A recomendação é ser conservador nesse cálculo para evitar problemas financeiros. Se possível, enxugue seu orçamento e reduza os gastos até entender como ficará sua vida na nova condição. Não tenha medo de diminuir o padrão de vida temporariamente.

Lembre-se de que você está em uma maratona, não em uma corrida de cem metros. Por isso, precisa ter alguma liberdade financeira para percorrer essa jornada.

reserva de emergência

3. Entenda o mercado

Perseguir os próprios sonhos é maravilhoso, mas, como diz o ditado, é importante manter a cabeça nas nuvens e os pés na terra. Assim, se você quer mudar de profissão, busque o máximo possível de informações sobre o mercado no qual pretende atuar. Tome cuidado para não idealizar a carreira.

Isso é comum, por exemplo, quando a pessoa resolve deixar o mundo corporativo para abrir o próprio negócio. Muita gente tem uma ideia idílica de ser o próprio patrão e ignora as muitas dificuldades que os empreendedores enfrentam.

4. Busque capacitações

Mais uma vez: você não chegou aonde está por um passe de mágica. Teve muito suor nessa trajetória, e a próxima não será diferente. Se você já sabe qual é a área na qual quer atuar, entenda quais são as capacitações necessárias para fazer a transição.

Nem sempre isso envolve fazer outra graduação. Aliás, na maioria das vezes não é o caso. Podemos estar falando ainda de educação formal ou mesmo informal, buscando conhecimento sobre o tema em livros, na internet ou com quem trabalha na área.

5. Converse com quem já fez uma mudança

Você pode até achar que está dando um passo no escuro, mas, acredite, esse é um caminho que muitas outras pessoas já trilharam. Conversar com algumas delas pode ser altamente proveitoso. Elas vão contar como se prepararam, os erros que cometeram, o que fariam diferente e também o que funcionou bem.

Além disso, é reconfortante falar com quem entende o momento pelo qual você está passando agora. Especialmente se as pessoas do seu círculo mais próximo, como amigos e familiares, não estiverem tão seguras de que você deva fazer essa mudança.

6. Invista no networking

Construir uma reputação e ser conhecido no mercado é metade do caminho andado em qualquer carreira. É claro que nossos conhecimentos também são importantes, mas precisamos de pessoas que os reconheçam. Invista em conhecer gente da área, frequente cursos e workshops, converse com outros profissionais e torne sua marca pessoal conhecida no mercado.

7. Cuide da sua saúde

Cuidar da saúde vale para tudo, não é? Se a mente é o nosso motor, o corpo é a carroceria. Não vamos a lugar nenhum se os dois não estiverem em ordem. Além disso, mudar de profissão exige muita energia e empenho e, logo, é mais importante do que nunca estar com a saúde em dia.

A mudança de profissão vai envolver passar algum tempo fora do mercado de trabalho? Então não se esqueça de pesquisar um bom plano de saúde e inserir essa despesa extra na sua planilha de gastos.

8. Persista

Infelizmente, nada vem fácil. Qualquer que seja a mudança que você queira fazer, haverá obstáculos e alguns tropeços para isso. Você pode amenizá-los por meio de um bom mapeamento. Entenda quais são esses riscos e qual é o plano para lidar com eles caso se materializem. Mas a verdade é que é impossível estar totalmente preparado para tudo.

Por isso, tente se abalar o mínimo possível com as quedas. Você vai precisar da sua energia e de uma boa dose de otimismo para continuar. Não estamos falando de otimismo sem fundamentos, mas de manter o foco no seu objetivo, tendo consciência de que os percalços fazem parte da jornada.

9. Aprimore suas competências

Lembre-se de que você pegou o bonde andando e precisa fechar as lacunas em relação a quem já está na sua área de destino. Por isso, é importante entender quais são as competências requeridas na sua nova carreira e correr atrás delas.

Não estamos falando apenas de conhecimentos técnicos, mas também de possíveis competências atitudinais. Na nova profissão, pode ser que você tenha que falar mais em público, por exemplo. Nesse caso, faz sentido procurar algo que ajude a se desenvolver nesse sentido.

10. Saiba a hora de mudar de estratégia

Como dissemos, o planejamento é fundamental, mas é impossível saber se tudo vai sair conforme previsto. Por isso, é preciso ter um plano B e talvez ainda um plano C. Se as coisas não correrem conforme planejado, qual é a hora de mudar de estratégia? E qual será a nova estratégia?

Acompanhe seu progresso colocando metas intermediárias pelo caminho. Por exemplo, em seis meses você precisa já ter conseguido algum trabalho na nova área, ainda que seja temporário ou de freelancer. Em um ano, precisa já estar se movimentando bem na profissão. Em dois anos, precisa estar ganhando o suficiente pelo menos para pagar suas contas.

Se isso não se materializar, você pode dividir o tempo entre a nova profissão e a antiga ou pensar em outra abordagem na área escolhida. São apenas exemplos, é claro. Você é que tem que avaliar as possibilidades.

Agora você já tem todas as condições de se preparar para mudar de profissão de forma planejada e estruturada, aumentando as chances de sucesso. Para ajudar você a se organizar financeiramente, elaboramos uma planilha de gastos que você pode baixar gratuitamente em nosso site. Aproveite!

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Wall Street: qual é a história por trás dessa famosa rua?

Mesmo que você não tenha tanta familiaridade com o mercado financeiro, é bem provável que já tenha ouvido falar em Wall Street. Tema de filmes e séries norte-americanas, o famoso distrito é considerado o coração financeiro de Nova York. 

Localizado na parte baixa de Manhattan, em Wall Street estão concentrados os maiores bancos de investimentos e corretores dos Estados Unidos. Além disso, lá está fica a sede da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). 

Você conhece a história por trás dessa famosa rua? Por que ela se tornou tão popular em todo o mundo? Qual é o papel de Wall Street na economia? Quais foram os grandes acontecimentos que marcaram a região? Neste artigo você vai encontrar as respostas para essas e outras perguntas. Acompanhe!

O que é Wall Street? 

Mesmo que você nunca tenha ido aos Estados Unidos, especificamente a Nova York, é bem provável que já conheça Wall Street. Especialmente se você gosta de ver filmes sobre o mercado financeiro. 

O distrito é tão popular que se tornou o sinônimo de todo o sistema do mercado financeiro norte-americano. Isso acontece mesmo quando o interlocutor não está se referido diretamente a essa rua específica. 

Por que essa rua se tornou o centro da economia norte-americana? 

O nome da rua vem do século XVII, período em que ela era o limite norte de Nova Amsterdam. Em 1652, os holandeses que ali viviam construíram uma parede, que tinha o objetivo de proteger seu território. 

Existem algumas divergências na história. Mas o que se diz é que a “Rua do Muro” estava vinculada à colonização disputada sob o domínio das terras entre holandeses, índios e britânicos. 

Em 1664, os ingleses invadiram Nova Amsterdam, expulsaram os holandeses da região e fundaram a vila de Nova York. Ao longo dos anos seguintes, foi aberta uma via de trânsito que seguia a muralha originalmente construída pelos holandeses. Em 1699, entretanto, a parede foi destruída pelos ingleses. 

No fim do século XVIII, especuladores, comerciantes, transportadores e intermediários financeiros começaram a se encontrar nas imediações de um plátano de Wall Street. Esses encontros tinham o objetivo de realizar negociações contratuais e financeiras. 

Foram essas conversas que deram início à história e aos movimentos financeiros na região. Ela viria, futuramente, a se tornar o grande centro financeiro dos Estados Unidos. 

Foi em 1792 que um grupo de acionistas firmou o Tratado de Buttonwood. Esse acordo estabeleceu regras e taxas atreladas às negociações da Bolsa de Valores de Nova York. 

O que diferencia a Wall Street da Main Street? 

Quando uma pessoa usa a expressão Wall Street, ela pode ter mais de um significado. Pode ser a rua propriamente dita ou as firmas de investimento, corporações e ao mercado financeiro de uma forma geral. 

Por outro lado, quando as pessoas usam o termo Main Street, elas estão se referindo às pequenas e médias empresas. 

Embora as suas expressões se refiram a questões completamente diferentes e paradoxais, geralmente os resultados de uma afetam a outra. O que isso quer dizer? 

Sob a perspetiva econômica, se a Main Street não estiver indo bem, os resultados de Wall Street podem não ser tão importantes. Isso acontece porque os gastos do consumidor final impactam diretamente no mercado. 

Por outro lado, se Wall Street não está tendo bons resultados, isso não significa, necessariamente, que a Main Street esteja indo mal. 

biblioteca financeira

Quais foram os principais acontecimentos que marcaram Wall Street? 

Grandes acontecimentos econômicos mundiais geraram um impacto significativo em Wall Street. Entre eles, destacamos três: a crise de 1929, a bolha da internet dos anos 1990 e a crise econômica de 2008. 

A crise de 1929

Em 24 de outubro de 1929 aconteceu a quebra da Bolsa de Valores de Nova York. A data desencadeou uma das maiores crises econômicas da história dos Estados Unidos. Ela marcou o início da Grande Depressão, que, durante os 12 anos seguintes, gerou diversos impactos negativos nos países ocidentais industrializados. 

A bolha de internet dos anos 1990

A bolha da internet foi uma bolha especulativa que ocorreu entre 1994 e 2000. O evento se caracteriza pela alta expressiva das ações de novas empresas de tecnologia de informação. 

No auge da bolha, o índice da bolsa de valores ultrapassou os 5 mil pontos. Ao longo dos anos 2000 e no início de 2001, muitas das empresas de tecnologia já estavam em processo de venda, redução ou fusão. Outras simplesmente desapareceram. 

A crise econômica de 2008

A crise econômica financeira de 2008 foi uma grande crise econômica global, precipitada pela falência de um grande banco de investimentos norte-americano, o Lehman Brothers. 

Após a sua quebra, diversas outras instituições financeiras também faliram, gerando um efeito dominó. Para evitar um colapso maior, o governo dos Estados Unidos realizou inúmeros movimentos estratégicos financeiros para auxiliar na normalização da situação. 

Por ser o centro financeiro norte-americano, Wall Street sofreu fortes impactos em diferentes épocas. Hoje, com a crise causada pela pandemia do coronavírus, é possível que novos impactos sejam sentidos não apenas em Wall Street, mas no mundo todo. 

Quem aplica dinheiro e deseja alcançar bons resultados financeiros por meio de investimentos deve saber mais sobre os movimentos econômicos e políticos mundiais. Dessa forma, é possível alinhar suas expectativas à realidade e às oportunidades de mercado, assim como fez Warren Buffett. 

O que significa o touro de Wall Street? 

O Touro de Wall Street — Charging Bull — é uma escultura de bronze, localizada na Bowling Green. A obra, idealizada por Arturo Di Modica, pesa 3,5 toneladas e tem 3,4 metros de altura por 4,9 de comprimento. O Charging Bull foi instalado em dezembro de 1989 no distrito financeiro de Manhattan. 

A escultura tem um simbolismo importante: o touro, em posição de ataque, representa um mercado financeiro forte e pujante. Idealizada após a quebra da bolsa de valores de 1987, ela tem o propósito de expressar a força e o poder do povo americano. 

Uma curiosidade envolvendo o Charging Bull é que o artista custeou sozinho a obra, que na época custou algo em torno de 360 mil dólares. Instalada em 15 dezembro de 1989, em frente ao prédio da Bolsa de Valores, ela foi apreendida pela polícia de Nova York. 

Após alguns protestos, ela foi reinstalada em um novo local, em 21 de dezembro de 1989, onde se encontra até hoje. Além do seu simbolismo, a estátua virou um ponto turístico conhecido de Wall Street. 

Como vimos aqui, Wall Street tem uma história importante e grande influência no mercado financeiro internacional. Se você gostou de saber mais sobre o assunto, siga a Magnetis nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no LinkedIn, no Instagram e no YouTube. Por lá, você fica por dentro de outros conteúdos relevantes sobre investimentos e finanças. 

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O que é o fluxo cambial e como ele funciona na prática?

Você já ouviu falar em fluxo cambial? Esse conceito, comum no mercado financeiro, pode influenciar a economia do país de diversas maneiras. Neste artigo, vamos explicar o que é o fluxo cambial e como ele funciona na prática. 

Qual é a relação dele com o dólar? De que modo seus investimentos podem ser afetados? Continue a leitura e saiba mais sobre o tema.

O que é o fluxo cambial?

O fluxo cambial designa a quantia de moedas estrangeiras que chega e sai do país. Desde 1982, os números que indicam o saldo do fluxo cambial são divulgados mensalmente pelo Banco Central (BC). Para obter um fluxo positivo, o volume de divisas externas — como o dólar norte-americano — precisa entrar mais do que sair.

O Banco Central tem um papel essencial no mercado financeiro brasileiro. Ele pode colocar dólares e retirá-los quando achar necessário, a fim de controlar a inflação, a variação cambial e as taxas de juros. O BC também pode vender títulos públicos em dólares, alterar a taxa Selic e aumentar ou diminuir impostos.

O fluxo cambial é calculado de acordo com o fluxo financeiro de um país, como investimentos estrangeiros, remessas de dividendos, taxas de importação e exportação.

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Como ele funciona?

O fluxo cambial funciona conforme o balanço entre os fluxos financeiro e comercial. O fluxo comercial mede o fechamento do câmbio referente às exportações e importações do país. Já o fluxo financeiro mede os empréstimos, os investimentos e as transações realizadas no mercado financeiro, por exemplo, na bolsa de valores.

Ao final de cada mês, o Banco Central divulga o balanço de pagamentos e demonstra as relações financeiras e monetárias do país. O cenário ideal seria o país apresentar um fluxo cambial positivo, para que aumente a oferta do dólar e de outras moedas estrangeiras.

Saldo comercial

Agora que você já sabe como funciona o fluxo comercial, vamos ao conceito de saldo comercial. Trata-se de um indicador econômico relacionado ao volume de exportações e importações de um país durante certo período. A equação é bem simples: saldo comercial = total de exportações – total de importações.

Se o resultado é positivo, há o superavit no saldo comercial. O superavit é um indicador favorável à economia do país — ou seja, o Brasil exporta mais serviços e produtos do que importa. Como esse fluxo gera a entrada de dólar, a oferta aumenta e, portanto, o valor da moeda diminui. Para quem deseja investir em dólar, esse momento é ideal.

O deficit tem o efeito contrário: expressa que a importação é maior que a exportação, o que pode gerar efeitos negativos. Se o Brasil compra mais produtos do que vende, aumenta a saída de dólar, ou seja, a oferta da moeda despenca. Nesse caso, a cotação do dólar sobre o real aumenta. O prejuízo gerado pelo deficit impacta os acúmulos financeiros do país, aumentando preços de ativos, serviços e bens.

O que o fluxo cambial indica sobre a economia?

O fluxo cambial positivo, assim como o superavit no saldo comercial, indica a estabilidade econômica de um país. Nos países emergentes, por exemplo, o fluxo positivo favorece o aumento de investimentos internos. Aumentando a entrada da moeda norte-americana no país, o preço do dólar cai. Isso influencia o turismo, as taxas de juros, os valores dos produtos, o preço da gasolina, entre outros fatores.

O fluxo positivo também aumenta a atração de outros países para injetar dinheiro no Brasil. Se a economia está estável, com superavit, grande oferta de dólar e taxas de câmbio favoráveis, mais pessoas começam a investir no país.

A economia dos países em desenvolvimento é afetada pela admissão de moeda estrangeira. Assim, o fluxo cambial é um tipo de medidor para avaliar quais operações financeiras apresentam riscos ou vantagens. Como saber em qual país investir? Fique de olho naqueles com a balança comercial positiva.

Como ele impacta os meus investimentos?

Se o dólar cai ou sobe, isso tem efeitos diretos na economia do país e, consequentemente, nos seus investimentos. Entre os impactos gerados pelo fluxo cambial, a variação cambial é um fator que vale ser destacado. Mas afinal, o que seria a variação cambial e de que maneira ela pode interferir nos seus investimentos?

A variação cambial é a diferença entre o valor de um produto no dia da compra e no dia em que é realizado o pagamento. O exemplo mais simples é a fatura do cartão de crédito. Se você realizou uma compra em moeda estrangeira, o valor da moeda possivelmente será diferente no dia do fechamento da fatura. Se o dólar subiu, você poderá pagar mais pelo produto; se o valor caiu, poderá pagar menos. Em itens importados, a lógica é a mesma: se o dólar sobe, o valor também aumenta.

A taxa de câmbio sofre variações constantes, inclusive ao longo do mesmo dia. As alterações nos valores das moedas afetam as empresas e a economia de um país. Quem investe em dólar futuro, por exemplo, deve prestar atenção nas variações cambiais. Como a negociação do contrato de compra e venda de ativos é para uma data futura preestabelecida, vale analisar as mudanças nas taxas de câmbio.

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Contudo, o fluxo cambial não está relacionado exclusivamente às variáveis do mercado. Momentos de crises políticas, bem como incertezas e instabilidades no país, podem influenciar a busca por uma determinada moeda. Isso aumenta a oscilação e, consequentemente, os preços dos ativos.

Nesses casos, algumas pessoas optam por investimentos de renda fixa — por exemplo, a letra de câmbio. Assim, não precisam se preocupar com variações da moeda estrangeira e altas e baixas do mercado.

Agora que você já conhece o que é fluxo cambial e sabe como ele funciona na prática, pode diversificar sua carteira de investimentos. Conhecer as operações cambiais de um país, incluindo seus riscos, é o primeiro passo para saber aplicar seu dinheiro de acordo com o seu perfil. Se você quiser se aprofundar em temas do mercado financeiro, que tal baixar o nosso Guia de Consultoria de Investimentos? É gratuito!

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