quinta-feira, 7 de maio de 2020

Fiikipedia – Kit de sobrevivência

Fiikipedia

Prof. Baroni – 07 de maio de 2020

Kit de sobrevivência

Inicialmente, destaco uma Live realizada ontem eu canal no Youtube com meu grande amigo Danilo Bastos, co-autor do Livro Guia Suno Fundos Imobiliários. Além disto, recebemos 04 convidados os quais foram sorteados em nossas redes sociais. Foi muito legal! Vale conferir.

E ainda: o livro (Guia Suno FIIs) pode ser baixado gratuitamente até amanhã (08/05/2020), não perca esta oportunidade:

Live:


Livro: https://bit.ly/3cb39XJ

Vários investidores tem me perguntado se há algum porto seguro nesta crise. Infelizmente, esta pandemia mudou a rotina das pessoas e irá provocar um grande rearranjo da economia, perspectivas e valores em todo o planeta.

Na prática, a percepção de segurança (e conforto) também mudará, aliás, já mudou de alguma forma. Inclusive, este foi um dos temas discutidos na Live de ontem à noite.

Claro, poderemos ter novas mudanças após uma medicação eficiente ou a liberação de uma vacina. Contudo, até lá, é muito difícil traçarmos todos os efeitos colaterais na economia real ao longo dos próximos meses.

Tenho comentado que esta crise tem 05 grandes derivadas, são elas:

  1. Lockdown
  2. Concessões e diferimentos
  3. Inadimplências
  4. Crise de crédito
  5. Descontrole fiscal
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Quero querer que poderemos passar pelas 05 derivadas, embora eu esteja otimista de que iremos superar em algum momento entre a terceira e quarta. Vale monitorar.

Os fundos imobiliários não estão imunes. Afinal, somos consequência de uma economia forte. Note que os principais dois grandes bancos brasileiros anunciaram quedas nos lucros na ordem de 40%.

O kit de sobrevivência, a meu juízo, é buscar ampliar ao máximo a diversificação da sua carteira com os melhores ativos possíveis, de tal forma que você passe pela crise, partindo do pressuposto de que a visibilidade continua baixa, embora já tenhamos alguns dados econômicos.

Infelizmente, ainda não temos um ETF de fundos imobiliários no Brasil, mas acho que esta crise deixará uma grande lição quanto a esta classe de ativos que proporciona uma natural diversificação ao investidor de forma a ponderar os principais ativos listados, seja pelo porte (valor de mercado) ou mesmo por sua liquidez.

Procurar escolher os melhores FIIs é difícil? Sim, de alguma forma. Porém, eu quis trazer o máximo de gestores nas Lives e, além disto, entendo que já estamos fazendo um longo trabalho educativo nas redes sociais que irá te dar o devido conforto para escolhas seguras.

Chegou a hora de você colocar em prática tudo que tem aprendido ao longo destes meses (ou anos). Na verdade, todos nós estamos em constante aprendizado, mas é importante “colocar a teoria em prática” para que você possa consolidar sua experiência.

Acertar ou errar faz parte da vida do investidor – o mais importante é que você tome decisões com base no seu conhecimento adquirido. Treine, pratique e vá em frente.

Em resumo: seu kit de sobrevivência é a diversificação seletiva, ou seja, busque bons fundos imobiliários e se mantenha vivo, financeiramente, nesta crise.


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Mercado bancário: quais as tendências para os próximos anos?

O mercado financeiro vive uma grande disrupção impulsionada por novas tecnologias. São soluções que prometem revolucionar muitas formas de oferecer serviços, principalmente no mercado bancário.

Um sinal disso é que o consumidor nunca ouviu falar tanto sobre fintechs. As chamadas startups do setor financeiro puxam as inovações do segmento. Por conta disso, desafiam os grandes bancos a mudarem estratégias. Esse aumento da competição em um setor historicamente concentrado promove grandes transformações em produtos e modelo de negócios.

Veja abaixo algumas tendências do mercado bancário brasileiro para os próximos anos.

Foco na experiência online

Melhorar a experiência online dos clientes é um grande desafio dos bancos para os próximos anos.

Isso porque, além de os clientes estarem cada vez mais exigentes, a concorrência também aumentou. Por isso, as instituições financeiras buscam encontrar maneiras para atingir os desbancarizados. Esse público que não está acostumado a realizar operações do mercado financeiro, muito menos pela internet.

Para atrair essas pessoas, será necessário simplificar aplicativos de forma que se pareçam com uma conversa. Também será necessário que esses apps sejam leves para que possam ser instalados em modelos de smartphone mais simples e com menos espaço de memória.

Pagamentos instantâneos

Uma grande tendência no setor bancário nos próximos anos é o pagamento instantâneo. A modalidade será um meio de liquidação de valores em tempo real disponível 24 horas pelo celular e que será aceito em todos os estabelecimentos. A previsão é que comece a funcionar com limitações em novembro, em uma plataforma que vai unificar operações e será gerida pelo Banco Central.

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Diferentemente de transferências comuns, esse meio de pagamento vai precisar apenas de um dado para realizar a operação, como CPF, e-mail ou celular. Ou seja, a operação será similar à de carteiras digitais disponíveis no mercado, como PicPay e Mercado Pago, que utilizam QR Code para completar a transação. Só que agora a funcionalidade será oferecida também por bancos tradicionais, digitais e bandeiras de cartões.

O objetivo é que essas transferências tenham custo mais baixo do que um DOC ou TED. O dinheiro também será compensado de forma bem mais rápida — cerca de 3 segundos. Atualmente, as transferências só podem ser feitas nos horários de expediente bancário. Além disso, demoram algumas horas para cair na conta do usuário.

Digitalização de operações

Quem tem conta-corrente em um banco tradicional costuma ter acesso ao internet banking, centrais telefônicas, chats e também a diversos aplicativos. Todas essas ferramentas dispensam a ida do cliente às agências, na maioria dos casos. Já é possível, por exemplo, até realizar um pedido de financiamento de carro e imóvel online.

Contudo, pequenas burocracias ainda permanecem, principalmente nos grandes bancos. Por exemplo, ainda não são todos os pedidos que podem ser feitos por chats, e alguns documentos ainda devem ser levados impressos às agências. A tendência é que os bancos digitalizem e automatizem cada vez mais esses processos.

Open Banking

O compartilhamento de dados dos clientes de bancos é uma tendência para os próximos anos. A ideia é que seja possível consolidar e compartilhar dados de todas as instituições financeiras com as quais o cliente tem relacionamento. Essa ferramenta permitiria a criação de serviços personalizados e a contratação mais rápida de serviços.

O Banco Central prepara atualmente uma regulamentação sobre o tema, que está prevista para ser implementada no País a partir de 2021.

Adaptação a empresas virtuais

Outro desafio dos bancos será adaptar operações às chamadas empresas virtuais, que têm funcionários espalhados em diversos estados.

Atualmente, abrir contas-correntes para folhas de pagamento de empresas ainda é um processo burocrático, que exige que os funcionários estejam concentrados em uma mesma cidade.

Alta personalização

Clientes mais exigentes demandam serviços personalizados. Isso é válido tanto no caso de bancos comerciais como no de bancos de investimentos, especializados em oferecer assessoria financeira a quem investe muito dinheiro.

Portanto, o desafio dos bancos é coletar e aproveitar as informações sobre cada cliente, permitindo adaptá-las ao modelo de negócios e ao atendimento. Afinal, diante de uma maior concorrência, ganha quem conseguir oferecer um serviço diferenciado.

Novos pequenos bancos

Muitas fintechs atuam como bancos digitais, entrando na briga direta por clientes dos bancos tradicionais. Normatizados no Brasil, eles podem receber pagamentos e realizar transações, como transferências. Também permitem pagar boletos e colocá-los em débito automático.

Algumas dessas fintechssão especializadas em conceder crédito de forma mais rápida, barata e menos burocrática do que os bancos. Isso é possível por meio de algoritmos, que conseguem analisar de forma mais detalhada a capacidade de pagamento de cada cliente.

Ou seja, esses novos pequenos bancos apontam que uma forte tendência para os próximos anos é o aumento da concorrência e a criação de nichos. Grandes bancos não costumam se concentrar em oferecer crédito para pequenas empresas, uma área de atuação que pode ser dominada por pequenos bancos.

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Mais transparência

O aumento da concorrência deve levar a uma maior transparência no setor bancário. Haverá um esforço de todas as instituições financeiras para atrair clientes apontando quais taxas estão sendo cobradas em cada operação, e de que forma.

Um exemplo é de que, por muito tempo, não se sabia que o banco poderia aplicar o dinheiro dos clientes que estava parado na conta-corrente. Nessa operação, o rendimento que tinham era insignificante. 

As fintechs precisaram achar uma forma de se diferenciar. Então, começaram a anunciar a clientes que esse dinheiro parado na conta poderia render 100% do CDI, por exemplo. Essa estratégia deixou os clientes mais informados e permitiu aumentar a transparência em todo o setor.

Blockchain

O blockchainé o mecanismo antifraude das criptomoedas, mas essa tecnologia pode ser usada em diversos tipos de operações.

Isso porque o blockchain é uma forma de aumentar a segurança de dados compartilhados, diminuindo o custo dessas operações. Ou seja, uma grande oportunidade de investimento para os bancos nos próximos anos.

Como podemos ver, o mercado bancário promete mudar muito seu modelo de negócio daqui para a frente, com o avanço de diversos tipos de tecnologias. Essas alterações devem ter impacto sobre investimentos relacionados a instituições financeiras, como ações. Quer saber se vale aplicar dinheiro no segmento? Conheça a consultoria de investimentos.

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Morning Call: Selic, Orçamento de Guerra, Coronavírus, Setor automotivo, Pedidos iniciais por seguro-desemprego – EUA e Gás Natural – EUA

“A indecisão é o ladrão da oportunidade.” – Jim Rohn

Gráfico do dia

A resposta fiscal em 2020 tem sido rápida e poderosa

O que aconteceu nas últimas 24 horas?

Selic

O Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a taxa básica de juros em 0,75% nesta quarta-feira (06). Com isso, a Selic foi para 3% ao ano.

  • Foi o segundo corte realizado durante a crise trazida pela pandemia do coronavírus.
  • Por outro lado, essa é a sétima redução consecutiva desde o início do ciclo de quedas, em julho do ano passado.
  • O corte de ontem foi considerado agressivo já que a expectativa era de que a redução fosse de 0,5%.
  • De acordo com o comunicado do Banco Central “o Comitê entende que, neste momento, a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reforça que há potenciais limitações para o grau de ajuste adicional”.

Orçamento de Guerra

Nesta quarta-feira (06), foi concluída a votação em segundo turno da PEC do Orçamento de Guerra, a qual tem o objetivo de separar os gastos emergenciais do Orçamento Geral da União para conter os impactos da pandemia.

  • A PEC também autoriza o Banco Central a atuar no mercado secundário durante o período do estado de calamidade.
  • Além disso, o texto prevê que o governo não precisa cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e a regra de ouro.
  • Entretanto, não podem ser criadas despesas permanentes com propostas legislativas e ações do poder executivo.
  • A PEC foi aprovada com 477 votos favoráveis e 1 contra e segue para promulgação.
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Coronavírus

Em mais um dia de recorde de vítimas fatais, o Brasil somou 615 mortes nas últimas 24 horas.

  • A maior alta em número de testes positivos para a doença em um dia também foi verificada nesta quarta, chegando ao total de 10.503.
  • O Brasil soma 125.218 casos confirmados da doença e 8.536 vítimas fatais.
  • Com isso, de acordo com os dados da Universidade John Hopkins, o Brasil ocupa a sexta posição entre os países com mais vítimas fatais do mundo.

Trabalhadores informais tendem a constituir uma parcela significativa da força de trabalho em países de baixa renda

O que você deve saber hoje

Setor automotivo

O índice de produção e venda de veículos mensal será divulgado hoje.

  • Ele serve como norteador para o setor automotivo.
  • As vendas divulgadas no mês passado, referentes a março, mostraram uma queda de 18,6%.
  • A variação na produção para o mês de março foi de -7,0%.

Pedidos iniciais por seguro-desemprego – EUA

O número dos pedidos de seguro-desemprego será divulgado hoje.

  • O índice mede o número de pessoas que entraram com pedido de seguro-desemprego pela primeira vez na semana passada.
  • Uma leitura maior do que a esperada deve ser tomada como negativa para o dólar, enquanto uma medida menor do que a esperada é positiva para a moeda norte-americana.

Gás Natural – EUA

O estoque de gás natural nos Estados Unidos será divulgado hoje.

  • O dado é fornecido pela Energy Information Administration (EIA) e mede a variação do número de pés cúbicos de gás natural no armazenamento subterrâneo realizado durante a semana passada.


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Radar do Mercado: Energias do Brasil (ENBR3) divulga resultados do 1T20 

  • A companhia reportou um aumento de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,2 bilhões na receita líquida.
  • Já o Ebitda, que mede a geração operacional de caixa da companhia, caiu 1% e atingiu R$ 698,5 milhões.
  • O lucro líquido consolidado foi de R$ 271 milhões. O montante representa uma queda de 8,3% em relação ao 1T19, quando somou R$ 295,6 milhões.
  • O volume de energia distribuída apresentou redução de 5,1% por conta das temperaturas mais amenas. Por outro lado, os níveis de perdas também recuaram, indicando uma melhora do indicador e dos investimentos que a EDP Brasil tem feito nas redes.

A Energias do Brasil também anunciou a postergação das negociações para compra de um projeto de transmissão de energia em meio às medidas para preservar caixa devido aos impactos da pandemia do coronavírus.

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A companhia do grupo português EDP anunciou a redução de R$ 1,1 bilhão em custos operacionais e investimentos para 2020, montante que inclui a aquisição não realizada.

Para reforçar a liquidez, a companhia também realizou captações de cerca de R$ 940 milhões, além de ter operações em andamento para obter mais R$ 820 milhões.

Do montante a ser levantado, R$ 263 milhões se referem a acordos em negociação com o BNDES para suspender pagamentos de empréstimos por até seis meses, em um mecanismo conhecido como “standstill”.

O restante é dividido em duas emissões, uma de R$ 200 milhões e outra de R$ 100 milhões, além de uma rolagem de R$ 250 milhões.

Os cortes de investimentos, despesas e as captações representam reforço de liquidez superior a R$ 3 bilhões. Assim, interpretamos as medidas de forma positiva.


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quarta-feira, 6 de maio de 2020

Morning Call: Coronavírus, Ibovespa, Rating brasileiro, Fluxo Cambial, Taxa de Juros e Petróleo – Estados Unidos

“Paciência, persistência e transpiração fazem uma combinação imbatível para o sucesso.” – Napoleon Hill

Gráfico do dia

Impacto da pandemia na popularidade dos aplicativos

O que aconteceu nas últimas 24 horas?

Coronavírus

Nesta terça-feira (05), o Brasil registrou o recorde de vítimas fatais em 24 horas ao anotar um total de 600 mortes.

  • O Brasil passa a ter 7.921 vítimas fatais e 114.715 casos confirmados da doença.
  • De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, o aumento abrupto é justificado pela grande quantidade de testes represados durante o fim de semana.
  • Adicionalmente, o Ministério da Saúde também informou que houve 48.221 casos de recuperação da doença.
  • Dessa forma, 42% dos cerca de 114 mil casos confirmados da doença já podem ter desenvolvido imunidade contra o vírus.

Ibovespa

O principal índice acionário da Bolsa brasileira fechou esta terça-feira (05) em alta de 0,75%, aos 79.471 pontos.

  • O clima positivo do exterior, com a reabertura de algumas economias europeias, de certos estados americanos e alta do petróleo, fez com que o Ibovespa, na máxima, atingisse alta de 2,78%, cotado acima dos 81 mil pontos.
  • Por outro lado, houve desaceleração no fim da tarde com o depoimento do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, o que não foi o suficiente para que o índice fechasse no vermelho.
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Rating brasileiro

A agência de classificação de risco Fitch Ratings cortou para negativa a perspectiva para a nota de crédito soberano do Brasil.

  • A revisão se deu pela “deterioração dos cenários econômico e fiscal brasileiro e riscos de piora para ambas as dimensões”.
  • Além disso, a agência ressaltou que tal deterioração pode afetar a capacidade do governo de ajustar as contas públicas e a implementação de reformas econômicas após a pandemia do coronavírus.
  • A Fitch também prevê que o PIB brasileiro tenha uma queda de 4% em 2020 e um crescimento de 3% em 2021.

Data aproximada para o início da reversão das restrições em alguns países europeus

O que você deve saber hoje

Fluxo Cambial

O Fluxo Cambial Estrangeiro no Brasil será liberado hoje.

Esse índice mostra o fluxo de capital que é investido no país por não residentes.

  • O desenvolvimento de países emergentes está diretamente atrelado à entrada de dinheiro externo.

Taxa de Juros

A decisão sobre a taxa de juros (Selic) acontecerá hoje.

  • O voto do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (BCB) define a taxa de juros.
  • A decisão sobre estabelecer as taxas de juros depende principalmente da perspectiva de crescimento e inflação.

Petróleo – Estados Unidos

O estoque de petróleo bruto da Energy Information Administration (EIA) está disponível para consulta hoje.

  • Os números evidenciam a quantidade de óleo armazenada por empresas americanas e fornecem uma estimativa de quanto tempo os estoques atuais vão durar.
  • O nível de estoque influencia no preço dos produtos petrolíferos e pode impactar na inflação.


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Radar do Mercado: Alpargatas (ALPA4) divulga resultado do 1T20

Em seu comunicado, a companhia falou sobre o atual cenário de pandemia e ressaltou que teve forte impacto em seus resultados. Por outro lado, também disse que o trimestre foi marcado por sua rápida adaptação, assim como de suas marcas, em resposta à pandemia.

O impacto nos resultados foi nítido. A companhia auferiu queda de 8,8% em suas receitas na comparação com o mesmo período de 2019, atingindo R$ 747 milhões. O Ebitda recorrente foi de R$ 72 milhões, uma queda de 43% que levou também a uma redução da margem Ebitda em 5,8%, fechando o trimestre a 10%.

Em resposta à crise, a Alpargatas melhorou sua posição de liquidez e fortaleceu a disponibilidade de recursos, o que a permitirá atravessar o período de turbulência. A empresa captou R$ 800 milhões em linhas de crédito adicionais, levando a uma posição final de caixa de R$ 1,4 bilhão. Tal posição de caixa é suficiente para manter a companhia durante 7 meses em um cenário de extremo estresse de receitas.

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Um destaque dos pilares estratégicos de atuação da companhia no atual cenário é a aceleração das vendas globais online. No 1T20, houve um crescimento de 29% em volume e de 47% em receita líquida sendo que, apenas no mês de março, o crescimento foi de 45% em volume e 74% em receita líquida.

O destaque de performance da marca são os resultados de Havaianas no Brasil e Internacional, com o crescimento positivo no volume sell-out, no período pré-fechamento de lojas. No Brasil, houve crescimento da margem bruta de Havaianas e melhoria do preço médio no 1T20. Entretanto, os negócios internacionais sofreram o impacto socioeconômico do COVID-19.

A comparação por receita líquida no 1T20 revelou que a região EMEIA (Europa, Oriente Médio, Índia & África) sofreu redução de 29% no indicador, na região LATAM (América Latina) o indicador recuou 45,6% e na América do Norte e Caribe houve queda de 11,5%. A receita líquida teve aumento (46%) apenas na região APAC (Ásia e Pacífico).


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terça-feira, 5 de maio de 2020

EWZ: entenda o objetivo deste ETF e qual é a sua importância

Você já ouviu falar em EWZ? Também conhecido como Ibovespa dolarizado, é o maior Exchange Traded Fund (ETF) do Brasil e ganha cada vez mais destaque no mercado financeiro. O EWZ permite investir em ações brasileiras negociadas fora do país, especificamente nos Estados Unidos. Porém, ao contrário do que pode parecer, não se trata de um investimento de risco elevado.

Neste artigo, você saberá como funciona o EWZ, por que ele é importante no cenário econômico e qual é a melhor forma de analisá-lo. Boa leitura!

O que é o EWZ?

O EWZ é um fundo de investimento que usa índices como referência. Entre os ETFs listados na bolsa, é uma aplicação que agrega diferentes tipos de ativos para obter lucros com a compra e venda de cotas.

No caso do EWZ, suas cotas são negociadas tanto na bolsa de valores quanto no mercado de balcão organizado. Ele replica um índice de ações brasileiras negociadas em Nova York, chamado iShares MSCI Brazil Capped, e tenta acompanhar o Ibovespa no Brasil.

Esse fundo, composto por 62 ações, utiliza como critérios o valor de mercado e o percentual de ações liberadas para negociação. Sua pontuação é forte em relação às ações financeiras, com peso de até 33%.

O EWZ detém ainda algumas das maiores empresas brasileiras, como Itaú, Petrobras, Vale e Bradesco. Portanto, para quem deseja investir no país, esse ETF é uma das opções que oferece mais exposição ao segmento de grandes capitalizações.

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Quando ele surgiu?

A história dos ETFs começou nos Estados Unidos, ao final da década de 80. No início, esses fundos apenas reproduziam um índice de ações de um mercado específico. Foi a partir do desenvolvimento de indústrias que os Exchange Traded Funds ganharam notoriedade.

Com o passar dos anos, começaram a replicar índices de ações de múltiplos países e múltiplas localidades. Entre os investimentos que se tornaram comuns, o ETF de renda fixa é um dos mais conhecidos. Os índices de commodities, que englobam petróleo, ouro, ferro, entre outros materiais, também expandiram com o tempo.

Antes conhecido como World Equity Benchmark Shares (WEBS), o fundo iShares MSCI, ou EWZ, teve sua origem no mercado em 1996. A partir de então, tornou-se o maior ETF do Brasil.

Por que ele é importante?

O EWZ é utilizado como uma espécie de termômetro da demanda internacional pelas ações brasileiras. Isso, junto à análise do Ibovespa, é fundamental para entender o comportamento do mercado financeiro. Por ser o maior ETF brasileiro, também representa corporações de grande peso na bolsa de valores.

Acompanhar o desempenho desse ETF quando a bolsa brasileira está fechada também permite obter indícios sobre a abertura do Ibovespa no pregão seguinte. Isso contribui para a previsão de oscilações, como o recuo em algumas ações. A liquidez do EWZ é diária e negociada da mesma forma que os papéis. Logo, ele pode ser comercializado durante todo o pregão.

Apesar de ser um índice em moeda estrangeira, os ativos são em reais, assim como o BBSD11. Dessa forma, os traders tendem a ficar de olho na alta dos índices do Ibovespa e nas oscilações do dólar.

A importância do EWZ reside também no mercado internacional. Em dias de tensão e instabilidade, ou até mesmo em feriados nacionais, é comum que as atenções sejam voltadas ao ETF nos Estados Unidos. São maneiras de predizer quais serão os movimentos dos papéis aqui no Brasil.

Por exemplo: quando a barreira da mineradora Vale rompeu em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro de 2019, era feriado na cidade de São Paulo. Naquela data, a bolsa estava fechada e muitas pessoas ficaram de olho nos ativos brasileiros — como o EWZ — pela bolsa norte-americana.

Como é composta sua carteira?

A carteira do EWZ é composta por 98,85% de ações em seu portfólio. Veja, a seguir, a estrutura dos investimentos separada por áreas.

Principais coeficientes do setor

  • financeiro: 34,38%;
  • energia: 13,83%;
  • matéria-prima: 12,43%;
  • consumo não cíclico: 12,41%;
  • indústria: 54%;
  • consumo cíclico:7,16%;
  • serviços: 6,14%;
  • saúde: 2,57%;
  • serviços de comunicação: 2,55%.

Em média, são 62 empresas brasileiras que englobam a carteira do EWZ. Na sequência, conheça as 10 principais, suas siglas no pregão e as porcentagens no total de ativos do índice.

Empresas que fazem parte do fundo

  • Vale SA (VALE3.SA): 10,59%;
  • Itau Unibanco Holding SA Participating Preferred (ITUB4.SA): 8,73%;
  • Bank Bradesco SA Participating Preferred (BBDC4.SA): 6,46%;
  • B3 SA – Brasil Bolsa Balcao (B3SA3.SA): 5,33%;
  • Petroleo Brasileiro SA Petrobras Participating Preferred (PETR4.SA): 4,46%;
  • Ambev SA (ABEV3.SA): 4,12%;
  • Petroleo Brasileiro SA Petrobras (PETR3.SA): 3,90%;
  • Itausa Investimentos ITAU SA Participating Preferred (ITSA4.SA): 2,77%;
  • Magazine Luiza SA (MGLU3.SA): 2,49%;
  • Weg SA (WEGE3.SA): 2,48%.

O MSCI apresenta ao menos 95% de seus ativos em valores mobiliários de seu índice subjacente. É ponderado pela capitalização de mercado e ajustado por flutuação livre. O EWZ também não é diversificado e ocupa o 55º lugar em todos os fundos cobertos pela MSCI ESG Fund Ratings.

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Como analisar o EWZ?

O EWZ pode ser analisado por meio de gráficos de índice, da mesma forma que o FIXA11, por exemplo. É necessário avaliar dois fatores: as variações do Ibovespa e do câmbio. Conhecendo a metodologia de formação do índice, é possível saber de que forma o EWZ opera e quais são suas vantagens.

A variação do dólar influencia o resultado desse ETF. Se a moeda disparar, o EWZ cai. No entanto, se o dólar cair e o Ibovespa andar de lado, o EWZ sobe. Observar essa dinâmica ajuda a compreender o fundo e a realizar uma análise certeira.

Os ETFs são opções interessantes aos que buscam diversificação na carteira de investimentos. Independentemente do seu perfil, conhecer o mercado de ações é uma porta de entrada para aprender a valorizar seu capital. Em vez de se restringir à poupança, aprofundar-se nos temas do mercado financeiro pode ser uma escolha mais rentável.

O EWZ é um índice destinado a estrangeiros, mas também é uma alternativa proveitosa aos brasileiros. Agora que você já sabe como ele funciona e qual sua origem, nada melhor do que contar com apoio profissional para ajudar você a investir. Baixe gratuitamente o nosso Guia de Consultoria de Investimentos e saiba como aplicar seu capital da maneira correta!

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