quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Análise de ações: quais são os principais métodos de análise?

Com a taxa básica de juros da economia em patamares tão baixos, a procura por investimentos mais atrativos, inclusive na bolsa de valores, vem se tornado o principal foco do investidor. Contudo, fazer análise de ações ainda é uma dúvida recorrente entre os novos participantes.

Para fazer uma boa análise de ações é importante conhecer quais são os principais métodos utilizados no mercado e entender principalmente as diferenças entre a análise fundamentalista e análise técnica.

Como fazer análise de ações?

Aprender a fazer análise de ações é um dos
passos principais de todo investidor iniciante no mercado financeiro. Isso
porque, na renda variável existe a possibilidade de aumentar o patrimônio e se
tornar sócio de grandes empresas.

Neste sentido, existem duas estratégias que podem ser utilizadas para aprender como analisar uma ação: a análise fundamentalista e a análise técnica.

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O que é a análise fundamentalista?

A análise fundamentalista é um estudo que avalia os fundamentos das empresas de capital aberto listadas na Bolsa de Valores. O principal objetivo da análise fundamentalista é encontrar o preço justo das ações através dos múltiplos e indicadores.

Além disso, é considerado o cenário econômico e setorial da companhia e também os possíveis desafios financeiros. Desta maneira, o investidor pode definir perspectivas sobre o papel e realizar uma análise de ações a fim de verificar se faz sentido investir. 

Assim, com o foco no longo prazo, o investidor deve observar alguns fundamentos como: previsibilidade, histórico, gestão e outros indicadores.

Principais múltiplos da
análise fundamentalista

Os indicadores são essenciais na hora de fazer
uma análise fundamentalista de ações.
Os principais são:

  • P/L – Índice Preço da ação/ Lucro por ação;
  • P/VPA – Preço da ação / Valor Patrimonial da Ação;
  • Ev / Ebitda – Valor de mercado das ações + dívidas / Resultado operacional da companhia + depreciação e amortização.

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Quais são as vantagens da análise fundamentalista?

Essa estratégia de como analisar ações ajuda o investidor encontrar papéis que estão sendo negociados abaixo do seu valor intrínseco.

Pois, é possível traçar cenários e perspectivas da empresa de acordo com modelos macroeconômicos e microeconômicos, além de buscar identificar o valor justo da companhia.

Neste caso, não é necessário passar o dia inteiro em frente ao home broker ou se estressar com as oscilações diárias.

Contudo, é interessante acompanhar trimestralmente os balanços divulgados pela companhia e optar pela diversificação.

O que é a análise técnica?

A análise técnica é um estudo que observa os movimentos do mercado com o intuito de obter informações através do uso de gráficos.

Essa metodologia é muito utilizada por investidores quem praticam day trade ou swing trade. Em síntese, os traders buscam identificar eventuais oportunidades – compra e venda de ativos na Bolsa de Valores.

Dessa forma, análise técnica de ações usa o histórico passado para tentar estimar tendências de preço e movimentos de forma antecipada. Assim sendo, os traders tomam decisões dentro de um intervalo de curto prazo, dias ou semanas.

Principais indicadores da
análise técnica

Os indicadores gráficos são
utilizados como um guia para tomada de decisão. Os principais são:

  • Médias móveis;
  • Indicadores de tendência;
  • Indicadores de volatilidade
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Vale a pena utilizar a análise técnica?

Os investidores que utilizam a análise de ações com o uso de gráficos buscam encontrar as melhores oportunidades no curto prazo. Para isso, eles podem usar algoritmos e modelos próprios a fim de auxiliar na tomada de decisão.

Contudo, a análise técnica pode conter diversos riscos e apresentar falhas. Segundo um estudo divulgado pela FGV, a maior parte das pessoas que praticam day trade perdem dinheiro com essa estratégia. Afinal, encontrar padrões e prever movimentos de mercado é uma tarefa insustentável no longo prazo.

Desvantagens da análise técnica

Existem inúmeras desvantagens de utilizar a análise técnica como método de análise de ações. Em resumo, os principais são:

  • Elevado nível de estresse;
  • Aleatoriedade dos ativos no curto prazo;
  • Necessidade de acompanhar o mercado diariamente;
  • Alto custo de corretagem e emolumentos;
  • Pagamento de imposto de renda.

Qual o melhor método de análise de ações ?

A análise fundamentalista é o melhor método de análise de ações, principalmente para o investidor de longo prazo que deseja se tornar sócio de companhias com bons fundamentos e se beneficiar de uma possível valorização do papel.

Deste modo, a análise fundamentalista busca avaliar os indicadores para encontrar empresas com boa previsibilidade, gestão, histórico e potencial de crescimento. Além disso, o investidor pode participar da distribuição de dividendos ao longo dos anos.

Já a análise técnica costuma apresentar diversos riscos. Em geral, poucos investidores conseguem obter lucro utilizando essa estratégia. É preciso ficar atento, pois rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro.

Por fim, a melhor forma de fazer uma boa análise de ações é investir em conhecimento. Procure fontes confiáveis e se surgir dúvidas busque apoio profissional.

Conseguiu entender tudo sobre análise de ações? Deixe suas dúvidas nos comentários abaixo.

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Índices americanos: conheça os principais índices dos EUA

O mercado financeiro está repleto de oportunidades de investimento, inclusive para quem deseja investir no exterior. Para isso, é o ideal é conhecer os índices americanos e suas características.

Para o investidor que deseja montar uma carteira diversificada em ativos em dólar, é necessário conhecer os principais índices americanos, como o Índice S&P 500, Índice Dow Jones, Índice NASDAQ Composite, Índice NASDAQ 100, entre outros.

O que são índices americanos?

Os índices americanos são uma série de indicadores que reúnem as principais ações negociadas no mercado americano. Funcionando como um termômetro do mercado financeiro mundial, com os índices americanos os investidores podem apostar na alta ou na queda do índice e se proteger contra possíveis oscilações dos preços.

Assim, os índices americanos são conhecidos como um conjunto de ações que engloba os principais papéis negociados nas bolsas de valores dos Estados Unidos. Além disso, eles são comercializados em um ambiente chamado mercado futuro, podendo ser adquiridos como um contrato (cheio) ou mini contrato.

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Quais são os principais índices americanos?

Em síntese, os principais índices americanos são:

  • S&P 500;
  • Dow Jones (DJIA);
  • Nasdaq Composite;
  • Nasdaq 100.

S&P 500

O S&P 500 index – Standard & Poor’s 500 Index – é um dos principais índices do mercado financeiro global. Ele foi criado pela Standard & Poor’s em 1957 com o propósito de representar o desempenho das 500 maiores companhias de capital aberto listado nas bolsas americanas NYSE e Nasdaq.

Contudo, apesar de englobar uma gama de papéis, cada um deles apresenta um peso diferente dentro da metodologia do índice. Assim, as principais empresas que fazem parte do S&P 500 são:

  • Microsoft;
  • Apple;
  • Amazon;
  • Facebook;
  • Berkshire Hathaway;
  • Walt Disney;
  • Coca Cola;
  • McDonald’s;
  • Nike.

Em seguida, é possível observar a evolução do índice S&P 500 nos últimos cinco anos através do gráfico:

s&p 500

O índice americano S&P 500 é considerado um benchmark, não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. Além disso, é classificado como termômetro do mercado e abrange diversos setores e segmentos da economia americana.

Dow Jones (DJIA)

Em resumo, o Índice Dow Jones representa um indicador do mercado de ações que avalia as 30 grandes empresas registradas na Bolsa de Nova York e um dos principais índices do mundo.

O nome oficial deste índice de ações é Dow Jones Industrial Average. Ele foi criado em 1896 pelo jornal The Wall Street Journal, o qual realiza o cálculo e a seleção dos ativos até hoje.

Dentre as principais empresas que fazem parte do índice Dow Jones, se destacam principalmente:

  • Apple;
  • McDonald’s
  • Microsoft
  • Walmart
  • The Coca Cola
    Company

Assim sendo, veja a performance do índice americano Dow Jones no intervalo de 5 anos:

dow jones

Vale ressaltar que o índice americano Dow Jones é acompanhado mundialmente, bem como é utilizado como referencia para diversas operações como contratos futuros, derivativos e fundos de investimento.

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Nasdaq Composite

O NASDAQ Composite também é um dos índices americanos mais conhecidos no mercado financeiro. Ele é considerado um indicador de performance do setor de tecnologia de maneira geral.

Além disso, o índice Nasdaq Composite é composto por mais de 3.300 ações ordinárias que são negociadas na própria Nasdaq. Contudo, parar poder ser integrado no cálculo do índice, o ativo precisa pertencer as seguintes modalidades:

  • Ações Ordinárias;
  • ADRs;
  • REIT;
  • Ações de Juros
    Benéficos (SIBs);
  • Estoques de
    rastreamento;
  • Interesses em
    parcerias limitadas;

Entretanto, os investimentos como ações preferenciais, títulos derivativos, fundos fechados e fundos negociados na bolsa de valores, não podem fazer parte da composição desse índice.

Nesse sentido, no gráfico abaixo é possível observar o desempenho do índice Nasdaq Composite em 5 anos:

nasdaq composite

Nasdaq 100

O Nasdaq 100 também é considerado um dos índices americanos mais
importantes do mundo. Ele surgiu em 1985 e é composto pelas 100 maiores
empresas não financeira com ações negociada dentro da Nasdaq.

Na composição é considerado o valor de mercado das empresas e consequentemente sua representatividade no índice. O índice Nasdaq 100 é formado principalmente pelo desempenho das maiores companhias de tecnologia americana, como as famosas FAANG: Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google.

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Em síntese, para fazer parte dos critérios aceitos pelo índice é necessário cumprir com as seguintes características:

  • Não pertencer ao
    setor financeiro;
  • Ser negociado na
    Nasdaq;
  • Não estar em
    recuperação judicial;
  • Apresentar uma média
    diária de negociação acima de 200 mil ações;

Além dessas, existem outras
empresas que são bem conhecidas e fazem parte do índice como: Netflix, Colgate
e Kraft-Heinz.

Veja a evolução do índice Nasdaq 100 nos últimos 5 anos:

nasdaq 100

Em resumo, o fato é que, os índices americanos representam o desempenho das maiores companhias de capital aberto negociadas na bolsa de valores dos Estados Unidos. E por isso, simboliza um importante benchmark para todos que acompanham o mercado financeiro.

Como investir em índices americanos?

Investir nos índices americanos pode ser fácil e acessível – diferente do que muitos imaginam. Ou seja, é possível se expor ao dólar e ao S&P 500, por exemplo, através dos ETFs IVVB11 e SPX11. Eles estão disponíveis na Bolsa de Valores Brasileira, B3, deste modo, o investidor não precisa morar fora ou abrir conta no exterior.

Outra forma de investir índices americanos diretamente é encontrar uma instituição financeira que faça esse tipo de operação. Dessa forma, confira os serviços oferecidos e taxas cobradas.

Em seguida:

  • Abra conta na instituição financeira
  • Transfira o valor desejado
  • Acesse o home broker
  • Encontre os índices americanos na plataforma
  • Realize a ordem de compra

Ou seja, com essas opções o investidor pode montar uma carteira de investimentos diversificada e se expor ao dólar – moeda mais forte do mundo.

Ficou com mais alguma dúvida a respeito do índice americano? Comente abaixo!

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Radar do Mercado: Marfrig (MRFG3) reporta crescimento de 571% no lucro líquido

A Marfrig Global Foods anunciou seu resultado do terceiro trimestre de 2020. A companhia – que faz parte do setor de alimentos, especializada em carne bovina –, informou que o 3T20 foi marcado por uma recuperação gradativa na indústria de proteínas.

Nos EUA, o volume de animais abatidos no 3T20 foi de 6,6 milhões de cabeças, volume próximo ao do 3T19 e 18,5% superior ao de 2T20. Por outro lado, no Brasil, o volume de abates do 3T20 foi 12% inferior ao do mesmo período do ano passado, e observou-se um crescimento de 4% em relação ao 2T20.

A receita líquida da Marfrig alcançou R$ 16,8 bilhões no trimestre, obtendo um crescimento de 32% versus o 3T19. Já se comparado com o trimestre passado, a receita teve uma queda de 11%.

Seu Ebitda ajustado foi de R$ 2,19 bilhões no 3T20 – um crescimento de 47% ante o 3T19. Por sua vez, a margem Ebitda foi de 13%, um aumento de 1,2 p.p. em relação ao 3T19.

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Aos separarmos seus resultados geograficamente, observamos uma receita líquida de US$ 2,24 bilhões em sua operação na América do Norte, que representa 72% de sua receita líquida total. Já seu Ebitda ajustado na América do Norte foi de US$ 321 milhões, com margem de 14,4%.

No que tange à sua operação na América do Sul, a Marfrig apresentou um recorde de receita líquida: R$ 4,79 bilhões no 3T20. Seu Ebitda ajustado foi de R$ 505 milhões, com margem de 10,5%.

Dessa maneira, observamos que as operações da Marfrig são bastante dolarizadas, tendo apresentado 89% de sua receita líquida em dólar no 3T20. Isso tornou um benéfico para a companhia, tendo em vista as cotações atuais do dólar.

Além disso, observamos um crescimento de 571% no lucro líquido da Marfrig entre 3T19 e 3T20, com R$  674 milhões de lucro no último trimestre. No mesmo período do ano passado, o lucro líquido registrado havia sido de aproximadamente R$ 100 milhões.

Por fim, vale ressaltar que a Marfrig apresentou seu menor nível de alavancagem financeira histórica no 3T20, com uma relação dívida líquida/Ebitda ajustado proforma de 1,68x em dólares e de 1,88x em reais.

Para saber mais sobre os resultados de outras empresas, clique aqui e confira a agenda completa de resultados do terceiro trimestre de 2020 (3T20).


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Morning Call: Influencers, Vendas no varejo, Investidores estrangeiros, Serviços e Resultados trimestrais

“A medida da inteligência é a capacidade de mudança.”

– Albert Einstein

Gráfico do dia

Composição da receita do Ant Group

O que aconteceu nas últimas 24
horas?

Influencers

Na quarta-feira (11/11), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) se
manifestou em relação à atuação de pessoas nas redes sociais no que tange à
suposta oferta de serviços profissionais que dependem de registro na
instituição.

  • Segundo a Autarquia, o analista de valores
    mobiliários é a pessoa que, em caráter profissional, elabora relatórios de
    análise destinado à publicação, divulgação ou distribuição a terceiros, ainda
    que restrita a clientes.
  • “Grifamos o termo ‘em caráter profissional’ para
    destacar que somente as pessoas que atuam com esse cunho é que necessitam de credenciamento
    para o exercício da atividade de analista de valores mobiliários”, afirmou
    Daniel Maeda, superintendente de relações com investidores institucionais.
  • A área técnica da CVM destacou que avisos como
    “não se trata de recomendação de investimento” não são suficientes para
    descaracterizar o serviço de análise de valores mobiliários, sendo a linguagem
    utilizada um dos parâmetros avaliados para verificar se há serviço profissional
    prestado.
  • A instituição ainda destacou que utilizar as
    redes sociais para se manifestar sobre valores mobiliários é uma infração
    administrativa, ainda que em caráter não profissional, com o objetivo de criar
    condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários,
    manipulação de preço e uso de práticas não equitativas, visando a auferir
    vantagem para si ou para terceiros.

Vendas no varejo

De acordo com uma publicação divulgada na quarta-feira (11/11) pelo
IBGE, as vendas no varejo cresceram 0,6% em setembro na comparação com o mês de
agosto.

  • O resultado configura a quinta alta consecutiva do índice, mas veio abaixo das expectativas do mercado.
  • Das oito atividades pesquisadas, cinco tiveram alta de agosto para setembro.
  • No acumulado do ano, o varejo zerou as quedas e atingiu a estabilidade (0%).
  • Por outro lado, no acumulado de 12 meses, houve um aumento de 0,9%.
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Investidores estrangeiros

A B3 comunicou na quarta-feira (11/11) que os investidores estrangeiros
ingressaram com R$ 4,5 bilhões na bolsa de valores brasileira na segunda-feira
(09/11).

  • Segundo a série histórica compilada pelo
    Broadcast, do Grupo Estado, o valor foi o maior em um único dia, em termos
    nominais, desde 2007.
  • No dia, o Ibovespa teve uma forte valorização de
    2,57%, impulsionado pelas eleições americanas e pelos bons resultados com o
    desenvolvimento da vacina contra a Covid-19.
  • No entanto, no ano, os estrangeiros retiraram
    cerca de R$ 77,1 bilhões do mercado brasileiro, naquela que ainda é a maior
    retirada da história do mercado à vista.

Percentual de crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2020 em países selecionados

O que você deve saber hoje

Serviços

O índice
de crescimento do setor de serviços brasileiro – mensal e anual – será
divulgado hoje.

Resultados
trimestrais

As seguintes empresas
divulgarão hoje seus resultados do terceiro trimestre de 2020:

  • Trisul
    (TRIS3).
  • Light
    (LIGT3).
  • Bradespar
    (BRAP3/BRAP4).
  • Cosan
    Logística (RLOG3).
  • Eneva
    (ENEV3).
  • Ferbasa
    (FESA3/FES4).
  • Simpar
    (SIMH3).
  • Sul
    América (SULA11/SULA3/SULA4).
  • Oi
    (OIBR3/OIBR4).
  • Banco
    Inter (BIDI11/BIDI4/BIDI3).
  • B3
    (B3SA3).
  • BRMalls
    (BRML3).
  • C&A
    (CEAB3).
  • Centauro
    (CNTO3).
  • Cyrela
    Realty (CYRE3).
  • Eztec
    (EZTC3).
  • Natura
    (NTCO3).
  • Inter
    Construtora (INNT3).
  • Vivara
    (VIVA3).
  • Energisa
    (ENGI11/ENGI3/ENGI4).
  • Alliar
    (AALR3).
  • Copel
    (CPLE3/CPLE5/CPLE6).
  • CSU
    Cardsystem (CARD3).
  • Mills
    (MILS3).
  • Moura
    Dubeux (MDNE3).
  • Randon
    (RAPT3/RAPT4).
  • Springs
    (SGPS3).
  • Unicasa
    (UCAS3).
  • RNI
    (RDNI3).
  • CR2 (CRDE3).
  • Terra
    Santa (TESA12/TESA3).


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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Event Driven: entenda como funciona essa estratégia

Alguns fundos de investimento tem como estratégia principal o Event Driven.

O Event Driven é uma estratégia que já é conhecida há muito tempo na Europa e nos Estados Unidos. Porém, nos fundos de ações brasileiros ela ainda é recente.

O que é o Event Driven?

Event Driven é uma estratégia que consiste na negociação de ações de empresas que estão em processo de fusões e aquisições (M&A).

Sendo assim, as ações passam a compor os fundos de investimentos Event Driven após o processo de aquisição ou de fusão estar perto de acontecer.

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Com isso, ganha-se aquela gordura que existe entre o preço atual da ação na Bolsa e o preço que de fato ela será vendida.

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Como é desenvolvida a estratégia Event Driven?

Essa estratégia é desenvolvida tendo como base a análise fundamentalista de alguns setores econômicos.

Dependendo da situação pode existir uma disparidade grande de preços de empresas do mesmo setor. Isso pode oferecer uma oportunidade de compra para aquele determinado ativo.

Sendo assim, o processo de investimentos é focado em análise fundamentalista microeconômica. Porém, em algumas situações também são usados elementos de análise macroeconômica.

Por que essa estratégia é pouco difundida no Brasil?

No Brasil essa estratégia ainda é pouco difundida, porque para entendê-la é preciso que o gestor tenha vivenciado este mercado.

Desse modo, ele precisa conhecer os detalhes de cada legislação dos países onde está investindo, além de outros fatores.

A primeira corretora a trabalhar com essa estratégia foi a Leste Investimentos.

Ela administra o fundo “Leste Global Event Driven FIC FIM” que foi criado no mês de dezembro de 2016.

Daniel Dupont, gestor do fundo, aplica essa estratégia há mais de dez anos no mercado. O gestor passou a ter contato com ela quando trabalhava no Lehman Brothers.

Ele passou então a replicar a estratégia na Europa e também no BTG. E ao voltar para o Brasil, passou a aplicá-la no Itaú BBA.

No ano de 2014, juntamente com Emmanuel Herman, ele fundou a Leste Global, e continuou aplicando essa mesma estratégia, ajudando a difundir essa estratégia no Brasil.

Além disso, o mercado de fusões e aquisições ainda é menos desenvolvido que o de outros países, o que pode dificultar o desenvolvimento desse tipo de estratégia no Brasil

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Quais são os fundos Event Driven existentes no Brasil?

No Brasil existem alguns Event Driven Funds. Um dos mais conhecidos é o fundo NW3 que é administrado pelo BTG Pactual.

Além dele, também existem os fundos Polo I FIC FIA, Polo Norte I FIC FIM, Polo II FIC FIA e o Leste Global Event Driven FIC FIM.

Grande parte desses fundos tiveram um desempenho melhor que o CDI no longo prazo e podem ser um bom investimento. No entanto, o investidor interessado nesse tipo de investimento deve estudar especificamente cada fundo e entender se faz sentido para sua própria estratégia de investimentos.

Foi possível entender o que são fundos Event Driven? Deixe o seu comentário, sua sugestão e compartilhe este artigo com seus amigos nas redes sociais.

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Valor extrínseco: entenda o que é e o seu significado

Quando se decide investir em um ativo é necessário avaliar o potencial da empresa. No entanto, só isso não basta. É preciso também considerar o seu valor extrínseco.

O valor extrínseco é muito usado nas opções de ações, onde se avalia qual a expectativa da valorização daquele ativo no tempo.

O que é valor extrínseco?

Valor extrínseco é um valor que vem do externo para um determinado objeto, pessoa, ou elemento. Este conceito é muito usado no mercado financeiro seguindo a mesma lógica.

Dessa forma, este termo é usado para se referir ao valor no tempo de um investimento. Principalmente no que se refere à ações e ao mercado de opções.

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Alguns investidores chamam esse valor de valor de expectativa no mercado financeiro, pois de certo modo, ele representa a expectativa de valor de um ativo.

O que significa extrínseco?

O valor extrínseco de um ativo ou valor no tempo de uma ação refere-se ao risco envolvido no tempo de exposição do capital.

Esse valor pode ser aplicado como metodologia inclusive para se medir o nível de incerteza que um determinado ativo traz para o investidor.

Nesta metodologia, quanto maior for o valor extrínseco de uma ação maior será o seu risco visto que há mais incertezas na confiança dessa ação.

Por outro lado, quanto menor for esse valor, menor também será o risco que envolve o investimento naquela determinada ação.

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O que interfere na definição desse valor?

Por se tratar de um valor externo, a sua definição está relacionada ao ambiente externo do cenário econômico.

Portanto, o que define esse valor é a maneira como os investidores enxergam o potencial de um determinado ativo durante o tempo.

Este aspecto sofre uma interferência direta do risco de oportunidade. Ou seja, as oportunidades que deixam de ser abraçadas no momento em que o capital estiver empregado.

Como é esse valor no mercado de opções?

No mercado de opções esse valor segue a avaliação e mensuração de riscos versus a expectativa de crescimento e de lucro de uma opção.

Sendo assim, o cálculo do valor extrínseco é diretamente relacionado ao valor intrínseco. Enquanto o valor intrínseco vai medir o potencial interno da empresa, o extrínseco medirá o risco e o tempo.

A somatória desses dois tipos de valores de um ativo financeiro é que irão representar o prêmio de uma determinada opção.

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O Valor extrínseco é mais importante que o valor intrínseco?

Os valores intrínsecos e extrínsecos possuem cada um a sua importância. Por isso, não há como afirmar qual deles seja o melhor a ser analisado.

O que é preciso é procurar desenvolver ferramentas que façam ambos se complementarem para uma tomada de decisão.

Se por um lado o valor extrínseco vai considerar o valor do tempo de um ativo avaliando a interferência do cenário externo, o valor intrínseco irá se relacionar com os aspectos internos.

Por exemplo, considerando a Petrobrás. O valor extrínseco será medido pela capacidade do setor petrolífero crescer no futuro enquanto que o valor intrínseco será o potencial dessa empresa acompanhar o crescimento deste mercado.

Dessa forma, é necessário que o investidor use métricas para encontrar oportunidades no mercado financeiro que tenham uma boa expectativa futura.

Foi possível entender o que é valor extrínseco? Deixe suas dúvidas nos comentários abaixo.

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Onde investir R$50 mil e obter os melhores resultados?

Com a taxa Selic em patamares baixos, buscar alternativas além da poupança para investir R$50 mil é essencial. Afinal de contas, é interessante buscar investimentos que rendem acima da taxa de juros.

Grande parte dos brasileiros não sabem investir e é possível que você mesmo não tenha esse conhecimento. Por isso, neste artigo separamos os principais tipos de investimentos para quem deseja investir R$50 mil.

Onde investir R$50 mil?

A verdade é que quase todo mundo tem dúvidas na hora de investir. Sim, isso é mais comum do que você imagina. Mas existem alguns investimentos que considero interessantes para quem deseja, por exemplo, investir R$50 mil em 2021.

Quer ver? Vou te dar alguns exemplos:

Minicurso: Investindo no Tesouro Direto

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Tesouro Direto 

Você já ouviu falar do Tesouro Direto? Ou Tesouro Selic?

Se você já é um investidor, mesmo que iniciante, com certeza ouviu falar sobre esse tipo de investimento.  

Em resumo: o Tesouro Direto é um programa criado pelo Tesouro Nacional junto à B3 (Bolsa de Valores Brasileira) que permite investir em títulos públicos federais.

O mais conhecido deles é o Tesouro Selic.

O Tesouro Selic é um investimento ideal para quem está começando ou formando sua reserva de emergência.

Entre as vantagens, elenco:

  • Baixo risco;
  • Acessível aos pequenos investidores;
  • Alta liquidez (resgate fácil).

Minha dica é: busque entender se esse tipo de investimento se encaixa no seu perfil de risco e seus objetivos.

E lembre-se que o ideal é resgatar o valor investido apenas no vencimento.

Fundos Imobiliários (FIIs)

Há quem diga que comprar imóveis é a melhor opção de investimento. Porém, eu sou do time que prefere investir em fundos imobiliários.

Sabe por quê?

Os Fundos imobiliários são uma forma fácil e acessível de investir R$50 mil no setor de imóveis. Eles são distribuídos em cotas e negociados na Bolsa de Valores.

Assim, os valores captados são utilizados para comprar participações em shoppings, prédios comerciais, galpões logísticos e outros.

Existe um crescente interesse por essa modalidade de investimento. Aliás, ainda tem muita margem para crescer!

Além disso, os FIIs costumam apresentar uma boa relação entre risco e retorno. Assim, é possível encontrar fundos imobiliários com um prêmio atrativo considerando os riscos.

Dito isso, aqui estão algumas vantagens dos fundos imobiliários (FIIs):

  • Distribuição de dividendos;
  • Isenção de imposto de renda no aluguel;
  • Acessível aos pequenos investidores;
  • Diversificação da carteira;
  • Possibilidade de valorização das cotas.

Contudo, cabe dizer que é importante verificar se este tipo de investimento é adequado para o seu perfil de risco antes de investir R$ 50 mil (ou pelo menos uma parte deles) em FIIs. 

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Fundos de Investimento

 Agora, vamos falar sobre os fundos de investimento.

 Eles são uma alternativa para quem já formou a reserva de emergência ou deseja diversificar sua carteira de investimento.

Afinal, esse tipo de investimento costuma agradar muitos investidores. Dos conservadores aos mais arrojados.

Em resumo: um fundo de investimento é uma espécie de ‘’condomínio’’. Neste local, os recursos são reunidos para ser aplicado em ativos do mercado financeiro.

Assim, a soma de todo capital forma o patrimônio do fundo. E as decisões são feitas por um profissional (gestor) de acordo com as políticas e regras pré-estabelecidas.

Os Fundos de Investimentos mais comuns se encaixam em três categorias: fundos de renda fixa, fundos de ações e fundos multimercado.

Dentro dessas opções existem diversas oportunidades, cada uma no seu respectivo segmentos.

Veja: separei algumas características que devem ser levados em conta, principalmente se você desejar investir R$50 mil em Fundos de Investimentos:

  • Taxas de administração;
  • Taxa de performance;
  • Gestores e política de investimento;
  • Benchmark;
  • Imposto de renda;
  • Come-cotas. 

Lembrando que, esses critérios precisam ser considerados na hora de investir R$50 mil. Não os deixe de lado.

Dito isso, vamos para o próximo tipo de investimento que você pode alocar uma parte do seus 50 mil reais.

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Exchange Traded Fund (ETFs)

O ETF é uma modalidade de investimento que tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil.

Você já ouviu falar dele?

O ETF é um fundo negociado na Bolsa de Valores que normalmente tem como o objetivo replicar a performance de um índice.

Assim, por meio dele é possível investir em moedas, ações, índices de mercado, commodities, títulos de renda fixa e outros.

Portanto separei algumas vantagens dos ETFs:

Destaco que os ETFs são uma excelente alternativa de se expor ao dólar, moeda mais forte do mundo, e acessar as maiores empresas de capital aberto negociadas nos EUA.  

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Ações

Nossa próxima opção para diversificar o seu investimento de 50 mil reais são as ações.

As ações são um produto de investimento emitido por empresas de capital aberto na Bolsa de Valores, também conhecidas como S/A, Sociedades Anônimas.

Este investimento é indicado para quem quer se tornar sócio de grandes companhias.

Assim, destaco as principais vantagens das ações:

  • Potencial de boa rentabilidade – principalmente no longo prazo;
  • Distribuição de dividendos;
  • Acessível aos pequenos investidores;

Se você deseja investir R$50 mil em ações é importante montar uma boa carteira de ativos, principalmente com o foco no longo prazo.

Agora, veja a evolução do CDI conta o IBovespa de 2015 a 2020:

investir R$50 mil
Fonte: Economática
Linha vermelha – Ibovespa – Benchmark do mercado de ações.
Linha amarela – CDI Acumulado – Benchmark de renda fixa.

Dá para perceber a importância de ter uma carteira diversificada – inclusive com ativos de renda variável, como ações.

Afinal, essa estratégia é a responsável pelo resultado final do investidor.

As pessoas geralmente não diversificam parte do seu portfólio em ações por achar serem muito arriscadas.
O maior risco nesse caso é não correr risco.
Deixar todos os ovos em uma cesta nunca é a decisão mais inteligente.

Tiago Reis

Quanto rende investir R$50 mil na poupança?

Sem dúvida um dos investimentos mais populares entre os brasileiros é a poupança.

Mas antes de verificar quanto rende R$50 mil na poupança é necessário entender como essa modalidade funciona.

Quando a taxa Selic está acima de 8,5%, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês, somada à Taxa Referencial.

Já quando a taxa Selic está abaixo de 8,5%, o rendimento é de 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial. 

Isso significa que investir R$50 mil na poupança, em 2020 com a selic a 2% a.a, o retorno anual seria aproximadamente de 1,4% a.a.

Em outras palavras, ao aplicar R$50 mil na caderneta de poupança a rentabilidade seria equivalente a R$700 no ano ou R$ 58,33 por mês.

Parece pouco ou muito para você?

A verdade é que isso mostra a importância de conhecer a rentabilidade dos investimentos.

Meu conselho é que você busque diversificar sua carteira de investimentos.

Além disso, encontre ativos que façam sentido para seus objetivos e que respeite sua tolerância ao risco.

Quanto rende investir R$50 mil no Tesouro Direto?

Se você está formando sua reserva de emergência ou começando a investir o Tesouro Direto pode ser uma boa opção.

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Destaco alguns possíveis cenários para investir R$50 mil no Tesouro Selic.

Considerando que o resgate será apenas no vencimento (01/03/2025), e a Taxa Selic permanecerá mantida em 2% até o final do prazo.

a)  Investindo R$50 mil em 4 anos:

Valor bruto do resgate: R$ 59.030,40 (sujeito a alteração)

b)  Investindo R$50 mil em 3 anos:

Valor bruto do resgate: R$ 56.632,69 (sujeito a alteração) 

c)  Investindo R$50 mil em 2 anos:

Valor bruto do resgate: R$ 54.332,36 (sujeito a alteração)

d)  Investindo R$50 mil em 1 anos:

Valor bruto do resgate: R$ 52.142,63 (sujeito a alteração)

Deu para perceber a importância de começar a investir R$50 mil o quanto antes? Essa é a magia dos juros compostos.

O melhor momento para você começar a investir é hoje e o pior momento é deixar para amanhã.

Tiago Reis

Investir R$50 mil: qual o seu perfil?

Se você tem dúvidas sobre como investir R$50 mil, primeiro entenda qual é o seu perfil de investidor e sua tolerância ao risco.

Essa etapa é essencial.

Através do teste de perfil, também conhecido como suitability, você vai identificar quais são os investimentos ideais para sua carteira de acordo com seus objetivos.

Assim fica mais fácil de encontrar o melhor investimento para R$50 mil reais.

Vamos entender cada um deles?

Perfil conservador

É aquele que valoriza segurança – normalmente esse perfil prefere investir R$50 mil em ativos de renda fixa como tesouro direto, CDB, LCI, LCA.

Perfil moderado

Esse perfil é meio termo. Pensa na segurança, mas tem coragem de arriscar aos poucos. Em geral, a carteira de investimento é diversificada, com ativos de renda fixa e renda variável. Neste caso, os fundos de investimento podem ser uma excelente opção. Além disso, cabe acrescentar os investimentos no exterior (Stocks) e em ações americanas.

Perfil arrojado

O investidor arrojado é aquele que está disposto a correr riscos em prol de uma expectativa de retorno.

Assim, aqui chego a principal questão deste texto.

Melhor do que simplesmente buscar o perfil mais adequado, é estudar e entender cada modalidade de investimento que será realizado.

Ou seja, com esse conhecimento, você terá consciência dos riscos envolvidos e estará muito mais preparado investir.

Agora que descobriu como investir R$ 50 mil, não se esqueça de colocar em prática! E caso tenha alguma dúvida, deixe no espaço abaixo de comentários.

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O post Onde investir R$50 mil e obter os melhores resultados? apareceu primeiro em Suno Research.