terça-feira, 3 de novembro de 2020

Radar do Mercado: Ânima Educação (ANIM3) assina contrato para aquisição da Laureate no Brasil

A Ânima Educação (ANIM3) divulgou, por meio de fato relevante, a finalização do contrato com o Grupo Laureate visando à aquisição de todos os ativos brasileiros do grupo.

O valor da transação é de aproximadamente R$ 4,4 bilhões (US$ 765 milhões na taxa de câmbio atual), sendo aproximadamente R$ 3,8 bilhões em dinheiro, sujeito a alguns ajustes.

Como parte da transação, a Ânima venderá 100% das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) ao fundo Farallon por R$ 500 milhões, visando a facilitar a aprovação da transação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

De acordo com o comunicado, com a aquisição, a Ânima Educação passará a contar com novas vagas de Medicina em cidades importantes do país. Somadas às vagas atuais, na maturidade, elas alcançarão um total de 2.260 vagas ou 16,2 mil alunos.

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O Grupo Laureate iniciou suas atividades no Brasil em 2005 e já tem mais de 270 mil alunos matriculados, distribuídos em 11 instituições de ensino superior, localizadas em sete estados e 13 cidades brasileiras.

Os cursos de saúde são a área de conhecimento mais relevante do portfólio da Laureate, concentrando mais de 30% dos estudantes. Só no curso de Medicina, o Grupo tem quase 900 vagas aprovadas e conta com mais de 4,4 mil alunos matriculados.

Além disso, a Laureate terá direito a receber até R$ 203 milhões adicionais se determinadas métricas forem alcançadas após o fechamento da operação, além do pagamento de R$ 180 milhões feito pela Ânima à Ser Educacional, em virtude da multa contratual devida pela Laureate.

Em setembro, a Laureate havia recebido uma oferta de R$ 4 bilhões da Ser Educacional pelos ativos. A proposta acabou não sendo finalizada diante de outra mais vantajosa – oferecida pela Ânima.

Por fim, a companhia comunicou que realizará uma conferência hoje (03/11), às 9 horas, para comentar a transação.

Para saber mais sobre os resultados de outras empresas, clique aqui e confira a agenda completa de resultados do terceiro trimestre de 2020 (3T20).


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Morning Call: Ibovespa, Laureate, Coronavírus, Eleições presidenciais – EUA, Focus, Copom e Resultados trimestrais

“A melhor maneira de prever seu futuro é criando-o.”

– Abraham Lincoln

Gráfico do dia

Os maiores mercados acionários do mundo

O que aconteceu nas últimas 24
horas?

Ibovespa

O principal índice acionário da bolsa brasileira fechou em queda de
2,72% na sexta-feira (30) e atingiu 93.952 pontos, acompanhando o desempenho
dos principais índices acionários americanos.

  • Os temores com a segunda onda de contaminação
    pelo coronavírus na Europa, bem como as eleições norte-americanas, contribuíram
    para a queda do Ibovespa.
  • Na semana, o índice apresentou uma queda de
    7,22%, o maior patamar desde o período entre 16 e 20 de março.
  • Com o resultado, o índice fechou outubro em
    baixa de 0,69% e chegou ao terceiro mês seguido de queda.

Laureate

A Ânima e a Ser informaram na sexta-feira (30/10) que chegaram em um
acordo junto à Laureate para extinguir os processos judiciais e arbitrais nos
quais as companhias estavam envolvidas.

  • Segundo o acordo firmado, as empresas reconheceram o direito da Ser de receber os R$ 180 milhões referentes ao pagamento rescisório.
  • Nesse sentido, a Ser poderá receber o pagamento em dinheiro ou 100% das sociedades mantenedoras das instituições Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) e Centro Universitário Guararapes (UNIFG).
  • Além disso, a Ânima concedeu à Ser a opção de compra de 100% das quotas das sociedades mantenedoras da UniRitter, Centro Universitário Fadergs e Centro Universitário Hermínio da Silveira.
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Coronavírus

Na segunda-feira (02/11), o Brasil atingiu o menor nível de média móvel
para novas mortes de Covid-19 desde o dia 4 de maio.

  • O resultado, divulgado pelo consórcio de
    veículos de imprensa, apontou uma média móvel de 403 novas mortes diárias nos
    últimos sete dias. Em 4 de maio, o valor chegou a 396.
  • O resultado representa uma queda de 26% em relação
    à média de 14 dias atrás.
  • Apenas o estado de Santa Catarina apresenta
    indicativos de alta no número de mortes, de modo que os demais apresentam um
    número estável ou em queda.
  • No total, a doença já fez mais de 160 mil
    vítimas fatais e cerca de 5,55 milhões de infectados.

Políticas de crise dos bancos centrais

O que você deve saber hoje

Eleições presidenciais – EUA

A votação para presidente dos Estados Unidos da América ocorre
oficialmente hoje.

  • Concorrem ao cargo o atual presidente
    norte-americano, Donald Trump, e Joe Biden, ex-vice-presidente de Barack Obama.

Focus

O Boletim Focus será divulgado hoje.

  • O
    relatório apresenta o resultado de pesquisas e projeções de cerca de 130
    bancos.
  • Os
    resultados abrangem inflação (IPCA), PIB, taxa de câmbio e meta Selic e fornecem
    perspectivas futuras ao investidor.

Copom

Minutas
da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil
serão divulgadas hoje.

  • O comitê tem como objetivos estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa básica de juros.

Resultados trimestrais

As seguintes empresas divulgarão hoje seus
resultados do terceiro trimestre de 2020:

  • BB
    Seguridade (BBSE3).
  • Marcopolo
    (POMO3/POMO4).
  • Iochpe-Maxion
    (MYPK3).
  • IRB Brasil (IRBR3).
  • Itaú Unibanco (ITUB3/ITUB4).
  • Minerva (BEEF3).
  • Movida (MOVI3).
  • Porto Seguro (PSSA3).
  • TIM (TIMS3).


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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Fundos ESG: o que é como funcionam esses fundos de investimento

Existe uma possibilidade, cada vez mais popular no mercado financeiro, de investir em fundos de ações de empresas social e ambientalmente responsáveis: os Fundos ESG.

Os Fundos ESG aparecem como uma ótima alternativa dentro do mundo dos investimentos, tanto como opção mais interessante em relação ao impacto gerado ao ambiente, assim como o grande potencial de rentabilidade apresentado por esses ativos.

O que são fundos ESG?

Os fundos ESG são fundos de investimento que investem em companhias que apresentam padrões de atuação de destaque em seus setores com base nos pilares do: Meio ambiente, sociedade e governança.

Por isso, os ESG funds, como são chamados internacionalmente, são normalmente compostos por ações de empresas que contemplam os três critérios relacionados ao ambiente, ao social e à governança corporativa.

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O que é exatamente ESG?

Portanto, para entender mais a fundo o que são os fundos ESG, é necessário compreender, primeiramente, o conceito de ESG.

O critério ESG (Ambiente, social e Governança Corporativa) foi criado com o objetivo de convergir a atração de investimentos para empresas que atendessem a critérios básicos relacionados a esses três importantes pontos.

Assim, com a popularização dos fundos de investimentos ESG, seria possível atrair mais recursos para as empresas socialmente responsáveis, de acordo com os critérios utilizados como referência.

Com isso, o resultado esperado é positivo tanto para o investidor, caso empresas com esse tipo de postura se valorizarem no mercado, e para a sociedade, já que mais recursos serão destinados para empresas que geram externalidades mais interessantes no ponto de vista social.

Como funciona a composição de um Fundo ESG?

Basicamente, a composição de um Fundo ESG é normalmente realizada da mesma forma que qualquer outro fundo de ações. No entanto, neste caso, são excluídas da composição empresas que não atendam ao critério.

A empresa Vale (VALE3), por conta dos impactos ambientais causados nos desastres de Mariano e Brumadinho dificilmente poderia ser selecionada para a carteira de um Fundo ESG. A mesma lógica poderia ser utilizada para não selecionar empresas petroleiras.

No Brasil, uma referência utilizada para compreender quais empresas atendem aos critérios são os próprios índices de sustentabilidade gerados pela B3.

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Fundos ESG no Brasil

Apesar da grande popularidade mundial, para os Fundos ESG no Brasil ainda há margem para muito crescimento desse mercado. Alguns fundos ESG já estão aptos no Brasil, como é o caso do Constellation Compounders ESG FIA e dos Trend ESG Global. No entanto, as opções mais populares ainda são os ETFs que tem características ESG, como é o caso:

Índice Carbono Eficiente (ICO2)

O ICO2 é um índice composto por empresas que aceitaram adotar práticas transparentes com relação à emissão de gases efeito estufa (GEE), e que conseguem atingir as metas propostas;

Índice de Governança Corporativa (IGCT)

O IGCT é um índice composto por empresas que atendem os critérios relacionados à governança corporativa, como um bom relacionamento e responsabilidade com investidores e colaboradores, por exemplo;

Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE)

O ISE é um índice composto por empresas que atendem a critérios de sustentabilidade empresarial, como a eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa, por exemplo

Além dos 3 ETFs supracitados, ainda há a opção dos Green Bonds. Eles são títulos de renda fixa emitidos, privados ou públicos, com objetivo de arrecadar recursos para atividades sustentáveis e que gerem impactos socialmente positivos.

Esse artigo te ajudou a entender mais sobre os Fundos ESG? Então deixe dúvidas e comentários no espaço abaixo.

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O que é Grau Especulativo e sua função no mercado financeiro?

Praticamente todos os países possuem dívidas públicas que podem ser adquiridas por investidores estrangeiros. No entanto, para investir nos títulos públicos ou privados de um país, os investidores analisam se o mesmo possui grau de investimento ou grau especulativo.

É preciso, porém, não confundir grau especulativo com grau de investimento. Afinal, o primeiro é um selo dado pelo mercado financeiro para países que possuem um risco maior de dar o calote na dívida pública.

O que é grau especulativo?

Grau especulativo é uma classificação de risco considerada alta por investidores para investir em um determinado país ou empresa. A avaliação deles é baseada em notas dadas pelas agências de classificação de risco.

Normalmente o mercado financeiro leva em consideração a avaliação das três principais agências de classificação de riscos: a Fitch, Moody´s e Standard&Poor´s (S&P).

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Para dar as notas e classificar os países, essas agências enviam periodicamente técnicos para analisar as condições econômicas desses países. Então é dada uma nota ou rating como é dito no mercado financeiro.

Essa nota é a referência que o mercado terá para avaliar o risco sobre o investimento em um país bem como para a definição da taxa de juros.

Além disso, as empresas sediadas nesses países que possuem capital aberto, também são avaliadas e ganham uma nota. As notas das empresas são dadas de acordo com as características financeiras delas além da nota do país onde está a sua sede.

O que é grau altamente especulativo?

Quando um país possui um desajuste fiscal muito grande, apresentando risco de inflação, aumento da dívida pública e desvalorização da moeda, pode-se dizer que ele possui um grau altamente especulativo.

Desse modo, quando há um déficit orçamentário por muitos anos seguidos e nenhum compromisso do governo com o ajuste fiscal, a nota daquele país será rebaixada. Consequentemente as empresas que possuem sede naquele país, também.

Portanto, empresas sólidas com uma boa gestão administrativa, procuram acompanhar a política econômica do país em que possuem a sede. Isso possibilita à elas adotarem estratégias que não comprometam o grau de investimento, tornando-se empresas de risco.

Existem inclusive, fundos de investimentos que são impedidos pelos seus próprios estatutos de aplicar o capital em empresas ou países que não tenham um grau de investimento, nesse caso, os países e empresas considerados de grau especulativo.

Como funciona o rating dos países e empresas?

A classificação de risco, também conhecida como rating, é o método usado pelas agências para avaliar as empresas, bancos e países.

Desse modo, para avaliar o grau de especulação, de tempos em tempos essas agências enviam um dos seus representantes para analisar o devedor.

Assim que chegam no país que será avaliado, os representantes irão avaliar o contexto político, econômico, os impedimentos jurídicos e a expectativa do mercado interno para então dar uma definição de grau especulativo ou de investimento para ele.


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O que o grau especulativo diz?

Quando um país está trabalhando bem o gasto público e criando condições jurídicas para o investimento privado, embora ainda apresente déficit, este país pode subir para grau de investimento.

Isso acontece porque as agências estão vendo que a política fiscal adotada no presente surtirá efeitos positivos no futuro.

Por outro lado, quando o gasto público está desalinhado, os juros básicos da economia em curva crescente e a inflação em alta, o grau do país poderá ser considerado grau de especulação, demonstrando assim o risco do investimento naquele país.

Desse modo, as debêntures de grau especulativo emitidas por empresas que tenham sede nos países considerados de risco, terão menos procura por investidores, o que impossibilita muitas vezes a realização de investimentos produtivos no país.

Foi possível entender o que é grau especulativo? Deixe suas dúvidas nos comentários.


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XPFP: conheça o Índice XP de Fundos Imobiliários de Papel

Para investir bem em FIIs, sobre a luz da análise fundamentalista, é fundamental conhecer os índices financeiros desse setor. Um desses índices é o XPFP.

Com a ajuda do XPFP, e de outros índices do setor imobiliário, é possível fundamentar melhor as decisões de investimentos no mercado de fundos imobiliários.

O que é o XPFP?

O XPFP é o Índice XP de Fundos Imobiliários de Papel. Assim, este é um indicador que reflete a performance média dos fundos imobiliários que se enquadram na categoria de FIIs de papel.

Assim como o IFIX, e o próprio índice generalista da XP, o XPFI, o Índice XPFP demonstra o desempenho médio das cotações dos principais FIIs de papel negociados em bolsa.

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Além disso, é importante ressaltar que o índice é de retorno total, o que significa que, além da variação das cotações dos ativos que compõem a carteira teórica do indicador, os ajustes dos proventos distribuídos pelos fundos também influenciam sobre o valor e resultado do XPFP.

A composição do XPFP é feita de maneira quantitativa. Ou seja, o critério utilizado para determinar os pesos de cada ativo sobre o índice é o valor de mercado.

Portanto, quanto mais capitalizado foi o fundo de papel, maior será o seu peso sobre a variação do índice.

Para entender de forma completa o que é o XPFP, é fundamental, primeiramente, entender do que se trata os fundos de papel.

Fundos de papel

Os fundos de papel são um tipo de FIIs que atuam principalmente com recebíveis imobiliários.

Ou seja, são fundos compostos majoritariamente por ativos de renda fixa voltados para o setor imobiliário.

Por exemplo, um dos principais ativos que compõem as carteiras dos fundos de papel são os CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), que são interessantes ativos de renda fixa.

Composição do XPFP

Por se tratar de um índice de fundos de papel, evidentemente, a composição da carteira teórica do XPFP é feita apenas de FIIs que se enquadram nesse grupo.

Diferentes de outros índices mais generalistas, como o IFIX e o XPFI, a análise possibilitada pelo XPFP é restrita e direcionada para apenas um nicho específico (os fundos de papel).

Entre os principais fundos imobiliários que compõem o XPFP em 2020, estão:

  • KNIP11;
  • KNCR11;
  • BCFF11;
  • HFOF11;
  • HGCR11;

É importante ressaltar que, tantos os ativos como seus respectivos pesos são revistos periodicamente pela gestão da XP, a fim de preservar a qualidade analítica do indicador.


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Histórico do XPFP

Em meados de 2020, a XP investimentos lançou 3 novos índices de fundos imobiliários:

Os índices XPFP e XPFT, são específicos de nichos do mercado dos FIIs, sendo o XPFT responsável pela performance dos fundos de tijolo.

Já o XPFI é um índice generalista, que busca demonstrar o rendimento médio dos fundos imobiliários como um todo.

Caso comparado aos outros indicadores como o IFIX e o IBOV, o histórico do XPFP e sua série temporal não são suficientes para grandes análises, sobretudo de longo prazo.

É possível investir no Índice de Fundos de Papel da XP?

O XPFP é um indicador do mercado financeiro, e não um ativo que pode ser negociado por investidores.

Por isso, não é possível investir no XPFP, assim como também não é possível investir nos outros índices do mercado financeiro.

Esse artigo te ajudou a entender mais a fundo sobre o XPFP? Deixe comentários e possíveis dúvidas no espaço abaixo.


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XPFT: conheça o Índice XP de Fundos Imobiliários de Tijolo

Existem diversos índices que podem ser usados para diferentes análises no mercado financeiro. No caso dos FIIs, por exemplo, é imprescindível contar com índices como o XPFT.

Entretanto, no caso do XPFT, a sua performance demonstra o rendimento médio de um tipo específico dos fundos imobiliários.

O que é o XPFT?

O XPFT é o Índice XP de Fundos Imobiliários de Tijolo, ou seja, é um indicador que reflete performance média desse nicho específico de fundos imobiliários.

Diferente do IFIX, que contempla vários tipos de fundos imobiliários, o índice de tijolos da XP busca mostrar o desempenho médio das cotações dos principais fundos imobiliários de tijolo negociados na bolsa de valores.

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O índice XPFT é um indicador de retorno total. Em outras palavras, ele mostra a variação das cotações dos ativos que compõem sua carteira teórica em determinado período de tempo, assim como o ajuste dos proventos distribuídos pelos fundos no mesmo período.

Para entender mais a fundo o que é o XPFT e para que serve o índice, é necessário, primeiramente, entender mais a fundo o que são fundos de tijolo.

Fundos de tijolo

O fundos de tijolo é o tipo de FII que tem como principal objetivo investir em imóveis reais e gerar renda através do aluguel e/ou venda dos imóveis.

Assim, ao se falar de imóveis reais, compreende-se que se trata de imóveis físicos, que possuem endereço especificado e que tenham uma construção tangível.

Essa é uma ótima forma de aproveitar os benefícios de investimentos em imóveis sem se expor ao risco de uma baixa diversificação no investimento, já que o investimento, no caso de FIIs de tijolo, pode ser altamente diversificado e rentável.

Composição do XPFT

O XPFT, por se tratar de um índice de fundos de tijolo, tem uma composição diferente quando comparada aos índices gerais de FIIs.

Por isso, a composição do XPFT é feita apenas, evidentemente, pelos fundos imobiliários que se enquadram nas características que determinam um fundo de tijolo.

Além disso, esse índice é composto de forma quantitativa, ou seja, quanto maior o valor de mercado do fundo, maior o peso da sua cotação sobre o indicador.

Entre os principais fundos de tijolo que fazem parte da composição do XPFT em 2020, estão:

  • KNRI11;
  • BBPO11;
  • HGLG11;
  • BRCR11;
  • JSRE11;

É importante destacar que a XP investimentos reavalia a composição e a ponderação da carteira teórica do XPFT a cada quatro meses, a fim de manter a credibilidade e qualidade analítica do índice.


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Histórico do XPFT

No decorrer do ano de 2020, a XP investimentos lançou 3 novos índices para análise de fundos imobiliários:

Além do XPFT, direcionado para os fundos de tijolo, existe o XPFI, que é um índice generalista dos FIIs, e o XPFP, voltado para os fundos de papel.

Caso comparado ao IBOV e ao próprio IFIX, o histórico do XPFT não permite grandes análises do mercado de FIIs, principalmente de longo prazo.

É possível investir no índice de fundos de tijolo da XP?

O XPFT é um índice do mercado financeiro. Ou seja, não é um ativo que pode ser negociado livremente no mercado.

Logo, é possível concluir que não é possível investir no XPFT, assim como também não é possível investir nos demais índices da XP.

Vários índices possuem ETFs atrelados ao seu resultado, possibilitando ao investidor a opção de ter seus rendimentos iguais à determinados índices.

Esse artigo te ajudou a entender mais sobre o XPFT? Deixe comentários e dúvidas no espaço abaixo.


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ETFs ESG: o que é e como investir nos fundos de índices sustentáveis?

Os ETFs são opções de investimento que vem ganhando bastante espaço dentro do cenário de investimentos brasileiro. Dentre os diversos tipos de ETFs disponíveis, um deles chama a atenção devido ao seu critério de seleção de ativos: os ETFs ESG.

Devido ao grande destaque que os critérios ESGs vem tendo atualmente, vale a pena conhecer os ETFs ESG, entender o que os diferencia dos demais e quais são as opções disponíveis no mercado nacional.

O que são ETFs ESG?

Os ETFs ESG são fundos de índice que possuem ativos considerados ESG na composição de suas carteiras teóricas.

Esses ETFs ganharam grande destaque já que muitos acreditam que esse tipo de investimento tem muito potencial para o futuro.

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O que exatamente é ESG?

Para compreender melhor o argumento que esse tipo de ETF tem teoricamente impactos positivos nas sociedade, é importante entender fundamentalmente o que significa ESG e o que são ETFs.

ESG é a sigla utilizada para representar “Enviromental, Social and Corporate Governance”, que pode ser traduzido livremente como Ambiente, Social e Governança Corporativa.

Basicamente, a sigla representa critérios que as empresas devem atingir para serem “sinalizadas” como empresas social e ambientalmente responsáveis.

Portanto, é possível identificar que, como a criação do critério, há um maior destaque para empresas que trazem impactos positivos para a sociedade.

Muitas pessoas acreditam que o futuro do mercado financeiro será destinado apenas a empresas que atendam, ao menos, ao básico de cada um dos critérios (ambiente, social e governança corporativa).

Os fundos de índices são opções interessantes entre os fundos de investimentos. Quer saber tudo que precisa para investir bem em fundos de investimento? Então baixe o Ebook Investindo em Fundos de Investimento, elaborado pela Suno Research.

Quais são os ETFs ESG disponíveis no Brasil?

O mercado financeiro ESG ainda tem muito espaço para desenvolvimento no Brasil. Ainda não existem ETFs considerados totalmente ESG no Brasil.

No entanto, já é possível ver no mercado nacional sinais de influência da tendência mundial de valorização de empresas socialmente responsáveis.

A principal bolsa de valores do Brasil, a B3, negocia 3 ETFs que tem certa relação com sustentabilidade empresarial, governança corporativa e meio ambiente.

Os 3 principais ETFs  negociados no Brasil, são:

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ECOO11

Conjuntamente, o BNDES e a B3, criaram o ICO2 (Índice Carbono Eficiente), visando estimular a luta contra o aquecimento global.

Por isso, o ICO2 é composto por ações de companhias que aceitaram adotar práticas transparentes em relação a suas emissões de gases efeito estufa (GEE).

O ECOO11, por sua vez, é o ETF que tem o resultado atrelado a performance do índice ICO2.

GOVE11

O GOVE11 é um ETF negociado em bolsa que tem a rentabilidade atrelada ao IGCT (Índice Governança Corporativa Trade).

Portanto, a composição do ETF GOVE11 é feita apenas com as companhias listadas na bolsa que atendem aos critérios estabelecidos pela B3 relacionados a governança corporativa.

ISUS11

Por fim, atrelado ao Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), existe a opção do ETF ISUS11.

Assim como o ECOO11 e o GOVE11, o ISUS11 é considerado um ETF ESG, já que estabelece critérios relacionados a sustentabilidade empresarial.

Portanto, para fazer parte da composição do ISUS11, as empresas são analisadas sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, equilíbrio ambiental, justiça social e eficiência econômica.

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