sexta-feira, 30 de outubro de 2020

IFNC: entenda o que é e como funciona o Índice Financeiro da B3

Por servirem, muitas vezes, de benchmark e referência de rentabilidade para todo o mercado, os índices de ações e ativos são um elemento importante para todos que investem em renda variável. Dentro desse universo, um dos índices mais relevantes é o IFNC.

Como sempre, é preciso sempre bastante cautela e atenção antes de investir no mercado de capitais. Por isso, entender como funcionam esses índices, como o IFNC, e seu ETF, pode ajudar na decisão de investimento.

O que é o IFNC?

IFNC, ou Índice Financeiro, é um índice da B3 que engloba setores de intermediários financeiros, serviços financeiros, previdência e seguros. O índice representa, dessa forma, o desempenho médio da cotação dos ativos mais negociados relacionados à esses setores.

Nesse sentido, o IFNC é um índice de retorno total. Ele reflete, desse modo, não apenas as variações nos preços dos ativos integrantes do índice no tempo, mas também o impacto da distribuição de dividendos por parte das empresas emissoras desses ativos.

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Quais ativos fazem parte do IFNC?

Para fazer parte do Índice da bolsa de valores, o ativo precisa estar entre os 99% mais negociados no período de vigência das três carteiras anteriores. Além disso, é necessário estar presente em 95% dos pregões do mesmo período para fazer parte da composição do IFNC.

Uma outra questão está relacionada aos ativos que são objetos de oferta pública. Eles também poderão compor o índice, seguindo as mesmas regras anteriores. Todavia, ficam excluídos os ativos chamados de “penny stocks”, negociados a menos de R$ 1,00.

Quais ativos não fazem parte do IFNC?

Além dos penny stocks, também não fazem parte do Índice Financeiro:

  • BDR’s;
  • Ativos de empresas em recuperação judicial ou extrajudicial;
  • Empresas sob regime especial de administração ou intervenção.

Em outras palavras, o IFNC é composto exclusivamente de ações de companhias listadas na B3 (B3SA3), sem que sejam impedidas pelas regras que citamos acima. Assim sendo, podemos dizer que ele é um dos principais índices do mercado financeiro.


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Como é composto o ETF do IFNC?

No Brasil, existem os ETFs (Exchange Traded Funds), que são fundos de ações cuja referência é um índice da bolsa de valores, como o IFNC, por exemplo.

Sendo assim, a composição desse fundo é feita com o objetivo de atingir um rendimento semelhante ao indicador referenciado. O Patrimônio do ETF é dividido em cotas que são negociadas na bolsa. O valor do ETF varia de acordo com o preço das ações que compõe o fundo.

A gestão do investimento é realizado por um gestor especializado, que diariamente acompanha o mercado, fazendo as compras e vendas necessárias com o objetivo de realizar o acompanhamento do índice.

O FIND11 é o ETF que replica o índice IFNC. Essa pode ser uma boa opção para quem quer se expor ao setor financeiro, porém não quer o trabalho de escolher cuidadosamente alguns papéis.

Foi possível saber mais sobre IFNC? Deixe suas dúvidas nos comentários abaixo.


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Confira 4 motivos para você sair da poupança agora mesmo!

Provavelmente, a recomendação com a que você mais se depara quando o assunto são investimentos é a de sair da poupança. A verdade é que, em um cenário de queda nas taxas de juros como o que vivemos, é fácil entender as razões para essa tendência.

Já faz algum tempo que a poupança oferece rendimentos pouco atrativos, sendo superada nesse quesito por diversas opções em renda fixa. Se perguntarmos para aqueles que ainda mantêm esse tipo de investimento, talvez a justificativa para isso esteja relacionada a características como praticidade e segurança.

Mas será que elas são realmente suficientes para fazer esse investimento valer a pena? Continue lendo este post para conhecer 4 motivos para você finalmente sair da poupança!

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1. Perda de dinheiro para a inflação

Umas das principais razões para investirmos o nosso dinheiro é a preservação do seu poder de compra para o momento em que formos utilizá-lo. Para que isso de fato aconteça, é fundamental que os rendimentos obtidos sejam superiores à inflação registrada durante o período da aplicação.

Como você deve saber, a inflação é a principal responsável por desvalorizar uma moeda e aumentar gradualmente o valor dos produtos que consumimos. Dessa forma, quanto mais ela sobe, mais os investimentos precisam render para que ofereçam um ganho real aos que investem.

O principal índice de referência para o rendimento da poupança é a taxa Selic, que está atualmente em 2% ao ano. Nesse cenário, o rendimento médio da poupança nos últimos anos tem sido de 1,4% ao ano. Ou seja, a cada R$ 1000 aplicados o titular teria um rendimento de cerca de R$ 14 durante o período.

Na nossa economia, a inflação é medida por meio do indicador IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). De acordo com o relatório emitido pelo Banco Central no último mês de setembro, estima-se que 2020 registrará uma inflação de 1,78%. Isso é mais que o rendimento da poupança que vimos, o que significa que o dinheiro aplicado na poupança vai perder poder de compra.

Vale lembrar que, devido a diversos fatores, entre eles a pandemia de coronavírus, a inflação prevista para o ano é uma das menores já registradas. Por isso, fica claro que a poupança não é uma boa opção para quem pretende formar patrimônio e fazer o seu dinheiro render de verdade.

2. Rendimento apenas uma vez ao mês

Apesar de ser uma alternativa de investimento prática, por estar geralmente associada a uma conta-corrente, a poupança segue um modelo de rendimentos pouco flexível. O titular só recebe o retorno pelos valores investidos uma vez ao mês, utilizando como referência a data em que foi feita a aplicação.

Funciona assim: se os recursos forem transferidos para a poupança no dia 10, por exemplo, os rendimentos cairão apenas no mesmo dia do mês seguinte. Caso seja necessário retirar esses valores antes desse período, simplesmente não haverá rendimento algum. Esse conceito, que ficou conhecido como aniversário da poupança, fez com que muitas pessoas precisassem ficar atentas ao calendário na hora de planejar seus investimentos.

No entanto, hoje existem várias opções de investimento que oferecem rendimento diário. Conforme a taxa de rentabilidade definida, essas alternativas permitem que os ganhos sejam visualizados dia após dia na conta de cada pessoa.

Assim, não haverá perda dos rendimentos seja qual for o momento em que o resgate dos recursos for realizada. Sem contar que a possibilidade de ver o seu dinheiro aumentar a cada dia é muito mais recompensadora, não é mesmo?

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3. Ampla variedade de investimentos com liquidez diária

Outra característica que costuma ser apontada como vantajosa por quem ainda investe na poupança é sua liquidez diária. Isso garante que os recursos possam ser resgatados a qualquer momento que o titular precisar.

A liquidez diária, contudo, pode ser encontrada também em outras opções de investimento que são mais interessantes atualmente. Títulos do Tesouro Direto, CDBs e fundos de investimento são exemplos de alternativas que oferecem a mesma possibilidade aos que investem.

De forma geral, a liquidez diária é uma característica importante para aquelas pessoas que pensam em utilizar seus recursos investidos como uma reserva de emergência. Esse é um cuidado muito importante para se estar sempre preparado para lidar com quaisquer imprevistos sem risco de comprometer a saúde financeira.

Cabe ainda destacar que o resgate dos recursos em diferentes opções de investimento costuma ser tão simples quanto na poupança. Basta acessar o sistema da sua corretora de valores, seja por computador ou smartphone, para fazer a solicitação e ter os valores disponíveis rapidamente.

4. Opções mais seguras

É inegável que a poupança viveu dias de instabilidade no início dos anos 90, sobretudo em função do congelamento de saques então determinado pelo governo. Mesmo assim, a modalidade voltou a ser vista pelas pessoas como um destino seguro para suas economias, entendimento que permanece até hoje.

Mas mesmo que sua maior preocupação seja com a segurança do seu patrimônio, é sim possível sair da poupança sem abrir mão desse atributo. Especialmente dentro do mercado de investimentos de renda fixa, é possível encontrar opções de ativos que contam com baixo risco e rentabilidade mais interessante.

Os títulos públicos, por exemplo, são emitidos pelo governo federal e contam com a solidez do Tesouro Nacional. Essa é uma das maiores garantias que um investimento pode ter, o que coloca o Tesouro Direto como uma das opções mais seguras atualmente.

Já investimentos em CDBs, Letras de Crédito e até na própria poupança contam com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). A iniciativa ressarce até R$ 250 mil por CPF caso a instituição financeira que emite os papéis quebre — o que é bem difícil de acontecer.

Considerando que essas opções garantem a mesma segurança enquanto oferecem melhores rendimentos do que a poupança, podemos dizer que são mais seguras para se investir. Afinal, os riscos permanecerão baixos e o dinheiro se manterá valorizado e com mais poder de compra. 

Os resultados podem ser ainda melhores se a estratégia ao sair da poupança for montar uma carteira de investimentos diversificada conforme seu próprio perfil.

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Nova Matriz Econômica: entenda o que é e como ela funcionou

O Brasil, no decorrer da sua história apresentou, desse modo, diversos planos econômicos que não obtiveram bons resultados. Dentre os planos está a Nova Matriz Econômica.

Criado no governo Dilma Rousseff, a Nova Matriz Econômica foi um projeto que colaborou para a queda do PIB e também para o aumento da Taxa Selic.

O que é a Nova Matriz Econômica?

A Nova Matriz Econômica foi um modelo macroeconômico adotado no Brasil no início de 2011 e perdurou até o final de 2014. Dentre as principais características deste modelo estão a intervenção do governo na economia assim como o aumento dos gastos públicos em investimentos.

Esse modelo econômico foi criado pelo governo da presidente Dilma Rousseff, sendo ele de caráter desenvolvimentista. Para a sua aplicação foi abandonado, dessa forma, o tripé macroeconômico adotado no ano de 1999.

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Um dos principais objetivos da Nova Matriz Econômica era, portanto, estimular a economia por meio dos gastos públicos, o que na prática não acabou surtindo os efeitos desejados.

A Nova Matriz Econômica na prática

Na prática, por conta de uma maior intervenção do Estado e também pelo aumento dos gastos públicos houve, contudo, uma pressão inflacionária na economia. No entanto, para evitar que a inflação saísse de controle, o governo adotou a prática de controle de preços dos combustíveis e derivados.

Por conta desse controle, a Petrobrás (PETR4) foi, desse modo, requisitada a vender em muitas ocasiões o produto no mercado interno com preços inferiores aos que foram pagos no mercado externo. O resultado foi, portanto, uma queda acentuada nos lucros da estatal.

O controle de preços também se estendeu para o setor elétrico, onde houve uma redução dos preços nas tarifas de energia, elevando o consumo. Durante os períodos de escassez, as distribuidoras acabaram enfrentando dificuldades entre 2012 e 2013, sendo necessário subsídios governamentais.

Ao ser abandonada a Nova Matriz Econômica em 2015, observou-se uma alta de preços acelerada nas tarifas de energia e no preço dos combustíveis, elevando a inflação à casa dos dois dígitos, sendo ela chamada de inflação corretiva.

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O aumento da relação PIB e Dívida

Como o Estado aumentou os gastos para subsidiar o controle de preços e também investimentos por todo país, houve um aumento da dívida pública no período.

Além disso, o PIB não cresceu o esperado no ano de 2014, o que fez a relação PIB/Dívida subir. Isso gerou instabilidade e aumento do risco país, diminuindo investimentos privados e levando o Brasil a sua mais profunda recessão.

Por conta do aumento do risco, houve um aumento na taxa de juros para financiar a dívida pública brasileira. Isso fez com que os anos de 2015 e 2016 apresentassem uma queda brusca no PIB.


Controle de gastos

As consequências da Nova Matriz Econômica

Como consequência houve um aumento do desemprego no período e também um aumento da inadimplência das famílias brasileiras. A inflação no ano de 2015 atingiu a marca de 10,6% levando a uma fuga de capitais o que também elevou o câmbio.

Esses problemas macroeconômicos só foram controlados no ano de 2017 após a criação da PEC 241/55, conhecida como Emenda Constitucional do Teto dos Gastos Públicos.

Essa emenda limita o crescimento das despesas e dos investimentos do governo brasileiro ao ano anterior corrigidos apenas pela inflação. Além do mais, ela alcança os três poderes além do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União.

Com isso, a inflação passou a apresentar quedas graduais, possibilitando cortes da Taxa Selic, aumentando a confiança dos investidores e também diminuindo os juros da dívida interna brasileira.

Dessa forma, a Nova Matriz Econômica, além de não atingir os seus objetivos ainda colocou o Brasil em uma situação bastante delicada na ocasião.

Foi possível entender o que é Nova Matriz Econômica? Deixe suas dúvidas nos comentários.


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Revolução cognitiva: entenda o que foi e quando ela aconteceu

Há dezenas de milhares de anos atrás, o homem ainda em seu estágio primitivo deu um importante passo para sua evolução. Esse passo ficou conhecido como a revolução cognitiva.

Foi por conta da revolução Cognitiva que a espécie humana evoluiu, tornando-se o que é hoje, podendo inclusive aprender diversos temas, como a educação financeira, por exemplo.

O que foi a revolução cognitiva?

A revolução cognitiva aconteceu com o surgimento de novas formas de comunicação que ocorreram há aproximadamente 30 mil anos atrás.

Na ocasião, a espécie humana ainda se encontrava na sua forma mais primitiva de existência, sendo ela equiparada a qualquer outra espécie animal.

Há, no entanto, algumas questões relacionadas ao destacamento do “homo sapiens” das demais espécies da natureza. Uma delas está relacionada ao tamanho do seu cérebro.

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Como ele é mais avantajado, isso fez com que o homem conseguissem criar linguagens de comunicação jamais vista anteriormente, levando-o a revolução cognitiva. Embora possa concluir que essa capacidade de comunicação tenha a ver com o tamanho do cérebro não há evidências sobre isso.

A linguagem através da revolução cognitiva

A Era da revolução cognitiva foi marcada por trazer a capacidade do homem criar e transmitir informações, além de consumir, armazenar e assimilar grande quantidade de conteúdo.

A versatilidade foi uma das principais características da linguagem, visto que permitiu a raça humana se comunicar de maneira particular.

Sendo assim, a capacidade de falar de coisas que nunca haviam visto, ouvido, tocado ou cheirado acabou tornando o humano um grande apreciador da ficção.

Alguns livros sobre a revolução cognitiva como o best-seller do professor israelense Yuval Noah Harari, intitulado “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade” tratam sobre questões como “realidades imaginadas”.

De acordo com o autor, a ficção permitiu que o ser humano não só imaginasse coisas como também fosse capaz de fazê-las coletivamente, levando-o à sociedade atual, com mercado financeiro e também outras organizações.

Desse modo, foi devido ao surgimento da ficção que um grande número de estranhos puderam cooperar de forma eficaz por acreditar nos mesmos mitos. Por conta disso, a nova característica de linguagem acabou se espalhando por diversas tribos e cidades influenciando várias culturas religiosas.


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Alguns estudos sobre a revolução cognitiva

Ná década de cinquenta alguns estudos sobre as ciências cognitivas passaram a surgir no mundo. No ano de 1956 aconteceu um importante simpósio sobre a teoria de informação no instituto de Massachusetts.

Naquela ocasião, Herbert Simon, George Miller, Noam Chomsky e Allen Newell, pesquisadores da área, abordaram temas relacionados ao mecanismo de produção da linguagem.

Por conta desse estudo de diversas funções cognitivas houve uma abertura para que novos aspectos fossem observados. Dentre eles a velocidade do processamento cerebral, a identificação de estímulos nervosos e o tempo de reação.

Alguns anos depois surgiu a Psicologia Discursiva que passou a ser chamada de segunda revolução cognitiva.

Esse conceito diz que não precisa mais calcular a representatividade do pensamento humano. Basta, portanto, a própria prática discursiva de cada indivíduo.

Concluiu-se, portanto, que a linguagem da espécie humana está diretamente ligada a um conjunto de aspectos dinâmicos e dialéticas da cognição, o que considera a própria interface entre o homem e seu meio cultural.

Desse modo, pode se sugerir que algumas culturas possuem mais aptidão para as finanças pessoais, enquanto outras não.

Foi possível compreender o que foi a revolução cognitiva? Deixe suas dúvidas nos comentários.


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Entendendo a flutuação na bolsa de valores e na economia

Na economia, termos como a volatilidade e a flutuação têm imensa importância no entendimento do sistema em que vivemos.

Por isso, é fundamental a compreensão do que é e como funciona a flutuação na economia, assim como no mercado financeiro.

O que é flutuação?

Na economia, o significado de flutuação reflete as oscilações e variações intrínsecas do ambiente econômico e financeiro.

Quando falamos de flutuação econômica, normalmente, as discussões envolvidas são sobre a volatilidade na bolsa de valores e/ou a flutuação cambial, extremamente fundamental para a compreensão da dinâmica da economia internacional.

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O entendimento das flutuações, na bolsa de valores, é fundamental para que o investidor aprenda a lidar com a volatilidade inerente do mercado.

Além disso, a compreensão da flutuação cambial é essencial para o entendimento do impacto das variações nas moedas estrangeiras e as suas consequências macroeconômicas.

Todo esse conhecimento sobre a volatilidade e a flutuação é de grande importância, sobretudo para o investidor. Quer ter mais base econômica para investir bem? Então baixe o Ebook Economia Para Investidores da Suno Research.

As flutuações na bolsa de valores

O free float é fundamental para a compreensão e o funcionamento do mercado acionário na bolsa. Isso porque, um número finito de ações de uma companhia é disponibilizado para serem negociadas livremente entre os investidores.

É justamente a partir disso que os preços de negociações dos ativos são formados. Quanto maior a procura por determinada ação, dado o número limitado de papéis disponíveis no mercado, maior será a cotação de mercado da ação.

Contudo, uma ótima informação pode ser extraída através da análise da volatilidade e da flutuação da bolsa de valores.  

Normalmente, quanto maiores as flutuações dos ativos, é possível deduzir que maior é o volume de negociação do ativo em questão.


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Flutuação na taxa de câmbio

Por outro lado, nos estudos da ciência econômica, o termo flutuação frequentemente é utilizado para se referenciar as oscilações na taxa de câmbio.

No século passado, por exemplo, era muito comum que os países determinassem uma taxa de câmbio fixa, ou seja, atrelarem o valor da moeda doméstica ao valor de uma moeda estrangeira.

Contudo, por conta de uma falta de controle da macroeconomia doméstica resultante do câmbio fixo, os países passaram a adotar políticas de flutuação na taxa de câmbio, conhecido como a política de câmbio flutuante.

Ou seja, através do mercado de câmbio (de moedas estrangeiras), o valor da moeda de um país estrangeiro, assim como o acumulo nacional de reservas estrangeiras, têm impacto sobre o valor e, consequentemente, dos preços domésticos.

Mas, nem todos os países adota uma política de um câmbio integralmente flutuante. No Brasil, por exemplo, a política cambial adotada é conhecido dentro da teoria econômica como as flutuações sujas.

Basicamente, em uma política de flutuações sujas, banda cambias são estabelecidas. Em outras palavras, limites de mínimo e máximo são determinados pelo Banco Central para atender a planejamentos monetários e econômicos nacionais.

Para manter o câmbio dentro do patamar aceitável determinado pela autoridade monetária, o Banco Central pode atuar diretamente comprando ou vendendo moeda estrangeira (na maioria das vezes o Dólar), para assim controlar as reservas monetárias internacionais e, por consequência, controlar o valor da moeda doméstica (o Real).

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Joesley Day: entenda o que esse dia representou para o mercado brasileiro

O dia 27 de maio de 2017 ficou conhecido no mercado financeiro brasileiro como Joesley Day.

Desencadeado após um escândalo que envolvia o presidente da República à epóca, o Joesley Day foi a prova que desastres políticos podem causar impactos extremamente significativos na vida das pessoas, sobretudo nos seus patrimônios.

O que foi o Joesley Day?

Ocorrido no dia 17 de maio de 2017, o Joesley Day foi o dia que houve a divulgação do conteúdo de uma conversa entre o ex-presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, estabelecendo uma crise política que comprometeu a aprovação da reforma da previdência naquele momento.

Na conversa, Michel Temer dava aval para que fosse comprado o silêncio do ex-presidente da câmara de deputados, Eduardo Cunha.

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Tal fato, foi tão impactante que acreditava-se na possibilidade de impeachment do presidente do momento, Michel Temer.

Por toda a instabilidade política daquele momento e pela certeza que a pauta da tão necessária reforma da previdência não seria mais avançada, os efeitos dos eventos desse dia foram desastrosos para a bolsa de valores.

Consequências do Joesley Day na bolsa de valores

Uma vez entendido o que foi o Joesley Day, não é difícil entender o porquê deste dia ter tido um impacto tão forte sobre o mercado financeiro.

A queda no gráfico do Ibovespa foi a maior de um período de aproximadamente 9 anos, enquanto o dólar, neste mesmo dia, teve a maior alta de um período de 14 anos.

O Índice Bovespa despencou aproximadamente 9% no Joesley Day, enquanto o dólar sofreu uma valorização de 10%.

A queda da bolsa no Joesley day só não foi maior do que no dia 22 de outubro de 2008, quando a queda foi de 10% devido a consolidação da crise financeira internacional.

A situação no Joesley Day poderia ter sido mais drástica, entretanto, a B3 utilizou o circuit breaker, que uma tecnologia desenvolvida para amenizar movimentos bruscos de mercados.

Portanto, este dia ficou marcado como um grande susto por parte dos investidores da bolsa de valores, que viram o valor de seus ativos despencar drasticamente.

Além disso, com a grande alta do dólar, os empreendedores e empresários também sofreram grande impacto em seus negócios.


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Quem foi Joesley Batista?

Joesley Batista é um empresário que conduziu as atividades da empresa agropecuária JBS (JBSS3), que inclusive é listada na bolsa de valores.

No ano de 2016, durante a Operação Lava-Jato, o empresário foi investigado por pagamento de propina ao Eduardo Cunha.

Praticamente 1 ano depois, em 2017, o deputado entregou a gravação da sua conversa com o ex-presidente Michel Temer em uma delação premiada.

O empresário ainda utilizou a informação privilegiada que tinha ao seu favor para realizar ganhos no mercado financeiro.

Ao saber que, após a delação ser divulgada, a bolsa entraria em colapso e o dólar valorizaria, Joesley realizou a compra de aproximadamente US$3 bilhões, obtendo um lucro significativo dias após o escândalo.

Joesley foi preso pela primeira vez no ano de 2017, sobre a acusação de vários crimes, como:

  • Manipulação de mercado;
  • Fraude financeira;
  • Pagamento de propina;
  • Corrupção.

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EMBI: conheça o índice de risco país da J.P. Morgan

Conhecer o risco associado ao investimento no mercado de capitais de determinado país é muito importante. No caso dos países emergentes, o EMBI é um dos indicadores de risco mais expressivos para o mercado financeiro internacional.

O EMBI, também conhecido muitas vezes como risco país, é calculado periodicamente por uma das principais empresas do mundo dos investimentos, a J.P. Morgan.

O que é o EMBI?

EMBI é a sigla para Emergin Markets Bond Index, que pode ser traduzido livremente como índice de títulos de mercados emergentes.

Ou seja, o índice da JP Morgan é um índice benchmark para medir a performance dos títulos emitidos por mercados emergentes de países que atendem a critérios específicos relacionados à estrutura e liquidez.

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O EMBI englobava 11 países, que no ano de criação do índice (1992), eram os países emergentes com potencial crescimento econômico.

Contudo, após alguns anos, em 1994, O EMBI foi atualizado, englobando mais 8 países para o grupo de nações emergentes.

Países que compõem o EMBI

Entre os principais países e economias que compõem o EMBI, estão:

  • Brasil;
  • Argentina;
  • Bulgária;
  • México;
  • Rússia;
  • Polônia;
  • África do Sul;
  • Turquia;

A JP morgan possui 3 principais títulos para avaliar as economias emergentes:

  • Emerging Markets Bond Index Plus (EMBI+);
  • Emerging Markets Bond Index Global;
  • Emerging Markets Bond Global Diversified Index.

Contudo, para analisar o risco país nacional, o índice utilizado é o EMBI+.

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Como o EMBI é utilizado?

O EMBI+ seleciona um amontoado de centenas de títulos de crédito emitidos em economias emergentes.

Como as economias emergentes possuem maiores riscos de crédito do que nações desenvolvidas, por questões políticas ou chances de inadimplência, por exemplo, é esperado que os retornos oferecidos por esses títulos sejam maiores.

E é justamente isso que o EMBI+ mede: o spread entre os retornos dos títulos de mercados emergentes e títulos livres de risco, como o título emitido pelo tesouro americano.

Intuitivamente, quanto maior for esse spread, é entendido que o risco associado ao país em questão é maior também.

É por isso que índice é conhecido frequentemente, principalmente no âmbito nacional, como índice do risco país.

O Risco Brasil

O Risco Brasil, intuitivamente, é o índice risco país que calculado para o caso do Brasil.

Para extrair o resultado do deste índice, é utilizada uma metodologia parecida ao EMBI+, só que ao invés de englobar títulos emitidos por todas as economias emergentes, só são levados em considerações títulos emitidos no Brasil.

O EMBI+ Br é o índice que avalia a performance de títulos de crédito emitidos apenas nacionalmente.

A unidade de medida utilizada para avaliar o risco país são os pontos base. Funciona da seguinte forma: dez pontos base são equivalentes a 0,1%.

Esses pontos mostram exatamente o spread entre o retorno de títulos nacionais e títulos americanos (livre de riscos) equivalentes.

Portanto, se o Risco de Brasil é de 400, significa que o prêmio de risco oferecido pelos títulos do brasil é de 4%.


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É possível investir no EMBI?

Como o EMBI é um índice, e não um ativo financeiro, não é possível aplicar seus recursos diretamente neste indicador.

No entanto, como vários outros índices do mercado, existem ETFs que são ligados a performance do EMBI+.

É o caso do Ishares JPmorgan USD Emerging Markets Bond ETF. Por conta do alto potencial de crescimento de algumas nações emergentes, alto grau de diversificação do ativo e da dolarização, é possível que esse ETF seja interessante dentro da estratégia de aplicação de alguns investidores.

A taxa de administração cobrada por este fundo de índice é de 0,4%, superior à de outros famosos ETFs americanos, como o SPY e o IVV.

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