sexta-feira, 3 de julho de 2020

BDRX: conheça o índice de BDRs Não-Patrocinados da B3

Existem diversos índices utilizados no mercado financeiro brasileiro que, por serem um conjunto de siglas, podem confundir os investidores. Nesse sentido, um dos índices menos conhecidos, mas que possui certa relevância para o mercado, é o BDRx.

Como o próprio nome sugere, o BDRx reúne um grupo de ativos diferentes daqueles encontrados nos demais índices existentes no mercado: os BDRs Não-Patrocinados.

O que é o BDRx?

O BDRx (Índice de BDRs Não Patrocinados-GLOBAL) é um índice que mede o comportamento ds BDRs Não-Patrocinados listados na B3. Ele é composto pelos 70 BDRs Não-Patrocinados que estão autorizados à negociação na B3 e que atendam certos critérios estabelecidos pelo índice.

Em outras palavras, é um índice de retorno total, que serve como parâmetro de comparação para quem deseja investir no segmento de BDRs, que são certificados de depósito mobiliário emitidos no Brasil por companhias abertas com sede no exterior.

E-book: Investindo no Exterior

Descubra como investir nas melhores empresas e ativos do mundo com o nosso ebook gratuito de Investimentos no Exterior!

Baixe grátis!

O que são os BDRs?

Os BDRs são certificados de depósito mobiliários emitidos no Brasil por companhias com sede no exterior. O BDRx é composto por ações de empresas estrangeiras negociadas no mercado financeiro.

Os BDRs são regulamentados pela Instrução CVM nº 332, de 04 de abril de 2000. Ela classifica os certificados em alguns níveis, sendo eles:

  • Nível I – São certificados dispensados do registro da empresa na CVM. São negociados apenas em mercados de balcão, ou em segmentos específicos;
  • Nível II e III – Exige registro da companhia emissora na CVM, podendo ser negociados em mercados de balcão ou bolsa de valores;

Como é possível notar os BDRs são divididos em vários níveis. Nesse sentido, a composição do BDRx engloba apenas o desempenho dos BDRs não-patrocinados — ou seja, dos BDRs de nível I.

O que são BDRs Não-Patrocinados?

Os BDRs Não-Patrocinados (também chamados de BDR NP) são certificados emitidos por uma instituição depositária que representam ações de companhias com capital aberto no exterior.

Ou seja, contrário dos demais BDRs, a modalidade não-patrocinada é emitida por um intermediário — no caso, uma instituição depositária brasileira, e não pela própria empresa. Logo, é uma operação que não conta com o envolvimento da companhia que esta sendo negociada, sendo emitida e garantida por uma terceira parte.

Dessa forma, fica sob a responsabilidade da instituição depositária emissora garantir que os BDRs NP tenham lastro nas respectivas ações das empresas estrangeiras. Isso é feito através da manutenção, por parte da instituição depositária, de uma conta de custódia onde essas ações ficam depositadas e bloqueadas. A instituição precisa garantir que o saldo das ações e os BDRs emitidos sejam sempre iguais.

Além disso, a instituição emissora precisa divulgar no mercado brasileiro os demonstrativos financeiros e demais informações corporativas das empresas das quais emitiu um BDR NP.

Após emitidos, os BDRs Não-Patrocinados podem ser negociados na B3 da mesma forma que as ações, através do mercado secundário.

Critérios do BDRx

Para fazer parte do BDRx, é necessário que o BDR seja Não-Patrocinado e que possua um formador de mercado (instituição responsável por sua emissão).

Não entram no índice os BDRs-NP classificados como penny stock (com preço de negociação abaixo de R$ 1) e os papéos que ficam por mais de 30 dias sem formador de mercado. Além disso, também são excluídos os BDRs emitidos por instituições depositárias em recuperação judicial ou processo de liquidação, falência e extinção.


Aprenda como analisar uma ação

Composição do BDRx

Atualmente, cerca de 70 empresas são negociadas na B3 como BDR Não-Patrocinadas, e fazem, dessa forma, parte do BDRx. As principais são:

  • Apple (AAPL34);
  • Microsoft (MSFT34);
  • Amazon (AMZO34);
  • Alibaba (BABA34);
  • Facebook (FBOK34);
  • Alphabet (GOGL35/GOGL34);
  • Visa Inc. (VISA34);
  • Johnson & Johnson (JNJB34);
  • Walmart (WALM34);
  • JP Morgan (JPMC34);
  • PG (PGCO34);
  • Berkshire Hathaway (BERK34).

A importância de investir no exterior

Existem diversos riscos ao se realizar investimentos. Entre os principais, estão os riscos sistemáticos e não sistemáticos.

Risco sistemático

No caso do risco sistemático, que refere-se ao risco do sistema econômico em geral, pode se dizer que o ato de realizar investimentos no exterior é uma forma de proteção as variações do mercado brasileiro.

Caso ocorra, por exemplo, uma crise na economia brasileira, o investidor que contenha parcela do seu patrimônio alocada no exterior, pode estar protegido nessas ocasiões. Vale ressaltar, que caso ocorra uma crise global, mesmo com investimentos no exterior, o capital será afetado.

Planilha de Controle de Investimentos

Faça o controle completo das suas ações, FIIs e todos os seus investimentos com a nossa planilha gratuita de Controle de Investimentos!

Baixe grátis!

Risco não sistemático

Por outro lado, existe o risco não sistêmatico. Ele é referente ao risco de um setor específico. Para proteger desse tipo de risco, uma das opções é o IVVB11. Ele é um ETF que replica o índice das 500 maiores empresas americanas.

Mesmo investindo no exterior, através desse ETF, é possível realizar uma certa proteção ao risco não sistêmico e oferecer mais segurança ao investidor.

Foi possível saber mais sobre BDRx? Deixe suas dúvidas nos comentários abaixo.


Telegram Suno

O post BDRX: conheça o índice de BDRs Não-Patrocinados da B3 apareceu primeiro em Suno Research.

Radar do Mercado: Embraer (EMBR3) esclarece questionamentos da CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia fiscalizadora do mercado, questionou a Embraer sobre uma notícia veiculada em 30/06/2020, no site do jornal Folha de São Paulo, com o título ‘Embraer diversifica e entra no mercado de segurança cibernética’.

A notícia afirmou que a Embraer, através de um fundo na Kryptus, aportou R$ 20 milhões, investindo em soluções de criptografia para as Forças Armadas e outras organizações.

A CVM solicitou que a Embraer explique, caso a notícia seja verdadeira, por qual motivo a empresa não divulgou um fato relevante sobre o tema.

Minicurso: Aprenda a Investir em Dividendos

Inscreva-se no nosso minicurso online gratuito sobre investimento em dividendos mais acessado do Brasil e junte-se a mais de 10.000 Alunos!

Inscreva-se grátis!

A companhia, então, esclareceu que já participa do mercado de alta tecnologia, que também engloba o segmento de segurança cibernética.

Por meio do Fundo de Investimento em Participações Aeroespacial, denominado FIP Aeroespacial, do qual a Embraer é cotista, ela detém a participação minoritária indireta na Tempest Security Intelligence. O FIP também tem como cotistas o BNDES, FINEP e a Agência de Desenvolvimento Paulista.

Em 1º de julho deste ano, a companhia divulgou a assinatura de um contrato com o propósito de investir no capital da Tempest, mas a conclusão da transação ainda está sujeita ao cumprimento de certas condições comuns para o tipo de negócio, além de ser necessário obter as aprovações necessárias.

O FIP Aeroespacial escolheu a Kryptus para investir até R$ 20 milhões e os valores investidos pela companhia no referido FIP “não compreendem valores relevantes”, portanto, não devem influenciar de forma significativa a cotação das ações da Embraer.


Telegram Suno

O post Radar do Mercado: Embraer (EMBR3) esclarece questionamentos da CVM apareceu primeiro em Suno Research.

Morning Call: Coronavírus, Venda de Veículos, Estados Unidos e PMI Markit – Brasil

“Aqueles que continuam aprendendo, continuarão crescendo na vida.” – Charlie Munger

Gráfico do dia

As 10 maiores varejistas americanas negociadas na bolsa: 2010 vs. 2020

O que aconteceu nas últimas 24 horas?

Coronavírus

O Brasil ultrapassou a marca de 1,5 milhão de casos confirmados de COVID-19 na quinta-feira (02/07) de acordo com os dados do consórcio dos veículos de imprensa junto às secretarias de saúde.

  • De acordo com o balanço divulgado, foram contabilizadas 1.277 novas vítimas fatais e quase 48 mil infectados.
  • Assim, o país totaliza 61.990 óbitos e 1.501.353 testes positivos.
  • Além disso, na quinta-feira (02/07), completou 47 dias que o país está sem um ministro da Saúde.
  • Eduardo Pazuello ocupa, interinamente, o cargo desde maio.

Venda de Veículos

A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) divulgou na quinta-feira (02/07) os dados de vendas de veículos em junho e no primeiro semestre do ano.

  • No mês, os emplacamentos somaram 132,8 mil unidades, o que representa um aumento de 113,6% em relação a maio.
  • Por outro lado, se comparado com o mesmo período do ano passado, houve uma queda de 40,5%.
  • No primeiro semestre do ano, o acumulado de emplacamentos atingiu 808,8 mil, um recuo de 38,2% em relação ao primeiro semestre de 2019.
Minicurso: Contabilidade para Investidores

Inscreva-se no nosso minicurso gratuito e aprenda os principais conceitos de contabilidade para quem quer investir em empresas na Bolsa de Valores!

Inscreva-se grátis!

Estados Unidos

De acordo com dados do Departamento de Trabalho americano, divulgados na quinta-feira (02/07), os Estados Unidos criaram 4,8 milhões de vagas de emprego em junho.

  • O resultado superou as expectativas dos economistas consultados pelo “Wall Street Journal”, que apontavam para uma geração de cerca de 2,9 milhões de novos empregos.
  • Assim, a taxa de desemprego caiu 2,2 p.p., indo de 13,3% em maio para 11,1% em junho.
  • Já os ganhos salariais vieram em linha com a expectativa, aumentando 5,04%.

Casos confirmados de COVID-19 por milhão de habitantes (dados de 30/06/2020)

O que você deve saber hoje

PMI Markit – Brasil

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI) Composto Markit e o Índice dos Gerentes de Compras (PMI) do Setor de Serviços Markit estarão disponíveis hoje para consulta.

  • O PMI Composto reflete as condições do setor industrial e de serviços (juntos).
  • O PMI do Setor de Serviços reflete as condições do setor de serviços.
  • Para os dois indicadores, uma leitura acima de 50 denota crescimento e pode impactar de maneira positiva a cotação do real.


Telegram Suno

O post Morning Call: Coronavírus, Venda de Veículos, Estados Unidos e PMI Markit – Brasil apareceu primeiro em Suno Research.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

S&P Dividendos Brasil: entenda o que é e para que serve esse indicador

Muitos investidores decidem comprar ações objetivando ganhar não apensar com a valorização ou desvalorização da mesma, mas sim com a distribuição de dividendos. Dentro de uma estratégia focada em dividendos, um indicador interessante a ser observado é o índice S&P Dividendos Brasil.

Por apresentar as melhores pagadoras de dividendos da B3, o S&P Dividendos Brasil é um importante indicador para quem deseja investir em renda variável objetivando ganhar com dividendos. Logo, saber como funciona esse índice pode ser essencial tanto para quem já investe na bolsa quanto para quem pretende começar a investir.

O que é o S&P Dividendos Brasil?

O índice S&P Dividendos Brasil, chamado oficialmente como S&P Dividend Aristocrats Brasil Index é um índice formulado pela Standard & Poor’s que apersenta as 30 empresas que mais pagaram dividendos na bolsa de valores brasileira.

Essas empresas são de diversos setores da economia, já que o objetivo do indicador não é mostrar a valorização da ação, mas sim quais são as empresas que costumam remunerar melhor os seus acionistas. Para isso, ela utiliza o Dividend Yield das ações.

Minicurso: Aprenda a Investir em Dividendos

Inscreva-se no nosso minicurso online gratuito sobre investimento em dividendos mais acessado do Brasil e junte-se a mais de 10.000 Alunos!

Inscreva-se grátis!

Composição do S&P Dividendos Brasil

Para fazer parte do indicador a empresa precisa estar listada no mercado acionário brasileiro, possuir um valor de mercado free float de no mínimo 250 milhões de dólares e ter um volume médio mensal de negociação de 1 milhão de dólares.

Ademais, a ponderação do ativo se dará pela ponderação do dividendo por ação. Sendo que o peso máximo de cada ativo está limitado em 8% e o peso setorial dos ativos financeiros é de no máximo 35%.

Fora isso, a rentabilidade do índice é calculada baseando-se no dividendo pago por ação sobre os últimos 12 meses dividido pelo preço. Além do mais, os pagamentos de dividendos por ações precisam estar estáveis ou crescentes durante os últimos 5 anos.

As companhias também precisam apresentar um dividend yield maior ou igual a 6% e não possuir um grau de endividamento excessivo.

Atualmente, as principais ações que compõem o S&P Dividendos Brasil são as seguintes:


Investindo em Dividendos

Para que serve o índice S&P Dividendos?

O S&P Dividendos Brasil serve para que investidores interessados em obter retorno por meio de dividendos possam acompanhar as empresas que mais estão pagando na bolsa de valores.

Esse indicador ajuda a tomada de decisão no momento de investir, auxiliando o investidor na construção de uma carteira sólida com objetivo de maximizar o retorno financeiro sobre o capital investido.

Como investir no S&P Dividendos?

Há no mercado financeiro o BB ETF S&P DIVIDENDOS BRASIL, também conhecido como BBSD11, que é um ETF do índice.

Ao adquirir esse ETF, o investidor estará comprando uma cesta de ativos das 30 empresas que mais pagam dividendos na bolsa de valores brasileira.

Desse modo, esse fundo de índice gera mais praticidade para o investidor já que ele não precisa fazer uma gestão mais ativa da carteira de investimentos.

Histórico do Índice

O índice S&P Dividendos possui uma solidez bastante ampla — e por isso o seu histórico é usado por investidores na tomada de decisão sobre quais ações investir.

É importante salientar que para quem investe em ações com objetivo de ganhar com dividendos no longo prazo é fundamental analisar não apenas o dividend yield da ação, mas também os seus fundamentos.

Afinal, como o cálculo é dado pela distribuição do dividendo dividido pelo valor da ação, caso uma ação esteja apresentando uma queda elevada em seu preço, é bem possível que o dividend yield será elevado.

Foi possível compreender o que é o S&P Dividendos Brasil? Deixe suas dúvidas nos comentários abaixo.


Telegram Suno

 

O post S&P Dividendos Brasil: entenda o que é e para que serve esse indicador apareceu primeiro em Suno Research.

Vale a pena investir nas ações CCR (CCRO3)?

biblioteca financeira

Está pensando em investir nas ações CCR? Então esse conteúdo vai te ajudar a ter mais certeza sobre essa decisão. 

Na hora de escolher em quais ativos investir, é sempre recomendado analisar o detalhes de cada empresa e o mercado em que ela está inserida. Sabemos que a Bolsa de Valores é um ambiente volátil e que não é possível prever o que vai acontecer. 

No entanto, sabemos também que alguns critérios e estudos são importantes, afinal, com base neles você consegue desenha um cenário possível e investir sabendo exatamente onde está aplicando seu dinheiro. 

Nesse post, vamos apresentar os principais critérios que você deve analisar na hora de decidir se as ações CCR devem ou não entrar na sua carteira de investimentos. 

O que é o Grupo CCR?

O Grupo CCR é uma companhia que atua no setor de infraestrutura, por meio de concessões de rodovias, estradas urbanas, pontes e túneis em todo Brasil. A empresa foi fundada em 1999, com o nome Companhia de Concessões Rodoviárias e tinha como objetivo administrar concessões de rodovias. 

Com essas concessões, a CCR tem direito a efetuar a cobrança de pedágios nas rodovias, em contrapartida, é responsável pela manutenção, conservação e expansão dessas estradas. Atualmente, as principais rodovias e serviços que são administrados pela empresa são:

  • Via Rio (RJ); 
  • NovaDutra (SP-RJ); 
  • ViaLagos (RJ);
  • Freeway (RS);
  • RodoNorte (PR); 
  • AutoBAn (SP); 
  • ViaOeste (SP); 
  • RodoAnel (SP); 
  • SPVias (SP); 
  • Renovias (SP); 
  • CCR MSVia (MS); 
  • ViaQuatro;
  • ViaMobilidade;
  • CCR Barcas;
  • CCR Metrô Bahia;
  • Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins (BH Airport). 

Com todas essas concessões, calcula-se que a empresa seja responsável por 3.735 quilômetros de rodovias. Além disso, também atua na transmissão de dados de alta capacidade, sendo responsável por 4.700 quilômetros de fibra óptica subterrânea e aérea.

Por fim, ainda é preciso dizer que há também participação em controles operacionais em outros países. A CCR possui participação nas companhias responsáveis pelo controle de aeroportos internacionais no Equador (na cidade de Quito), na Costa Rica (na cidade de San José) e em Curaçao.

Por tudo isso, o Grupo CCR é considerado uma das maiores organizações de concessão de infraestrutura em toda América Latina. 

Ações CCR

As ações CCR chegaram à Bolsa brasileira em 2002, ingressando no Novo Mercado. O código utilizado para esses papéis é o CCRO3. 

Assim como outras companhia presentes no Novo Mercado da B3, a CCR só possui ações ordinárias. Ou seja, aquelas que proporcionam direito à participação em assembleias da empresa. 

Tamanho é a importância da CCR para o mercado, que a empresa possui representatividade de 1% no Ibovespa. O Ibov é o principal indicador da Bolsa de Valores do Brasil, ele é composto em formato de uma carteira teórica e conta atualmente com cerca de 70 empresas que mais geram negócios e movimentações no mercado de capitais.

As ações CCR, geralmente, costumam oferecer bons rendimentos para os acionistas. De acordo com o estatuto da empresa, está previsto o pagamento de, pelo menos, 25% do lucro líquido ajustado. 

Ao longo dos anos, a empresa sempre distribuiu seus lucros e os acionistas não ficaram sem receber em nenhum ano desde sua fundação. Em 2020, a empresa já divulgou a distribuição de  R$ 600 milhões como proventos, o que representa cerca de R$ 0,29702970297 por cada ação ordinária

O que considerar antes de investir em ações CCR?

Agora que você já entendeu todo o contexto que envolve a empresa e as ações CCR é hora de analisarmos alguns pontos que devem ser considerados antes de investir. Entretanto, é sempre preciso lembrar que você deve analisar se esses ativos estão dentro do seu perfil de investidor e do seu objetivo. 

Concessões devem acontecer

Desde o começo do ano, é esperado que o calendário de concessões do governo para o setor de infraestrutura seja frequente. Além disso, com os impactos do novo coronavírus, isso ficou ainda mais evidente. 

Com todas as ações necessárias para fortalecer a saúde e para evitar maiores problemas para a economia, a tendência é que o capital privado seja a solução para que obras de transporte, saneamento, aeroportos e mobilidade urbana aconteçam. 

Diante disso, a CCR pode beneficiar-se com novos contratos, valorizando assim suas ações e seus investidores.

Investigações também devem acontecer

Recentemente, a empresa passou por investigações na Operação Lava Jato devido à suspeita em participação em ilícitos em suas concessões e leilões. Alguns acordos foram feitos e reduziram os efeitos nas ações. No entanto, novas investigações e novas suspeitas podem afetar o desempenho desses ativos. 

Impactos da crise causada pelo novo coronavírus 

Com a queda da circulação das pessoas nas estradas e nas ruas, acompanhamos uma queda na operação da empresa. Olhando para os números de março (quando houve o início da quarentena) há uma redução de mais 30% na movimentação nas estradas e 70% no uso de metrôs.

Com isso, as ações CCR sentiram esse efeito e apresentaram quedas durantes o mês, saindo da casa dos R$ 18,00 em 19 de fevereiro e chegando a R$ 9,92 em 23 de março. No entanto, depois disso, acompanhamos uma boa recuperação dos papéis, sobretudo, depois que a empresa adotou medidas para lidar com a crise. 

Dessa forma, a projeção é que, mesmo com esse cenário, o preço dessas ações deve ocupar a casa dos R$ 15,00. 

Vale a pena investir em ações CCR?

Portanto, diante de tudo que apresentamos, podemos dizer que a relação do mercado com as ações CCR é de neutralidade. Esses ativos podem ser considerados boas opções para quem deseja manter uma carteira de longo prazo e esperar a valorização no futuro. 

No entanto, é preciso preparação para lidar com a volatilidade que, geralmente, afeta essas ações. O que pode compensar esse movimento são os dividendos pagos no meio do caminho. 

Agora que você já consegue analisar se as ações CCR devem ou não estar em sua carteira, que tal investir ainda melhor? Para isso, faça uma análise do seu investimento e confira se o seu dinheiro pode render ainda mais!

Aplicativo Magnetis

O post Vale a pena investir nas ações CCR (CCRO3)? apareceu primeiro em Blog Magnetis.

Por dentro do Suno30

Como sabem, o Fiikipedia é um ambiente colaborativo. Nesta semana, convidei o Rafael para falar mais sobre o Suno30, após eu ter assistido a um vídeo dele (https://youtu.be/GUvaBuLR6OA). Vale destacar que nestes últimos dias, tenho feito Lives com o Tiago Reis sobre este índice que, em minha visão, representa um novo marco na indústria de FIIs no Brasil. Vejam mais detalhes nos links:

Abaixo, a contribuição do nosso amigo Rafael:

Fala pessoal, tudo bom? Me chamo Rafael Amantini e a convite do professor Baroni vim mostrar a vocês minha visão sobre o novo índice SUNO30. Estou me formando em engenharia e invisto desde março de 2019. Gosto de deixar bem claro que estou aprendendo com vocês, já que a melhor maneira de aprender é ensinar.

Além de publicar vídeos toda semana no YouTube, no canal que leva meu nome (Rafael Amantini), posto conteúdo todos os dias em meu Instagram (@rafaamantini). De forma resumida, estes conteúdos são voltados tanto para investimentos, quanto para empreendedorismo e mindset. Acredito que com esses três pilares é possível prosperar financeiramente.

Guia de Economia para Investidores

Confira os principais conceitos econômicos e aprenda como a economia pode influenciar seus investimentos com o nosso ebook gratuito de Economia para Investidores!

Baixe grátis!

Mas chega de enrolação e vamos para o que interessa.

“A Suno Research lançou um novo índice de fundos de investimentos imobiliários, o SUNO30”

Quando publiquei essa notícia em meus Stories, muita gente não entendeu e pediu para que eu explicasse melhor, se era um ETF (Exchange-Traded Fund) ou se era um fundo imobiliário próprio da Suno.

Resolvi então destrinchar tudo sobre o índice e explicar de forma detalhada e simples para que todos pudessem entender de vez.

Foi dessa maneira que o Tiago Reis e o professor Baroni me encontraram, por meio de um vídeo postado em meu canal sobre o SUNO30, que compartilhei no Instagram marcando eles (não sou bobo né?!).

Link do vídeo:

Antes de mais nada é preciso entender o que é um índice. Ele nada mais é do que uma carteira teórica que representa o desempenho médio de um mercado em específico. O principal exemplo de um índice é o Ibovespa, que representa como as principais ações da nossa bolsa (B3) se comportam com o tempo. Os fundos de investimento imobiliário (FIIs) também possuem um índice, o IFIX.

Mas então por que a Suno criou outro índice para os FIIs? O que tinha de errado com o já existente IFIX?

Como falado, um índice representa uma carteira teórica. Tanto o IBOV quanto o IFIX são compostos por empresas com pesos maiores que outras, por exemplo, Vale e Petrobrás representam sozinhas mais de 20% da composição do Ibovespa (IBOV).

http://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/indices/indices-amplos/indice-ibovespa-ibovespa-composicao-da-carteira.htm

Essa diferença de peso dificulta o entendimento, principalmente de quem está começando e que acredita estar perdido nesse “novo mundo”, cheio de letrinhas e detalhes confusos.

A facilidade de entender o novo índice criado pela Suno se deve pelo fato de todos os fundos que o compõe terem o mesmo peso, o que cria um senso de justiça. É o desempenho do fundo que é avaliado, não seu volume ou sua base de captação.

Isso torna o índice puramente meritocrático, ratificando sua gestão excelente, sem dar margem a grandes fundos que apresentarem péssimos resultados.

Para isso foi decidido algumas regras, ou melhor, filtros que selecionariam apenas os mais capacitados.

Dentre essas regras podemos citar:

  1. Fazer parte do IFIX, já que para participar dele também é necessário passar pelos filtros e regras que o índice exige;
  2. Não ser um Fundo de Fundos (FoF). Os fundos de fundos podem ser resumidos como um fundo de investimento que investe em outros fundos imobiliários. A diferença de um FoF para o índice é que enquanto no índice a carteira é teórica, os FoFs são negociáveis. Colocar um FoF dentro de um índice é a mesma coisa que colocar pequenas carteiras dentro da carteira principal, não fazendo sentido;
  3. Possuir mais que um ativo. Fundos monoativos não representam o futuro dos FIIs. A diversificação faz parte do esqueleto moderno dessa classe de ativos;
  4. Pelo menos um pagamento de proventos ao longo dos últimos doze meses (Dividend Yield maior que zero nos últimos 12 meses).

Se o fundo passar por todos esses filtros, ele se torna elegível a participar da composição do SUNO30. Assim, fará parte então, da “Champions League” dos fundos imobiliários.

Vale falar que não é porque um fundo não está hoje no índice que ele não possa entrar no futuro. O (re)balanceamento das posições para o ajuste dos pesos será trimestral.

A tabela abaixo mostra todos os 30 fundos que compõe o índice, lembrando que todos possuem o mesmo peso (referente a jun-20).

A tabela foi retirada da apresentação do SUNO30, disponível no link:

https://www.sunoresearch.com.br/wp-content/uploads/2020/06/SUNO30-FIIs_Apresentac%CC%A7a%CC%83o.pdf

Por curiosidade, preparei uma informação extra: o dividendo médio que o índice teria. Para isso usei a seguinte metodologia (Fonte – Fundsexplorer):

  • Busquei o dividendo do último mês de cada fundo, usando a plataforma do FundsExplorer;
  • Tirei a média aritmética desses dividendos, já que todos os fundos possuíam o mesmo peso;
  • O resultado foi de um Yield mensal de 0,473%.

Alguns fundos não pagaram nada no último mês, principalmente os fundos de shoppings, consequência da pandemia que estamos vivendo. Com a recuperação destes, a tendência é que o Yield médio mensal aumente.

O resultado é um bom indicativo para se ter noção e serve de parâmetro para compararmos com nossas carteiras.

A função de um índice é ser uma base e servir como média para o mercado que representa. Acredito que o SUNO30 só fará com que o mercado cresça já que, puxando essa média para cima, os gestores terão que mostrar resultados cada vez melhores, o que favorece a nós, investidores.

A sacada da Suno de ser a pioneira nesse “mercado de índices” foi genial, e não é à toa que ela é a maior casa de análise do país.

O não comodismo e a preocupação com o investidor são os diferenciais da empresa.

Canal Youtube:

https://www.youtube.com/channel/UC-CPUKTZv7USydlwCk06Ldg

Instagram:

https://www.instagram.com/rafaamantini/?hl=pt-br


Telegram Suno

O post Por dentro do Suno30 apareceu primeiro em Suno Research.

Como investir no Tesouro Direto?

Saber como investir no Tesouro Direto é um desejo de muitas pessoas que já descobriram que essa é uma excelente forma de obter rendimentos melhores do que a poupança. Além disso, para investidores mais experientes é também uma alternativa para diversificar a carteira e proteger seu capital. 

Nos últimos anos, os títulos públicos chamaram atenção dos brasileiros por conta da segurança e da rentabilidade, principalmente quando comparado à caderneta. Assim, muitas pessoas já dizem que o Tesouro Direto é a nova caderneta. 

Para ter uma ideia, em 2019, o número de investidores no Tesouro Nacional aumentou 52,76%, chegando à marca de 1.201.181 pessoas. No entanto, se você ainda não investe e deseja saber como investir no Tesouro Direto, nesse post você encontra o passo a passo para começar sua jornada. Confira: 

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional que possibilita a comercialização de títulos públicos. Na prática, é como um empréstimo que as pessoas fazem para o Governo Federal e com isso recebem os títulos de renda fixa. 

Assim, o governo utiliza esse dinheiro para pagamento de dívida pública, além de investimentos em desenvolvimento da infraestrutura do país. Em contrapartida, oferece uma rentabilidade considerada boa, se comparada aos outros títulos de renda fixa. 

O Programa do Tesouro Nacional foi lançado em 2002. Atualmente, a comercialização dos títulos acontece em parceria com a Bolsa de Valores do Brasil (B3) e de forma totalmente digital e online. 

Além de funcionar como forma de captar recursos para investimentos no presente, o Tesouro Direto também é uma prática para democratizar os investimentos, por isso, é possível investir a partir de R$ 35,00.

O Tesouro Direto é considerado por muitos um dos investimentos mais seguros do mercado. Como o Governo Federal é o emissor do título, o pagamento é assegurado, afinal, mesmo com todas dificuldades, há uma grande captação anual de recursos. 

Além disso, é preciso destacar que a parcela destinada ao pagamento de títulos do Tesouro Direto é pequena, quando comparada às outras contas do estado, por isso há sempre uma reserva para pagar o vencimento dos títulos.  

análise de investimentos

Como investir no Tesouro Direto?

Como falamos, esse investimento foi pensado para descomplicar o acesso das pessoas aos títulos públicos, assim, para investir no Tesouro Direto não é preciso ser um expert em mercado financeiro e nem ter conhecimento sobre sistemas complexos. 

Confira o passo a passo para saber como aplicar no Tesouro Direto:

Passo 1: Abra conta em uma instituição financeira 

Você vai precisar de uma instituição para ser a mediadora entre você e os títulos do Tesouro Nacional. Essa corretora será responsável por fazer o seu cadastro no Programa e permitir que você consiga escolher os títulos que mais são compatíveis com o seu planejamento e seus objetivos. 

Ao realizar esse cadastro, você receberá as informações de login. Apesar do cadastro ser realizado pela corretora, esses dados são enviados para você diretamente da B3, a Bolsa de Valores do Brasil. 

No mercado financeiro, quando falamos sobre Tesouro Direto,  as corretoras são conhecidas como os agentes de custódia. Isso quer dizer que elas guardam os investimentos para os investidores. Atualmente, boa parte das corretoras possuem taxa zero no Tesouro Direto. 

Passo 2: Encontre o título do Tesouro Direto ideal para você

Após receber essas informações, será possível entrar no site do Tesouro Nacional e conhecer as alternativas disponíveis para investir. 

No site, você encontra um simulador que determina o melhor título público de acordo com os seus objetivos, capital disponível, tempo de resgate e aportes mensais. Essa ferramenta é conhecida como calculadora do Tesouro Direto. 

Passo 3: Transfira seu dinheiro 

Depois de escolher o título público que mais combina com você, o próximo passo é o de fazer a transferência para sua conta da corretora. Atualmente, é possível realizar esse processo rapidamente, por meio do seu aplicativo de internet banking. 

Transferência em formato TED, geralmente, aparecem na conta em questão de minutos. Dessa forma, você já terá dinheiro para adquirir o título do Tesouro Direto.

Quais são os tipos de títulos do Tesouro disponíveis?

Tesouro Direto Prefixado

É o título que você investe sabendo exatamente qual será o rendimento no momento do resgate. Sua rentabilidade é determinada e não corre o risco de qualquer alteração. 

Tesouro Direto Selic

São os títulos que possuem rentabilidade atrelada à Taxa Selic (a taxa básica de juros da economia brasileira). Dessa forma, você irá resgatar um valor que depende do desempenho da Selic, quanto maior ela estiver, maiores serão seus lucros. 

Tesouro IPCA

São os títulos do Tesouro Direto híbridos, ou seja, possuem uma parte de rendimento variável com um indicador financeiro, como o IPCA ou o IGP-M, e uma parte de rentabilidade fixa. 

Ainda vale a pena investir no Tesouro Direto?

Com as consecutivas quedas na Taxa Selic, os investimentos de renda fixa, incluindo os títulos privados, perderam um pouco a rentabilidade. Afinal, pela primeira vez na história, a taxa de juros está em um nível mais baixo do que da inflação. 

Dessa forma, podemos dizer que os investimentos no Tesouro Direto são ótimas alternativas para quem quer sair da poupança, mas ainda não possui segurança para investir em ações ou em outros ativos. 

Além disso, muitos especialistas, ainda dizem que o Tesouro Direto é uma boa escolha para a construção de uma reserva de emergência, bem como para a diversificação de carteira e balanceamento de riscos da renda variável. 

No entanto, se o seu objetivo é ver seu capital sendo potencializado em um curto prazo e de uma forma mais agressiva, é necessário buscar outras alternativas. 

Você já sabe como investir no Tesouro Direto, mas você sabia que existem algumas taxas que podem ser cobradas? Escrevemos um conteúdo explicando os detalhes para você investir melhor no Tesouro, confira. 

Aplicativo Magnetis

O post Como investir no Tesouro Direto? apareceu primeiro em Blog Magnetis.