sábado, 25 de julho de 2020

Resumo da Semana: Conflito entre EUA e China, Warren Buffett vai às compras, Empresas de telefonia interessadas nos ativos da Oi e Novidades nos Títulos Selic.

O índice Ibovespa encerrou a última semana registrando 102.381 pontos, o que representou, na última sexta-feira (24), uma variação positiva de 0,086%. Na semana, o principal índice de ações negociadas na bolsa de valores brasileira teve uma valorização de aproximadamente 0,5%. Em 2020, o índice segue negativo, com uma baixa expressiva de -11,46% até o momento.

Já o Ifix – o índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários – encerrou a última sexta-feira (24) aos 2.730 pontos, o que representou uma baixa de 0,070% no dia. Na mesma semana e no acumulado de 2020, o índice performou: -0,40% e -14,59%, respectivamente.

EUA determinam fechamento de consulado da China em Houston.

Medida foi realizada nesta quarta-feira (22) e visa proteger “a propriedade intelectual e as informações privadas dos americanos”.

  • O fechamento ocorreu após a denúncia de dois hackers chineses serem acusados de roubar informações sobre projetos de vacinas para o ministério da Segurança de Estado da China;
  • Segundo o Departamento de Estado norte-americano, “Os EUA não tolerarão violações da República Popular da China da nossa soberania e intimidação do nosso povo, assim como tao toleramos as práticas comerciais desleais, o roubo de empregos americanos e outros comportamentos”;
  • As autoridades norte-americanas deram 72 horas a Pequim para fechar o consulado. Em resposta à determinação, o porta-voz do Ministério das Relações da China afirmou: “O fechamento unilateral do consulado geral da China em Houston dentro de um curto período de tempo é uma escalada sem precedentes de suas ações recentes contra a China”;
  • Como retaliação, o governo da China determinou, na madrugada desta sexta-feira (24), o fechamento do consulado dos EUA em Chengdu, sudoeste do país;
  • A decisão eleva a tensão entre os países, que está sendo agravada pela pandemia do covid-19, crescimento da tecnologia 5G e a interferência da China em Hong Kong.

Warren Buffett compra ações de grande banco americano.

A Berkshire Hathaway anunciou a compra de mais de US$ 800 milhões – cerca de R$ 4,17 bilhões – em ações do Bank of America.

  • Com isso, a companhia de Warren Buffett elevou sua posição no banco de 3,6% para 11,3%;
  • A transação foi realizada entre segunda-feira e quarta-feira desta semana, com um preço médio de US$ 24 por papel, adquirindo cerca de 34 milhões de ações da instituição financeira;
  • Com a compra de ações do Bank of America, Warren Buffet marcou o seu segundo grande investimento em menos de um mês. No início de julho, a Berkshire fechou a compra de ativos de gás natural da Dominion Energy, passando a deter 18% de toda a transmissão de gás natural interestadual nos EUA.
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Tim, Claro e Vivo ensaiam reação.

As companhias de telecom estão planejando uma nova oferta pela operação móvel da Oi.

  • A reação acontece após a Highline, controladora da Digital Colony, fazer uma oferta superior à mínima estabelecida pela tele brasileira, de R$ 15 bilhões;
  • A estratégia da americana Highline, que fechou um acordo de exclusividade na negociação da operação móvel da Oi, é obter a operação da tele, que está em recuperação judicial, como um todo;
  • Após isso, a empresa deverá revender a carteira de clientes para outra operadora;
  • O grande interesse da Highline é a infraestrutura da Oi, o que explica a oferta de cerca de R$ 1 bilhão somente pelas torres da companhia. Atualmente, a empresa americana não possui nenhuma torre no país;
  • No mundo inteiro as empresas de telefonia estão transferindo a infraestrutura, como as torres, para empresas independentes. Isso otimiza o investimento e facilita o licenciamento das operadoras;
  • A Highline deverá formar uma rede neutra, onde a empresa alugará a capacidade dessas torres com contratos de longo prazo para as três maiores operadoras que também estão na briga pelos ativos móveis da Oi: Claro, Vivo e Tim.

Título Selic com aplicação até R$ 10 mil tem taxa zerada.

A Secretaria do Tesouro Nacional e a B3 decidiram cortar a taxa de manutenção de investimentos no Tesouro Selic.

  • A taxa, que antes era de 0,25% ao ano, passa a ser zerada para aplicações de até R$ 10.000 a partir do dia 1 de agosto;
  • Com a taxa de juros em queda, o Tesouro está tendo que rever a estrutura de custos dos títulos públicos para que eles continuem atrativos;
  • A última vez que a taxa de custódia sofreu um corte foi no início do ano passado, quando foi de 0,3% para 0,25%;
  • Segundo dados do Ministério da Economia, o Tesouro Direto possui cerca de 1,3 milhão de investidores ativos. Desses, um terço se beneficiará do corte das taxas


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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Morning Call: Eneva, Ibovespa, Coronavírus, Inflação, Confiança do consumidor e PMI – EUA

“Você sempre desejará ter começado mais cedo.” – Orange Book

Gráfico do dia

Idade mediana da população por região em 1950 e em 2020

O que aconteceu nas últimas 24 horas?

Eneva

Na quinta-feira (23/07), a Eneva apresentou uma proposta ao BNDESPar para uma combinação de negócios com a AES Tietê.

  • Caso a proposta tenha aceitação do BNDESPar – maior acionista da AES Tietê –, a Eneva enviará uma nova oferta de incorporação à AES Tietê.
  • A operação envolverá uma relação de troca implícita de 0,06539522 novas ações ordinárias da Eneva para cada ação ordinária ou preferencial da AES Tietê, ou de 0,32697609 por UNIT.
  • Além disso, a Eneva ainda pagará uma parcela em dinheiro de aproximadamente R$ 728 milhões à AES Tietê.
  • A relação de troca corresponde a um prêmio de 10% sobre o valor de mercado das duas companhias em 23/07/20.
  • Por fim, a Eneva destacou que a proposta formulada ao BNDESPar se baseia na convicção de que a união de negócios das companhias tem o potencial de gerar benefícios a ambos os acionistas e demais stakeholders.

Ibovespa

O principal índice acionário da bolsa brasileira teve um dia de queda na quinta-feira (23/07), acompanhando o pessimismo do mercado norte-americano com a alta nos pedidos semanais de seguro-desemprego.

  • O índice, então, recuou 1,91% e encerrou o dia aos 102.293 pontos.
  • Por outro lado, o grande destaque ficou com as ações da Oi, que tiveram uma alta de 19,4%.
  • O movimento foi impulsionado por um anúncio da Oi que confere exclusividade à Highline, controlada da americana Digital Colony, para a venda de sua operação móvel.
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Coronavírus

Os Estados Unidos chegaram na quinta-feira (23/07) à marca de 4 milhões de infectados pelo novo coronavírus.

  • O país, que se encontra em primeiro lugar no número de mortos e de casos confirmados da doença no mundo, também atingiu a marca de 144 mil vítimas fatais, de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins.
  • O Brasil, que vem logo atrás dos Estados Unidos nos dois rankings, somou 1.317 novas mortes e 58.080 casos confirmados na quinta-feira (23/07).
  • Os dados são do consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de saúde.
  • Com a atualização, o Brasil chega a mais de 84 mil óbitos e a quase 2,3 milhões de testes positivos para a Covid-19.

Companhias de tecnologia dominam o Nasdaq-100

 

O que você deve saber hoje

Inflação

IPCA-15 (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) será divulgado hoje.

  • O índice mede a variação de um conjunto de preços de bens e serviços habituais de uma família durante um determinado período.
  • Ele compara o custo de aquisição de uma seleção de produtos e serviços com o custo da mesma seleção em um período anterior determinado.

Confiança do consumidor

Índice de confiança do consumidor medido pela FGV estará disponível para consulta hoje.

  • A última medida, feita em junho, foi de 71,1 pontos.

PMI – Estados Unidos

Índice PMI industrial preliminar será liberado hoje.

  • O indicador controla a quantidade de atividade industrial ocorrida durante o mês.


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Radar do Mercado: Eneva (ENEV3) realiza nova oferta de fusão

A companhia, que já havia realizado uma oferta hostil pela aquisição do controle da AES Tietê, propôs na quinta-feira (23/07) uma nova fusão aos acionistas da Tietê, com condições mais atrativas.

A Eneva oferece 0,06539522 novas ações de sua emissão para cada ação ON ou PN da Tietê. Para as UNITs, a relação de troca é de 0,32697609. A oferta também engloba uma parcela em dinheiro de R$ 0,36 por ação ON ou PN, e R$ 1,82 para cada UNIT.

Segundo o Fato Relevante, a relação de troca contempla um prêmio de 10% sobre o valor de mercado das duas companhias.

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A fusão criaria uma gigante do setor elétrico, com ativos diversificados entre gás e energia renovável. A diversificação é complementar no sentido de que existe uma correlação negativa entre a geração hidrelétrica e a termelétrica – que, segundo as estimas da Eneva é de 0,74x. Isso ocorre por conta da sazonalidade de suas matrizes energéticas.

Por outro lado, o endividamento da combinação de negócios seria considerado alto, chegando a aproximadamente cinco vezes o Ebitda.

O controlador da AES Tietê, a AES Corporation, posicionou-se contra a fusão desde o princípio, alegando que o portfólio da Tietê é renovável e que não faria sentido mesclá-lo com fontes geradoras fósseis.

A Eneva também afirma que a fusão traria sinergias, como otimização de custos e redução de SG&A, além de “reduzir drasticamente a taxa de imposto efetiva da AES Tietê”.

As propostas desencadearam diversas controvérsias. Pelo fato de a Tietê estar listada no Nível 2 de Governança Corporativa, os acionistas preferencialistas têm direito a votar em deliberações relativas a fusões e incorporações.

A AES Corporation contestou o fato. A B3 se posicionou em favor da tese da Eneva e reafirmou o direito de detentores de ações PN de votar nesse tipo de proposta.


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quinta-feira, 23 de julho de 2020

Direitos de Subscrição – Parte 1

Como sabem, o Fiikipedia é um ambiente colaborativo. Nesta semana, convidei o João Victor para falar sobre as dúvidas mais recorrentes quanto aos Direitos de Subscrição. Fiz alguns ajustes e contribuições no material e, como ficou bem interessante, optei por dividi-lo em partes para que todos consigam ter melhor entendimento.

Me chamo João Victor Simões de Souza, tenho 18 anos e a convite do professor Baroni vim comentar com vocês sobre um tema que surge muita dúvida na maioria dos investidores: Direito de Subscrição dos Fundos Imobiliários.

Estou fazendo pré-vestibular para Engenharia de Produção, estudo investimentos desde 2019 e invisto, de fato, desde o início deste ano. Após muito estudo, disciplina e dedicação, aprendi sobre finanças pessoais, investimentos e empreendedorismo e em junho de 2020 criei uma página no Instagram @desbravando_o_mercado na qual eu compartilho o conhecimento que eu adquiri por meio de cursos (inclusive da SUNO, os quais foram os melhores e mais completos que já), livros e palestras. Nesta página falo, principalmente, sobre investimentos e como dar os primeiros passos para alcançar a sua independência financeira.

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Vamos ao artigo:

Para quem não sabe, uma das principais características dos Fundos Imobiliários é que, por lei, são obrigados a distribuir 95% dos lucros semestrais. Apesar desta necessidade de ajuste semestral, os FIIs distribuem esse rendimento líquido de forma mensal, fazendo com que o cotista tenha uma renda recorrente. Diante disto, podemos notar que sobram 5% como reservas, limitando o crescimento do Fundo.

É válido lembrar que, no momento em que o investidor compra um FII, ele passa a ser sócio daquele fundo, com sua participação proporcional ao valor aportado no mesmo.

Exemplo: Se um Fundo Imobiliário captou R$ 25.000.000,00 através da emissão de 250 mil cotas por R$100,00 cada uma, e o investidor comprou 300 cotas. Este investidor terá uma participação de 0,12% no Fundo. Portanto, quanto maior o valor aportado, maior será a sua participação, obviamente.

E aí surge a pergunta: Como os fundos imobiliários crescem?

Em prol do crescimento, o Fundo faz uma nova emissão de cotas a fim de arrecadar mais recursos. Esse capital é utilizado para comprar mais ativos, outros FIIs ou títulos de crédito imobiliário (CRIs). Na prática, os investidores aportam recursos e, através de seu Gestor, o Fundo tem o portfólio ampliado.

É importante observar que os investidores que já são cotistas do Fundo ganham o Direito de Preferência sobre as novas cotas emitidas para manter seu percentual no fundo, fazendo com que suas participações não sejam diluídas.

O que é o Direito de Preferência?

Quando um Fundo vai fazer uma nova emissão de cotas, ele oferece a oportunidade de compra dessas cotas (proporcionais) aos investidores que já são cotistas do Fundo, isto é, antes de abrir essa Oferta para o mercado em geral, ele preserva um Período Para Exercícios dos Direitos de Preferência, onde os cotistas posicionados até uma determinada data terão este direito garantido.

Vale ressaltar que o Direito de Preferência não é uma cota. Como diz o próprio nome, é um “direito” para comprar novas cotas. Além disso, para que esse direito se torne cota, é necessário subscrevê-lo considerando o preço definido e divulgado no comunicado emitido pelo Administrador.

MUITO IMPORTANTE: não adianta você comprar o “direito” e não exercer até a data determinada. Caso contrário, seu dinheiro vai virar pó. Este é um erro bem comum dos investidores iniciantes. Alguns investidores pensam que estão fazendo um ótimo negócio quando compram os “direitos”, os quais geralmente tem um valor baixo (centavos). Porém, não adianta comprar o direito e não pagar (exercer) pelas novas cotas. Este processo pode ser feito diretamente no site da sua Corretora – faça contato com eles.

Algumas informações importantes que são apresentadas nos materiais da oferta:

  • A data limite de compra de novas cotas
  • O preço de novas cotas
  • A data que o investidor poderá negociar os direitos com terceiros
  • O percentual que o cotista terá o direito de subscrever
  • Quando o Fundo decidiu emitir as cotas
  • A data limite para exercer o direito de subscrição
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É possível negociar os Direitos de Preferência?

Depende, o Administrador irá apontar esta possibilidade, bem como o período em que estes Direitos poderão ser negociados. Vale ponderar que as Ofertas Restritas (ICVM 476) não permitem esta negociação. Por outro lado, as Ofertas Públicas (ICVM 400), via de regra, permitem que você possa negocia-los diretamente em seu home broker – são raras as emissões públicas que o Administrador não permite.

O que são os Direitos das “Sobras”?

Digamos que 60% dos Direitos de um Fundo hipotético “SUNO11” foram exercidos e, por consequência, haverá uma “Sobra” de 40%. Em boa parte das vezes, a emissão entra em uma segunda rodada e as “sobras” são novamente oferecidas a quem havia exercido na primeira tranche. Neste momento, as Sobras poderão também ser oferecidas aos investidores profissionais (se for Oferta Restrita) ou ao público em geral (se for Oferta Pública). É válido lembrar que o cotista do fundo não é obrigado a exercer todos os Direitos. Caso queira, você pode comprar parcialmente ou nada.

O que é recibo de subscrição?

Como o próprio nome diz, é um “Recibo”, isto é, um comprovante da compra do Direito de Subscrição. Se você tinha estes direitos, subscreveu e pagou, você receberá um “Recibo” dizendo que você exerceu aqueles direitos que, em breve, se tornarão cotas, deixando claro que você deverá receber uma renda proporcional (pró-rata) dos recursos que foram captados até o momento e ainda não integralizados de forma definitiva dentro do patrimônio do Fundo. Geralmente, o número que fica no final do recibo é “13”, ao menos até a conversão (encerramento da oferta).

Dica valiosa:

Tem um site excelente para acompanhamento das datas mais importantes relacionadas às ofertas públicas iniciais bem como das emissões subsequentes (follow-on):

https://ticker11.com.br/emissoes/

Na próxima semana, traremos outra sequência de informações sobre este tema. Fiquem ligados!


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Radar do Mercado: Weg (WEGE3) tem aumento de 16,9% no Lucro Líquido em comparação com o 2T19

A companhia registrou uma evolução na Receita Operacional Líquida (ROL) de R$ 4,06 bilhões no 2T20, 23,7% superior ao mesmo período do ano anterior e 9,4% superior ao 1T20.

​Já o Ebitda atingiu R$ 732,2 milhões, um resultado 36,3% superior ao 2T19 e 18,3% superior ao 1T20. A margem Ebitda – de 18% – foi 1,7 p.p maior que o 2T19 e 1,3 p.p maior que o trimestre anterior.

​A empresa destaca também o aumento de 21,6% no Retorno Sobre o Capital Investido (ROIC), um crescimento de 3,2% em relação ao 2T19.

O ​ROIC é um indicador que apresenta quanto de dinheiro a organização tem capacidade de gerar com o capital total investido, em termos percentuais.

Na tabela, podemos observar que a empresa registrou um Lucro Líquido de R$ 514,375 milhões, 32,2% maior que o mesmo período do ano passado.

O indicador Lucro por Ação (LPA) também teve um aumento de 32,2% na comparação anual: o lucro por ação saiu de R$ 0,18546 em 2T19 para R$ 0,24521 no 2T20.

De acordo com a companhia, os efeitos da pandemia foram sentidos principalmente na demanda por equipamentos de ciclo curto, enquanto a resiliência dos negócios de ciclo longo “mostrou-se relevante no momento”.

A Weg ainda comunicou que o conselho de administração aprovou R$ 265,9 milhões em dividendos intermediários, correspondentes a R$ 0,126801590 por ação, aos titulares de ações escriturais em 24/07/20.

As ações serão negociadas “ex-dividendo” a partir do dia 27. O pagamento será realizado em 12/08/20.

Para saber mais sobre os resultados de outras empresas, clique aqui e confira a agenda completa de resultados do segundo trimestre de 2020 (2T20).


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Morning Call: Dólar, Coronavírus, Estados Unidos e China e Pedidos iniciais por seguro-desemprego – EUA

“O autoaperfeiçoamento vem principalmente da tentativa de ajudar os outros.” – Sir John Templeton

Gráfico do dia

Propriedade de ações norte-americanas por faixa etária (em trilhões de dólares)

O que aconteceu nas últimas 24 horas?

Dólar

Pelo segundo dia seguido, o dólar apresentou forte movimento de queda em relação ao real e fechou a quarta-feira (22/07) em R$ 5,114.

  • O movimento de queda da moeda em 1,87% foi impulsionado pelas expectativas de potenciais vacinas contra o coronavírus, pelo pacote de estímulos europeu e pela entrega da primeira parte da reforma tributária brasileira.
  • Por outro lado, com relação a outras moedas emergentes, o dólar apresentou movimento de alta, alavancado pela tensão entre Estados Unidos e China.
  • Apenas nesta semana o dólar acumula queda de 4,98% em relação ao real.

Coronavírus

O Brasil registrou na quarta-feira (22/07) a maior quantidade de novos casos de coronavírus em 24 horas, atingindo a marca de 65.339.

  • Os dados são do consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde.
  • O maior valor atingido até então havia sido 55.808 novos casos, em 19/06/20.
  • 293 novas mortes também foram contabilizadas na quarta-feira (22/07).
  • O Brasil totaliza, então, 82.890 vítimas fatais e mais de 2,23 milhões de infectados pela Covid-19.
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Estados Unidos e China

Na quarta-feira (22/07), os Estados Unidos determinaram o fechamento do consulado da China em Houston, no Texas, sob o pretexto de proteger a “propriedade intelectual e as informações privadas dos americanos”.

  • A medida veio após a denúncia do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre o roubo de informações de dois hackers chineses para o Ministério da Segurança de Estado da China.
  • O caso não foi diretamente mencionado na determinação do departamento, que destacou, porém, que os diplomatas “devem respeitar as leis e os regulamentos do estado receptor” e “têm o direito de não interferir nos assuntos internos”.
  • Em resposta, a China prometeu retaliar caso os americanos não recuem da decisão.
  • “A China condena veementemente esta decisão tão ultrajante e injustificada que irá sabotar a China e os EUA”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin.

Proporção de mortes diárias por Covid-19 por região

O que você deve saber hoje

Pedidos iniciais por seguro-desemprego – Estados Unidos

O número de pedidos de auxílio-desemprego será divulgado hoje.

  • O índice mede o número de pessoas que entraram com pedido de seguro-desemprego pela primeira vez na semana passada.
  • Uma leitura maior do que a esperada deve ser tomada como negativa para o dólar. Por sua vez, uma medida menor do que a esperada deve ser vista como positiva para a moeda norte-americana.


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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Quer investir? Separe o joio do trigo

“O mercado é um mecanismo para separar o eficiente do ineficiente, não é um substituto da responsabilidade.”

– Charles Handy

Deseja ser um investidor melhor? Há vários meios de perseguir esta meta. Um deles é conhecer a origem, o significado e a composição das palavras. Por exemplo: o que um analista financeiro faz? Análise. Esta palavra é composta pelo sufixo “lise”, que significa “quebra”, “separação”.

Deste modo, fazemos a digestão de alimentos por causa da hidrólise enzimática, ou seja, a quebra ou separação de moléculas a partir da reação química com a água presente em nosso organismo, que absorve os componentes essenciais para seu funcionamento e exonera aquilo que não lhe serve.

No dicionário do Google, como a palavra “análise” é descrita?

“Separação de um todo em seus elementos ou partes componentes.” Ou “estudo pormenorizado de cada parte de um todo, para conhecer melhor sua natureza, suas funções, relações, causas etc.”

Em termos filosóficos, a análise é o “método de pensamento voltado para a compreensão ou explicação de um fenômeno complexo, que consiste em reduzir uma realidade intrincada, de difícil apreensão global, em seus componentes básicos e simples.”

Então, podemos afirmar que um analista financeiro, quando estuda uma empresa, o faz pela separação das diversas informações em torno dela, a partir de um todo. De onde se conclui que, para ser um bom investidor, é preciso ser um bom analista, ou seja, aquele que sabe separar as coisas, para tirar delas os dados mais importantes que darão embasamento para a tomada de decisões.

Investimento versus especulação

Quando alguém ingressa no mercado de capitais, a primeira coisa que deve ficar clara em sua mente é a separação entre os conceitos de especulação e investimento. Muita gente pensa que são a mesma coisa, mas não são. Recorremos novamente ao dicionário do Google, conforme as definições de Oxford Languages:

Especulação: “operação financeira que visa obter lucros sobre valores sujeitos à oscilação do mercado.”

Investimento: “aplicação de recursos, tempo, esforço etc. a fim de se obter algo.”

Ou seja, na especulação existe o fator da “oscilação do mercado”, algo que não podemos controlar. No investimento, o fator “tempo” e “esforço” está presente, sendo algo que cada indivíduo pode empregar por sua capacidade (recursos) e por escolha própria.

Ingressar na Bolsa com a intenção de “comprar ações na baixa para vender na alta” é uma conduta especulativa que traz um componente de aposta. A clara intenção de se desfazer de uma ação, após sua valorização, já indica uma postura individualista do aplicador dos valores. Pouco importa, para ele, o que a empresa produz, desde que seus papéis se valorizem.

Para um especulador, um lote de ações de uma empresa não é muito diferente de uma barra de ouro ou de uma quantia de moeda estrangeira, ou ainda de um quadro de arte abstrata, desde que alguém esteja disposto a pagar mais caro pelo “objeto”, mais adiante.

Já o investidor age como parceiro das empresas. O “algo” que ele espera obter, após dedicar seus recursos, tempo e esforço, é uma parte dos lucros operacionais da companhia, conhecida como “dividendo”. Seu esforço advém da análise para compreender as projeções dos negócios em vista, além da paciência e disciplina para permanecer um longo tempo com recursos aportados numa companhia com atuação na economia real.

O investidor pode até se beneficiar com a valorização das ações de uma empresa, mas isso também será resultado de sua postura de investidor, cuja intenção a priori é permanecer nesta posição por tempo indeterminado, em função da renda passiva potencialmente regular, mais importante, para ele, do que a realização ocasional de lucro.

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Orientações versus dicas

Quando ingressamos na Bolsa de valores. É comum não sentirmos a confiança necessária para tomar as decisões de investimento sozinhos. Basicamente nos falta conhecimento e prática nos primeiros meses. Isso é absolutamente natural e, por isso, procuramos ajuda externa, de alguém mais experiente.

Como nem todos os investidores principiantes conhecem pessoalmente outros investidores para buscar auxílio, é comum que eles procurem por dicas e orientações em meios de comunicação, principalmente nas redes sociais. Neste caso, é preciso fazer uma nova separação de conceitos: dicas e orientações ficam em gavetas distintas.

Atire a primeira pedra quem nunca desejou receber uma dica quente de investimento? Muita gente que começa a aportar recursos no mercado financeiro quer apenas isso: dicas. De preferência de graça, embora um grande contingente esteja disposto a pagar para recebê-las.

Dá para ganhar dinheiro comprando dicas? Sim. Mas qual seria o problema com isso? É que as dicas não te ensinam nada: são entregues num pacote hermeticamente fechado. Então, para fazer o próximo aporte, você precisa de outra dica, sem a qual não será capaz de operar no Home Broker. As dicas viciam o pretenso investidor. O tornam dependente de algo que não pode destrinchar. Por isso, os investidores mais experientes costumam dar o seguinte conselho:

– Nunca compre uma dica.

Receber orientação é diferente. Você incorpora um argumento, assimila uma linha de raciocínio e compreende as razões que norteiam a decisão por um aporte, venda ou manutenção de um ativo na carteira. Um relatório de investimento lhe oferece tal possibilidade.

Após ler um bom relatório, você tem a impressão de ter assistido a uma aula. Por isso, comprar orientações é diferente de comprar dicas. Mesmo um investidor com décadas de experiência sabe que a assinatura de um bom serviço de research vale cada centavo, pois um analista profissional pode validar ou refutar alguma tese que esteja sendo ventilada.

Como um analista de investimentos produz um relatório? Para começar, ele bebe nas fontes oficiais de informações, que são as divulgações trimestrais que as empresas fazem. Dos Balanços Patrimoniais, das Demonstrações de Resultado dos Exercícios e das Demonstrações dos Fluxos de Caixa, o especialista tira os números que precisa para compor os indicadores fundamentalistas. Com eles é possível contar a história de como uma empresa pode, ou não, gerar valor para um investidor.

A propósito, o “Guia Suno de Contabilidade para Investidores” (https://amzn.to/2E0OxxL) aborda justamente este aspecto da análise contábil das companhias. Os livros, aliás, costumam ser fontes de informações relevantes para investidores.

Informação versus distração

Isso também é essencial na jornada de um investidor: separar as informações relevantes das distrações. Em termos de mídia escrita, essa é uma tarefa mais fácil, pois os livros são produtos elaborados para serem os mais perenes possíveis, passando por revisões e camadas de edições antes de ganhar as prateleiras do mercado. Se um livro não é bom, ele encalha. Se o livro é bom, logo ganha a atenção dos interessados. O mesmo se aplica aos cursos.

Nas redes sociais, porém, essa curadoria praticamente não existe. Na velocidade da Internet os vídeos são publicados diariamente por diversos canais, nem sempre com o conteúdo verificado e nem sempre com foco naquilo que interessa para quem investe. Nem toda informação ofertada de graça será útil para quem a recebe, embora possa ser muito eficaz para quem a entrega, conforme a intenção de quem patrocina a publicação.

Não há problema em acompanhar canais sobre investimentos no YouTube ou qualquer outra plataforma. Existe muito conteúdo ótimo para ser assimilado. Porém, tudo tem que ser consumido com parcimônia. Há quem alegue não ter tempo para ler, mas passa várias horas do dia seguindo as novidades que os chamados influencers jogam na rede.

Em casos extremos, isso acaba tirando a produtividade do investidor em seu ofício principal, do qual ele recolhe as economias para investir. Então, ao invés de se aprimorar em seu trabalho e nos investimentos, o sujeito vai regredindo sem perceber. Se o lifestyle do guru da prosperidade que você segue é mais comentado do que aquilo que ela fala, cuidado: você pode estar perdendo tempo com superficialidades. E tempo – você sabe – é dinheiro.

Portanto, saber separar quem são as boas referências no assunto, daqueles que são apenas influências dispersivas, é produtivo para quem investe. Quem é referência confiável sobre investimentos, pode até pecar pela falta de carisma, mas fala primordialmente sobre investimentos – sem gatilhos emocionais que despertam vaidade, inveja e ganância nas pessoas, pois é deste modo que a audiência de certos canais é capturada.

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Controle emocional

O ser humano é uma amálgama de razão com emoção. Porém, essa mistura não funciona no mercado financeiro. Quer perder dinheiro na Bolsa? Seja refém das emoções. Euforia para comprar em ciclos de alta, aflição para vender em ciclos de baixa.

O investidor racional, por outro lado, segue friamente uma estratégia, mesmo que ela pareça contraintuitiva em vários momentos. Para tanto, não é preciso reprimir as emoções, mas ter controle sobre elas. O investidor racional canaliza suas emoções para outras áreas da vida: como sua família, seu círculo de amizades e seus interesses em campos diversos, dos esportes às artes.

Quem é imune às narrativas emocionantes, contadas pelos gestores (alguns deles muito carismáticos e convincentes), que vão além do que os números das empresas entregam; saberá separar as ações das companhias que geram caixa daquelas que, por enquanto, apenas queimam caixa, a despeito das promessas de um futuro espetacular.

Um investidor centrado na razão não faz apostas cegas, que até podem dar certo e significar ganhos enormes. Ao invés disso, ele procura se garantir com aportes nas empresas com alta previsibilidade de resultados futuros, baseados em históricos consistentes. Estes ganhos, embora possam ser relativamente moderados, significam que o investidor não perderá seu dinheiro – o que é inevitável quando uma grande aposta dá errado.

Plantar bem para colher bem

Enfim, como demonstramos, para investir é preciso saber separar o joio do trigo. Na imagem popularizada pela Bíblia, esta separação é feita na hora da colheita. A diferença, para o investidor, é que ele precisa fazer isso ainda na semeadura.

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[Crédito da imagem: detalhe de “O Trigo & O Joio” (1728), desenho de Carol Maratti pertencente ao acervo do Museu Metropolitano de Arte, Nova York, Estados Unidos]


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O post Quer investir? Separe o joio do trigo apareceu primeiro em Suno Research.