sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Radar do Mercado: CVC (CVCB3) divulga prejuízo de R$ 1,15 bilhão no 1T20

A CVC Corp (CVCB3) reportou prejuízo de R$ 1,15 bilhão no 1T20, ante um lucro líquido (pro forma) de R$ 46 milhões no mesmo período do ano passado.

O resultado foi fortemente impactado por efeitos não recorrentes, como o reconhecimento de impairment de intangíveis (R$ 637,5 milhões), a provisão PDD Covid-19 (R$ 64,7 milhões) – relacionada à perda futura esperada com o impacto da pandemia – e a provisão para perda de créditos fiscais diferidos (R$ 302,7 milhões).

Dessa maneira, o prejuízo ajustado – desconsiderando os efeitos não recorrentes – totalizou R$ 72,9 milhões no 1T20, ante um lucro líquido ajustado de R$ 57,8 milhões (pro forma) no 1T19.

Já a Receita Líquida totalizou R$ 289,6 milhões, uma queda de 35,9% se comparada aos R$ 451,9 milhões (pro forma) registrados no mesmo período do ano passado.

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O endividamento da companhia (relação entre Dívida Líquida e Ebitda) foi de 4,09 vezes (pro forma) e 3,17 vezes (contábil).

Para preservar a saúde financeira, a companhia reduziu a remuneração da diretoria executiva e do conselho de administração em 50%, além da jornada de trabalho de grande parte dos seus colaboradores também em 50%.

Em virtude das medidas adotadas, os gastos mensais recorrentes da empresa foram reduzidos para uma média de R$ 52 milhões ao longo do segundo trimestre de 2020.

O setor em que a companhia está inserida foi um dos mais atingidos pela pandemia da Covid-19, que resultou em uma queda significativa das vendas de pacotes de viagens, tanto nacionais como internacionais.

Apesar disso, a companhia acredita que a retomada do turismo no Brasil e na América Latina ganhará força nos próximos trimestres – e que está pronta para liderar o segmento com inovações em pacotes, formas de pagamento e vendas omnichannel.

Por fim, o rating da companhia foi rebaixado para Br CCC- pela agência de Standard & Poor’s.


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Morning Call: Petrobras, CVC, FMI, Produção industrial, Índice de preços ao consumidor e Desemprego nos EUA

“Não são os livros que você lê, são as ideias que você aplica.” @Wisdom_Theory

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A principal exportação de cada país

O que aconteceu nas últimas 24 horas?

Petrobras

Na quinta-feira (01/10), o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou, por seis votos a quatro, o plano de venda de refinarias pela Petrobras sem a necessidade da autorização do Congresso.

  • A Petrobras tem planos de alienar oito refinarias – mais da metade de seu parque de refino, que conta com 13 unidades.
  • No mês de julho, o Senado, a Câmara e o Congresso solicitaram ao STF que impedisse a venda das refinarias como planejada pela Petrobras.
  • A alegação é de que a Petrobras estaria burlando a decisão do STF tomada no ano passado, a qual proíbe a venda da empresa-mãe sem autorização legislativa, mas autoriza no caso de subsidiárias.
  • Dessa maneira, os parlamentares reclamam que a estatal manobra a decisão do STF ao transformar as refinarias em subsidiárias para então vendê-las.

CVC

A CVC, em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), informou ter somado um prejuízo líquido de R$ 1,15 bilhão no primeiro trimestre deste ano.

  • No mesmo período do ano passado, a empresa teve um lucro líquido de R$ 50,1 milhões.
  • Segundo a companhia, excluindo os itens não recorrentes, relacionados ao “impairment de intangíveis”, Provisão para Devedores Duvidosos Covid-19, provisão para perda de créditos fiscais diferidos e outros itens não recorrentes, o prejuízo líquido ajustado seria de R$ 72,9 milhões.
  • A companhia ressaltou que o segmento de viagens e turismo sofreu impactos significativos durante a pandemia, com reflexos nas atividades da empresa e suas controladas.
  • A KPMG, empresa responsável pela auditoria dos balanços da CVC, informou que os números do primeiro trimestre deste ano apontam para a “existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto a capacidade de continuidade operacional da companhia”.
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FMI

Na quinta-feira (01/10), o Fundo Monetário Internacional (FMI) solicitou ações em caráter de urgência para prevenir crises de dívida em países pobres e emergentes.

  • A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou para o risco de uma onda de calotes de dívidas soberanas, caso medidas temporárias implementadas no início do ano não sejam estendidas.
  • Assim, a instituição reiterou o pedido para que o G-20 prorrogue a suspensão do pagamento de dívidas dos países mais pobres até 2021.
  • O G-7 mostrou apoio à medida recentemente. Além disso, ainda neste mês o G-20 deve discutir a medida.

Desempenho do S&P 500 nos últimos 12 meses

O que você deve saber hoje

Produção industrial

O indicador da produção industrial brasileira – anual e mensal – estará disponível para consulta hoje.

  • A produção industrial mede a variação no valor total, ajustado pela inflação, da produção de fabricantes, minas e serviços públicos.
  • Um valor acima do projetado é considerado positivo para o real.

Índice de preços ao consumidor

O índice IPC/Fipe será divulgado hoje.

  • O IPC/Fipe mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a 20 salários mínimos.
  • O período de pesquisa das variações de preços ocorre do primeiro ao último dia de cada mês.

Desemprego nos EUA

A taxa de desemprego dos Estados Unidos será divulgada hoje.

  • Essa é a medida percentual da força de trabalho total que está desempregada, mas que procura emprego ativamente.
  • Um indicador baixo é positivo para o mercado de trabalho americano e benéfico para o dólar.


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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Déficit orçamentário: saiba o que é e quais seus efeitos

Um dos principais componentes do PIB são os gastos do governo, que, quando superam o que a receita arrecada, podem resultar em um déficit orçamentário.

Com a existência de um déficit orçamentário, ocorrem consequências que podem resultar em impactos em outras variáveis e parâmetros econômicos.

O que é déficit orçamentário do governo?

O déficit orçamentário do governo, conhecido também como déficit público, é o resultado da avaliação de determinado período quando os gastos do governo superam a sua arrecadação.

Por gastar mais do que se recebe, evidentemente, há uma contribuição para o aumento da dívida pública.

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Logo, o extremo oposto ao déficit orçamentário, a situação onde as arrecadações são maiores do que os gastos do governo, é conhecido como superávit.

É verdade que o termo déficit orçamentário, ou déficit spending (no inglês), pode ser aplicado para todas formas de gestão, até em empresas privadas.

Mas como o déficit orçamentário do governo tem tantas implicações econômicas e é centro de muitos debates, é interessante focar no caso do déficit público.

Tipos de déficit orçamentário do governo

O governo pode divulgar o seu déficit de algumas formas distintas, considerando ou não alguns fatores para o cálculo.

As principais e mais frequentes formas de desmontar o déficit do governo, são:

Como o governo pode se livrar de um déficit?

Para se livrar de um déficit orçamentário, o governo precisará atacar algum dos lados da equação: a receita ou as despesas.

Pelo lado da receita, é possível fazer reformas tributárias, a fim de arrecadar mais através dos impostos.

Essa medida sobre os tributos pode ser tanto sobre o imposto de renda, como no imposto sobre mercadorias ou outras formas de tributação.


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A adoção de um imposto como a CPMF, por exemplo, poderia ser um ponto adotado em uma reforma tributária para aumentar as receitas do governo através da taxação de transações bancárias.

Em contrapartida, pelo lado dos gastos, é possível reduzi-los através de algumas medidas, como o congelamento de gastos ou tornando a gestão mais eficiente.

Apesar de toda polêmica acerca do assunto, as vezes é preciso frear o aumento real de gastos em determinados setores, para assim controlar o aumento da dívida pública.

Mas é preciso entender que o déficit orçamentário pode comprometer a política pública e, consequentemente, a economia.

Percepções sobre o déficit público

Por muito tempo, influenciada principalmente pelas ideias do keynesianismo, a política pública não via com maus olhos um déficit fiscal.

Afinal, quanto maior o gasto do governo, maior o PIB. E, além disso, se esse gasto fosse aplicado para obras públicas, por exemplo, que aumentassem o nível de emprego, o resultado obtido seria melhor ainda.

No entanto, após algumas observações e avaliações econômicas, foi percebido como os gastos desenfreados do governo podem contribuir para um aumento na inflação esperada e, consequentemente, na taxa de juros.

É certo que os gastos do governo podem ajudar muito, se bem aplicados. A grande questão é melhorar a eficiência para cada centavo investido pelo governo.

Assim, é possível atingir os objetivos da política pública, sem comprometer o bom funcionamento da economia, que tem muito impacto sobre o bem-estar da sociedade.

Esse artigo te ajudou a entender melhor sobre déficit orçamentário? Deixe dúvidas e comentários no espaço abaixo.


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Freddie Mac: entenda o que é e qual o seu papel na crise de 2008

Criada em 1970, a Federal Home Loan Mortgage Corporation (FHLMC), ou Freddie Mac, é uma das principais empresas do mercado de crédito e hipotecas dos Estados Unidos e esteve envolvida em uma das maiores depressões já presenciada pelo mundo: a crise de 2008.

Apesar de possuir um histórico controverso, atualmente, a Freddie Mac tem um papel crucial na vida de vários norte americanos. Em 50 anos de existência, a empresa já forneceu mais de US$ 10 trilhões de crédito, ajudando mais de 67 milhões de proprietários.

O que é a Freddie Mac?

A Freddie Mac (Federal Home Loan Mortgage Corporation, ou FHLMC) é uma das maiores companhias de garantias e seguros imobiliários dos Estados Unidos. Com uma receita de US$ 15.385 bilhões, ela foi considerada a 38ª maior empresa americana pela Fortune 500, em 2018.

Ela foi criada em 1970 com o objetivo de expandir o mercado secundário de hipotecas dos EUA, atuando juntamente com a Fannie Mae (Federal National Mortgage Association).

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Como funciona a Freddie Mac?

Seu modelo de negócios é baseado na compra de hipotecas no mercado secundário, agrupando e vendendo-as como títulos lastreados em hipotecas para investidores no mercado aberto.

Dessa forma, tal mercado aumenta a oferta de dinheiro disponível para empréstimos hipotecários e aquisição de novas casas.

De modo mais simples, a Freddie Mac e a Fannie Mae revendem os empréstimos imobiliários feitos pelos bancos, em forma de títulos, repassando o dinheiro às instituições financeiras. Dessa maneira, elas podem emprestá-los novamente aos mutuários, de forma a realimentar o mercado de financiamento da casa própria.

O grande problema, no entanto, é que nem sempre foi assim. Alguns ativos de péssima qualidade adquiridos há pouco mais de uma década quase levaram as duas empresas à falência, sendo necessária recorrer ao governo americano para salvá-las.

Freddie Mac e a crise de 2008

Até onde se sabe, a Freddie Mac não foi a única responsável pelo estopim da crise de 2008. Contudo, ela representou parte significativa do problema e precisou, em conjunto com a Fannie Mae, de um socorro emergencial bancado pelos contribuintes norte americanos no valor de US$ 130 bilhões.

Tudo começou nos primeiros anos da década de 2000, quando os originadores de hipotecas começaram a distribuir seus empréstimos por meio de MBS (mortgage-backed security, semelhante a um título que é feito de um pacote de empréstimos imobiliários comprados dos bancos que os emitiram) de marca privada, ao invés de utilizar a Freddie Mac ou a Fannie Mae como intermediárias. Tal medida fez com que elas perdessem a sua capacidade de monitorar e controlar os riscos dos originadores de hipotecas.


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A competição por empréstimos entre a Freddie Mac e as securitizadoras privadas minou ainda mais o poder da companhia e fortaleceu os originadores de hipotecas. Consequentemente, houve um declínio nos padrões de qualidade dos contratos, sendo esta uma das principais causas da crise de 2008.

Freddie Mac e as securitizadoras privadas

As securitizadoras de bancos de investimento estavam mais dispostas a securitizar empréstimos de risco, já que detinham o risco mínimo na maioria das vezes. Enquanto a Freddie Mac garantia o desempenho de seus MBS, as securitizadoras privadas geralmente não o faziam.

Entre os anos de 2001 e 2003, as instituições financeiras tiveram altos rendimentos devido a um boom de refinanciamento causado por taxas de juros que renovaram mínimas históricas. Quando as taxas de juros começaram a subir, tais instituições buscaram manter seus elevados níveis de rendimentos a qualquer custo.

Para isso, adotaram uma mudança em direção a hipotecas mais arriscadas e distribuição de MBS de marca privada. Os ganhos dependiam do volume e, portanto, a manutenção de níveis elevados de lucros exigia a utilização de padrões de subscrição mais baixos.

Em 2006, crescimento da securitização de marca própria e a falta de regulamentação neste segmento resultou no excesso de oferta de financiamento imobiliário subvalorizado. Isso levou a um número crescente de tomadores de empréstimos de má qualidade (subprime).

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Como resultado, os preços das residências começaram a cair à medida que aumentavam as execuções hipotecárias. No final das contas, havia uma grande quantidade de imóveis vacantes que não estavam compatíveis a demanda.

A depreciação das casas levou a perdas crescentes para a Freddie Mac e Fannie Mae, que apoiavam a maioria das hipotecas americanas naquela época.

Em 2008, com o estopim da crise imobiliária e com a saúde financeira seriamente afetada, a Freddie Mac chegou a perder 91% de seu valor de mercado. A fim de salvá-la da falência, o governo americano precisou aportar US$ 100 bilhões na empresa, adquirindo cerca de 80% de suas ações preferenciais.

Cenário atual na Freddie Mac

Mais de uma década depois da crise, a Freddie Mac segue reestruturando suas operações e buscando retomar a confiança dos investidores.  Com 50 anos desde a sua fundação, a empresa já realizou o sonho da casa própria aproximadamente 80 milhões de vezes, fornecendo mais de US$ 10 trilhões de crédito para os proprietários.

Esperamos que você tenha entendido melhor sobre o papel da Freddie Mac na crise de 2008. Sobrou alguma dúvida? Comente aqui embaixo.


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Olhos de Lince

Importante sempre lembrar que o Fiikipedia é um ambiente colaborativo. O artigo de hoje foi escrito por SÉRGIO FARIA – ele é deficiente visual (cego) e nos brindou com um artigo fantástico.

Sérgio Ramos de Faria é formado em administração (UNIFEI), tem especialização em comércio exterior (FGV), uma pós-graduação em análise e desenvolvimento de sistema e outra pós-graduação em Gestão de projetos (USP), além de ser pessoa com deficiência visual e investidor em fundos imobiliários, usuário de cão guia e tester em recursos de acessibilidade.

Vamos ao artigo do Sérgio Faria:

Assim como a grande maioria dos investidores em FIIs, eu adquiro conhecimento sobre esse e outros temas de meu interesse assistindo vídeos no YouTube e lendo livros.

Você, leitor, poderia perguntar: “então, o que há de diferente na sua história?”

Bem, a diferença é que sou cego e os conteúdos disponibilizados não são efetivamente acessíveis. Mas, vou contar um pouco da minha história como investidor:

Comecei a comprar algumas ações por volta de 1986. Naquela época comprávamos e vendíamos ligando para o telefone da corretora e acompanhávamos as cotações pelos jornais impressos. Claro que, eu contava com a ajuda dos amigos para me dizer a cotação, as notícias do mercado, etc. Mas, ainda assim criamos um grupo que estudava um livro sobre o mercado financeiro.

Em 1990, houve uma reestruturação na empresa e perdi contato com grande parte dos meus colegas investidores. Tendo em conta que eu não tinha mais os parceiros que me ajudavam no acompanhamento do mercado, acabei por vender minhas posições e ficar fora do mercado até 2007.

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Nessa época, percebi que poderia voltar a investir na Bolsa porque a maioria das Informações estavam disponíveis pela internet. Quando algo não era acessível para quem utiliza um software leitor de tela, eu recorria aos olhos da esposa.

Como eu nunca fui daqueles que sai atirando aleatoriamente, nessa época fiz um curso resumido de análise fundamentalista com o prof. Mauro Calil.

Por motivos pessoais, novamente, fiquei fora do mercado até 2018 quando um amigo me disse: “por que você não investe em Fundos Imobiliários?

Peguei umas dicas com ele e comprei um Fundo de Fundos e perdi cerca de 15% do meu investimento. Entretanto, esse foi o preço do meu aprendizado, pois, nesse momento, eu que sempre achei que aplicar em imóveis seria interessante, percebi que fundos imobiliários era uma excelente oportunidade de se investir no mercado imobiliário, mas, eu precisava entender melhor os conceitos.

Comecei a procurar conteúdo no Youtube sobre FIIs e encontrei materiais do Arthur Vieira de Moraes que, logo nos primeiros vídeos que eu assisti, entrevistou o André Bacci. Imediatamente entrei na Amazon, visto que os livros no formato EPUB para o Kindle, em geral, são acessíveis aos leitores de tela para deficientes visuais e comprei – Introdução aos Fundos de Investimento Imobiliário, Bacci André L F S.

Em paralelo, encontrei os vídeos do Tiago Reis e, em seguida, li via Kindle o livro Guia Suno Dividendos: A estratégia para investir na geração de renda passiva, Reis Tiago e Tosetto Jean.

Tendo em conta que eu sou da área de TI e gosto de programação de computadores, mesmo estando na área de gestão a mais de 20 anos, ainda não perdi o jeito de programador e resolvi criar um programinha para tratar os dados de Fundos Imobiliários que extraía da Internet. A saída desse programa é uma planilha Excel que me ajuda a fazer uma análise quantitativa, setorial, de 5 ou 6 indicadores, como: liquidez, vacância, percentual pago de dividendo, patrimônio, P/VP, quantidade de ativos, e outros.

Bem, nesse momento, comecei a ficar mais confiante e montei uma carteira com uns 7 FIIs, todos agora estudados, pensados e não mais indicações tiradas das famosas carteiras recomendadas. Com isto, passei 3% para 17% da minha carteira em FIIs.

Nesses últimos 2 anos, tenho assistido muita gente que produz conteúdo sobre o mercado financeiro, especialmente sobre fundos imobiliários. Evidente que, não estudei apenas sobre FIIs. Também estudei um pouquinho sobre opções, mas, seja pela falta de acessibilidade com robôs, ou pelo antigo interesse pelo mercado de imóveis, são os FIIs que efetivamente me encantam.

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Claro que tem gente que, depois que você tem algum conhecimento, não vale a pena assistir porque acabam sendo muito superficiais e é justamente aí que você começa a descobrir o pessoal que realmente traz conteúdo relevante, que faz entrevistas de qualidade e que contribuem no seu aprendizado.

Comecei a seguir o Arthur Vieira, já citado acima, professor Baroni, Tiago Reis, NOD e outros. Com isso, passei para o patamar da análise qualitativa.

Agora, entendendo melhor perfil e estratégias de gestores; processos de crescimento dos fundos; qualidade dos ativos; respostas dos gestores à crise. Novamente recorri aos livros, entre eles:

  • 101 Perguntas e Respostas Para Investidores Iniciantes, Reis Tiago;
  • Guia Suno Fundos Imobiliários: Introdução sobre investimentos seguros e rentáveis, Baroni Marcos e Bastos Danilo;

Apesar de alguns relatórios gerenciais terem uma certa quantidade de gráficos, o que não é amigável para pessoas com deficiência visual, procuro juntar informações dos comentários dessa galera que traz conteúdo relevante, com o conhecimento obtido nos livros, nas entrevistas e no conteúdo textual que obtenho nos relatórios gerenciais, comunicados e fatos relevantes para fazer minhas análises.

Apesar da pandemia, daquele fatídico 18/março com 03 circuit breakers, minha carteira hoje tem 40% em FIIs, dividida em 12 fundos, sendo: 02 de lajes, 03 de shoppings, 02 de logística, 03 híbridos e 02 de títulos de valores mobiliários.

Minha carteira é muito mais voltada ao futuro, saída da crise, fim da pandemia, mas, como eu sempre digo: essa é a minha maneira de ver, a minha estratégia, cada um deve fazer a sua.

Recomendo apenas que estudem, pois, todas as vezes que eu comprei só porque era uma recomendação, não foi um bom negócio.


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Radar do Mercado: Petrobras (PETR4) conclui a venda do Polo Lagoa Parda e informa sobre PBio

A estatal informa que finalizou na quarta-feira (30/09) a venda da totalidade de sua participação nos campos terrestres do Polo Lagoa Parda, localizado no estado do Espírito Santo, próximo ao município de Linhares, para a Imetame Energia Lagoa Parda, afiliada da Imetame Energia.

Após o cumprimento das condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento de US$ 9.441.586,10 para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato. O valor recebido no fechamento se soma ao montante de US$ 1.405.869,90 pago à Petrobras na assinatura do contrato de venda.

O Polo Lagoa Parda compreende três concessões terrestres em produção: Lagoa Parda, Lagoa Parda Norte e Lagoa Piabanha. A Petrobras é operadora com 100% de participação nos três campos.

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A produção média do Polo de janeiro a agosto de 2020 foi de aproximadamente 113,5 barris de óleo por dia (bpd) e 1,7 mil m³/dia de gás natural.

A companhia informou que “a presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018”.

“Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos”, concluiu.

Além disso, a Petrobras comunicou que deu início à fase vinculante referente à venda de sua subsidiária integral Petrobras Biocombustíveis (PBio).

Dessa forma, os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, além de outras informações a respeito do processo.


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Morning Call: Emprego, Ibovespa, Reino Unido, Balança comercial e Pedidos Iniciais por seguro-desemprego – EUA

“O melhor e mais amoroso presente que você pode dar a alguém é seu tempo e atenção totais.” – The Minimalists

Gráfico do dia

Receitas do mercado global de games (em bilhões de dólares e em termos reais)

O que aconteceu nas últimas 24 horas?

Emprego

De acordo com dados do IBGE divulgados na quarta-feira (30/09), a taxa de desemprego no Brasil ficou em 13,8% no trimestre encerrado em julho.

  • A taxa é a maior da série histórica iniciada em 2012. Também é 1,2 p.p. maior que o trimestre anterior, que compreende os meses de fevereiro a abril.
  • Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve um crescimento de 2 p.p.
  • De acordo com o instituto, há 13,1 milhões de pessoas em busca de uma colocação no mercado de trabalho.
  • Além disso, o nível da ocupação, percentual de pessoas ocupadas na população em idade para trabalhar, chegou a 47,1%, o patamar mais baixo da série.

Ibovespa

Após recentes perdas no início da semana, o Ibovespa teve um dia de recuperação na quarta-feira (30/09) e avançou 1,09%, encerrando o dia a 94.603 pontos.

  • O tom mais otimista no pregão foi alavancado pelo recuo do governo em utilizar recursos destinados ao pagamento de precatórios no programa Renda Cidadã.
  • O grande destaque do pregão foi para as ações da Boa Vista, que estrearam na bolsa.
  • As ações da empresa tiveram uma alta de 18,93% e fecharam o dia cotadas a R$ 14,51.
  • Na máxima diária, os ativos saltaram 20,33%, chegando à cotação de R$ 14,68.
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Reino Unido

Segundo os dados divulgados na quarta-feira (30/09) pela Agência Nacional de Estatísticas, o PIB do Reino Unido caiu um pouco menos que o esperado no segundo trimestre deste ano.

  • Assim, a economia britânica recuou 19,8% entre abril e junho em relação ao trimestre imediatamente anterior.
  • Inicialmente, o indicador havia despencado 20,4%.
  • A queda foi a maior desde que os registros começaram a ser computados, em 1955.
  • Além disso, já em recessão técnica, os dados da agência apontam que a economia britânica caminha para sua maior contração desde a década de 1920.

Vendas líquidas da Amazon nos últimos 12 meses encerrados em 30 de junho de 2020 (por segmento)

O que você deve saber hoje

Balança comercial

O saldo da balança comercial estará disponível para consulta hoje.

  • A balança comercial mede a diferença de valor entre mercadorias e serviços importados e exportados durante o período relatado.
  • Valores positivos são benéficos para o Brasil e para o real.

Pedidos Iniciais por seguro-desemprego – Estados Unidos

O número de pedidos de auxílio-desemprego será divulgado hoje.

  • O índice mede o número de pessoas que entraram com pedido de seguro-desemprego pela primeira vez na semana passada.
  • Uma leitura maior que a esperada deve ser tomada como negativa para o dólar, ao passo que uma medida menor que a esperada deve ser vista como positiva para a moeda norte-americana.


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