segunda-feira, 27 de abril de 2020

Morning Call: Boeing e Embraer, Ibovespa, Coronavírus e Focus

“Um dia você começa. Um mês te traz resultado. Um ano te traz crescimento. Uma década te traz sucesso.” – Orange Book

Gráfico do dia

Reivindicações de desemprego por 100 mil de força de trabalho desde 15 de março

O que aconteceu nas últimas 24 horas?

Boeing e Embraer

No sábado (25), a Boeing informou que desistiu do acordo com a Embraer para a fusão de negócios que se desenrolava desde 2017.

  • A proposta era de que a Boeing comprasse a unidade de aviação comercial da Embraer na proporção de 80%, sendo a companhia brasileira sócia com participação de 20%.
  • O negócio era avaliado em US$ 4,2 bilhões.
  • Por um lado, a Boeing afirma que “exerceu o seu direito de rescindir após a Embraer não atender as condições necessárias”.
  • Em contrapartida, a Embraer afirma que “(a Boeing) fabricou falsas alegações como pretexto para evitar seus compromissos de fechar a transação e pagar à Embraer o preço de compra de US$ 4,2 bilhões”.
  • Além disso, a Embraer ainda comunicou que “buscará todas as medidas cabíveis contra a Boeing pelos danos sofridos como resultado do cancelamento indevido”.

Ibovespa

Nesta sexta-feira (24), o Ibovespa fechou em queda de 5,45% aos 75.330 pontos, anotando uma queda semanal de 4,6%.

  • Na sexta-feira (24), o índice chegou a cair 9,5%, se aproximando de mais um “Circuit Breaker” – Mecanismo de suspensão de negócios na Bolsa por determinado período.
  • O cenário de queda foi alavancado pela demissão do ministro da Justiça, Sergio Moro.
  • Com isso, o dólar também seguiu a tendência e renovou alta, fechando o dia cotado a R$ 5,66.
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Coronavírus

De acordo com a porta-voz da Comissão Nacional de Saúde da China, Mi Feng, a cidade de Wuhan, onde teve início o surto do coronavírus, se declarou livre da doença.

  • O comunicado foi feito neste domingo (26) após os últimos 12 pacientes saírem do hospital.
  • No Brasil, o número de vítimas fatais chegou a 4.205 e o de infectados ultrapassou os 60 mil.
  • De acordo com a Universidade John Hopkins, no mundo há quase 3 milhões de casos confirmados e o número de mortes ultrapassa 205 mil.

COVID-19 melhora a qualidade do ar em apenas 3 meses

O que você deve saber hoje

Focus

O Boletim Focus será divulgado hoje.

O relatório apresenta o resultado de pesquisas e projeções de cerca de 130 bancos.

  • Os resultados abrangem inflação (IPCA), PIB, taxa de câmbio e meta Selic e fornecem perspectivas futuras ao investidor.


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Radar do Mercado: Energisa Mato Grosso (ENMT3) comunica aumento de capital social

Nesta sexta-feira (24), a Energisa Mato Grosso anunciou que o prazo para o exercício de direito de subscrição de ações relativo ao aumento do seu capital social foi encerrado em 17/04/2020. Este aumento foi aprovado em reunião do Conselho de Administração em 12/03/2020.

O aumento de capital social foi de aproximadamente R$ 162,5 milhões, com a subscrição de cerca de 6 milhões de ações ao valor de R$ 26,95 por ação. Assim, o capital social da companhia agora é de R$ 1,677 bilhão.

Em relação à quantidade de ações e sua espécie, o aumento de capital contou com a subscrição de cerca 2,051 milhões de ações ordinárias e 3,98 milhões de ações preferenciais. Assim, o capital social da companhia passou a ser composto por 75.529.774 ações ordinárias e 143.412.165 ações preferenciais.

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Além disso, a companhia também informou o cancelamento de 220 ações ordinárias e 154 ações preferenciais, que foram subscritas de forma condicionada à subscrição total ou parcial do Aumento de Capital Máximo proposto pela administração da empresa.

Como o Aumento de Capital Máximo não foi atingido, as ações foram canceladas e os valores integralizados pelos acionistas serão devolvidos em 28/04/2020. As ações serão creditadas aos respectivos subscritores em 29/04/2020.

O Grupo Energisa atua no ramo de distribuição de energia, ocupando o quinto lugar no país em energia distribuída e atendendo a 7,8 milhões de consumidores em onze estados brasileiros. Por meio das distribuidoras, detém uma área de concessão de 2.034 mil km², o equivalente a 24% do território nacional.

As atividades também incluem ativos em transmissão de energia e atuação em serviços de comercialização de energia, prestação de serviços relacionados à construção, operação e manutenção de ativos elétricos e outras atividades relacionadas ao setor elétrico.


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sábado, 25 de abril de 2020

Como analisar uma empresa na bolsa! Análise fundamentalista de empresas!

Analisar uma empresa na bolsa é a parte mais crucial do processo, portanto, é onde o investidor precisa ficar mais atento.

Neste artigo vou te mostrar como eu faço para escolher boas empresas para investir, a partir da análise fundamentalista de ações.

Você vai aprender quais os pontos mais importantes em uma análise e os indicadores essenciais.

Depois de hoje você poderá fazer … Leia mais “Como analisar uma empresa na bolsa! Análise fundamentalista de empresas!”

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Resumo da Semana: Boeing desiste de acordo com Embraer, Argentina abandona Mercosul, Moro mostra conversas com Jair Bolsonaro e Expectativa de recuperação do turismo.

O índice Ibovespa encerrou a última semana registrando 75.330 pontos, o que representou, na última sexta-feira (24), uma variação negativa de 5,45%. Na semana, o principal índice de ações negociadas na bolsa de valores brasileira teve uma desvalorização de cerca de 3,7%. Em 2020, o índice segue negativo, com uma baixa expressiva de aproximadamente 35% até o momento.

Já o Ifix – o índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários – encerrou a última sexta-feira (25) aos 2.528 pontos, o que representou uma baixa de 2,47% no dia. Na mesma semana e no acumulado de 2020, o índice performou: -0,7% e -21%, respectivamente.

Boeing desiste de acordo bilionário com a Embraer.

A fusão entre a Boeing e Embraer, uma negociação de US$ 4,2 bilhões com participação de 80% da fabricante norte-americana, foi cancelada por conta das dificuldades da crise do novo coronavírus.

  • O acordo bilionário já havia sido aprovado pelo Cade e tinha até a última sexta-feira (24) para ser ratificado;
  • Além da crise econômica, a Boeing sofre pressões políticas do presidente Donald Trump;
  • A Embraer era um importante ativo para os engenheiros viabilizar a montagem de um novo Boeing de tamanho médio. Com o cancelamento da fusão, a fabricante norte-americana não terá uma aeronave para concorrer com a Airbus;
  • A quebra do acordo constitui em uma multa entre US$ 75 milhões e US$ 100 milhões.

Argentina abandona negociações do Mercosul.

Para priorizar a economia interna, a Argentina abandonou as negociações do Mercosul. O país já presenciava uma crise econômica, que foi agravada com a pandemia do covid-19.

  • A informação foi divulgada pelo Paraguai: “A República Argentina anunciou a decisão de deixar de participar nas negociações de acordos comerciais em curso e das futuras negociações do bloco”;
  • Os integrantes do bloco estão avaliando as medidas jurídicas, institucionais e operacionais de tal decisão;
  • A economia da Argentina está em recessão há dois anos. Como forma de combater o coronavírus, o país vizinho irá gastar R$ 9 milhões em obras públicas, isentar as empresas dos setores mais atingidos, fortalecer o programa de seguro-desemprego e lançara um pacote em crédito de R$ 28,11 bilhões.
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Moro mostra conversas com Bolsonaro e Carla Zambelli.

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro apresentou nesta sexta-feira (24), ao Jornal Nacional, cópias de mensagens em que o presidente abordava a troca do então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

  • Bolsonaro envia o link de uma reportagem com o título: “PF na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas” e complementa: “Mais um motivo para a troca”, em referência à substituição de Maurício Valeixo, com a qual Moro não concordava.
  • Houve também um diálogo com a deputada do PSL Carla Zambelli, onde ela pede para que Moro aceite Alexandre Ramagem, atual chefe da Abin, como novo diretor-geral da PF. Em troca, a deputada sugeriu que Moro poderia ser indicado para uma vaga no STF;
  • Ao anunciar sua saída, Moro acusou Jair Bolsonaro de querer intervir na autonomia da Polícia Federal.

Turismo deve se recuperar apenas em 2023.

O presidente da CVC, Leonel Andrade, afirmou nesta quinta-feira (22) que o setor de turismo deve retornar aos patamares do ano anterior somente em 2023.

  • O executivo da companhia de viagens declarou que projeta uma recuperação lenta após a crise causada pelo covid-19;
  • Segundo o presidente: “O mercado de turismo de modo geral só volta ao que era em 2019 em 2023. Vai se recuperar gradualmente até chegar lá. O que não significa que a gente já não possa ser maior no ano que vem ou em 2022. Trabalho com a filosofia que a CVC tem que ser o melhor amanha do que é hoje. Melhorar canais digitais, de comunicação com o cliente. Muita coisa pode ser feita melhor”;
  • Leonel também comentou que há três semanas, as vendas estavam perto de 1% do que foi vendido no mesmo período do ano passado. Hoje, já há pessoas comprando passagens para o fim do ano, com as vendas correspondendo a 12% – 15% do que eram um ano atrás.


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sexta-feira, 24 de abril de 2020

O método cartesiano aplicado aos investimentos

“Divide as dificuldades que tenhas de examinar em tantas partes quantas for possível para uma melhor solução.”

– René Descartes

A Bolsa de Valores de Amsterdã é a mais antiga do mundo em atividade, tendo sido fundada em 1602 pela Companhia Neerlandesa das Índias Orientais. Em 2000 ocorreu uma fusão com a Bolsa de Bruxelas e com a Bolsa de Paris para a formação da Euronext, cujo principal índice é o AEX.

Para compreendermos a origem das modernas Bolsas de Valores, precisamos retroceder algumas décadas para registrar a importância da Reforma Protestante, deflagrada em 1517 por Martinho Lutero, resultando na Contrarreforma a partir de 1545. Estes movimentos colaboram para marcar o fim da Idade Média, numa transição que ficou conhecida como a Renascença, desaguando posteriormente na separação entre Igreja e Estado, abrindo brechas para novas relações econômicas entre nações.

Neste contexto, Amsterdã, atualmente parte da Holanda, passa a ser uma cidade muito receptiva, por abrigar um porto com boas condições geográficas de defesa contra ataques de inimigos, e por seu ambiente de tolerância cultural, que atraiu comerciantes vítimas de perseguições religiosas, entre os quais muitos protestantes, judeus e católicos heterodoxos.

Amsterdã também foi favorecida pela comunicação fluvial com outras cidades importantes do norte da Europa, de modo que no começo do século XVII o mercado de comodities se desenvolveu rapidamente em seus arredores, favorecido ainda pela proeminente atividade da construção naval. Logo, Amsterdã tornou-se também o grande empório de mercadorias gerais da Europa.

Método para pensar e prosperar

A circulação de riquezas na cidade construída sobre aterros alagadiços, aliada à tolerância religiosa, proporcionou a criação de um ambiente intelectual favorecido. Além de ser o novo centro mundial do comércio na época, Amsterdã tornou-se um centro de publicação e venda de livros. Entre as grandes mentes que a nova metrópole atraiu, estava o francês René Descartes (1596-1650), conhecido como o pai da matemática moderna e o fundador da filosofia moderna, a quem ficou atribuída a célebre máxima: “Penso, logo existo”.

Registros de sua biografia indicam que Descartes morou nas Províncias Unidas (atual Holanda) entre 1627 e 1628, onde teria escrito “Regras para a direção do espírito”. Posteriormente, em 1633, fixa residência em Amsterdã, onde permaneceria de forma intermitente até 1649. Lá, ele concebe uma filha com sua empregada doméstica e finaliza a redação de “Discurso do método” (https://amzn.to/3eUkSVh) – livro que simplesmente lança as bases do pensamento cartesiano, cujas fundações sustentam a evolução do conhecimento científico até hoje.

O próprio Descartes sintetiza a proposta de seu método em breves linhas, por intermédio de quatro preceitos lógicos:

“O primeiro era não aceitar jamais alguma coisa como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente como tal: isto é, evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e nada incluir em meus julgamentos senão o que se apresentasse de maneira tão clara e distinta a meu espírito que eu não tivesse nenhuma ocasião de colocá-lo em dúvida.

O segundo, dividir cada uma das dificuldades que eu examinasse em tantas parcelas possíveis e que fossem necessárias para melhor resolvê-las.

O terceiro, conduzir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir aos poucos, como por degraus, até o conhecimento dos mais compostos, e supondo mesmo uma ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros.

E o último, fazer em toda parte enumerações tão completas, e revisões tão gerais, que eu tivesse a certeza de nada omitir.”

A afinidade de Descartes com Amsterdã

Em seu discurso, Descartes não prega contra as emoções, mas enaltece o uso da razão. Para ele, até os dogmas teológicos podiam ser contestados. A despeito disso, ele recorreu ao seu método de pensamento para demostrar, com recursos geométricos e matemáticos, a existência de Deus e da alma em distinção ao corpo humano. Tamanha ousadia lhe valeu a inclusão de vários de seus escritos no Index da Igreja Católica em 1663.

Não por acaso, Amsterdã era tão receptiva para o filósofo e cientistas, que numa carta para seu amigo Balzac, em 1631, escreveu:

“Eu poderia viver aqui a vida toda sem nunca ser notado por uma alma. Ando todos os dias em meio à agitação da multidão com tanta liberdade e repouso quanto você obtém em seus frondosos bosques, e não presto mais atenção nas pessoas que encontro do que nas árvores de seus bosques ou nos animais que navegue até lá. A agitação da cidade não perturba mais meus devaneios do que a ondulação de um riacho … Sempre que você tem o prazer de ver a fruta crescer em seus pomares e de banquetear seus olhos com sua abundância, lembre-se de que isso me dá o mesmo prazer ao ver os navios chegando, carregados com todos os produtos das Índias e todas as raridades da Europa. Onde mais você poderia encontrar, tão facilmente quanto aqui, todas as conveniências da vida e todas as curiosidades que você poderia esperar ver? Em que outro país você poderia encontrar essa liberdade completa, ou dormir com menos ansiedade, ou encontrar exércitos prontos para protegê-lo, ou encontrar menos envenenamentos, atos de traição ou calúnia?”

A moral provisória de Descartes

Ciente de que suas afirmações poderiam provocar a ira de líderes religiosos e políticos, René descartes também propôs em sua obra-prima o seguimento de uma “moral provisória”, que evitasse e demolição total de uma casa, por exemplo, para reformá-la aos poucos. Assim, quem exercesse o “livre pensar” poderia conviver melhor com a sociedade vigente no momento. De acordo com Denis Lerrer Rosenfield, estudioso da produção de Descartes, a sua moral provisória era composta por quatro premissas:

  1. “A primeira estipula seguir as regras existentes em cada país, de modo que os costumes e as leis sejam observados.
  2. A segunda postula que devemos ser resolutos e firmes em nossas ações, pois por maior incerteza que tenhamos devemos agir de modo que cheguemos a algum lugar, mesmo que reconheçamos, depois, que chegamos a um lugar errado. Pessoas que hesitam constantemente não chegam a lugar nenhum, como se andassem em círculos.
  3. A terceira pressupõe que as mudanças sejam feitas na consciência de cada um, para que o exercício da razão se torne uma maneira habitual de pensar, sem preconceitos.
  4. Por último, a moral implica, principalmente, uma escolha de vida. Descartes escolheu como sua dedicar-se à filosofia, à procura da verdade, ordenando todas as ações conforme esse fim.”

Como todo renascentista que se preza, René Descartes se interessava por vários temas, desde astronomia até anatomia, passando pela medicina e pela biologia. No próprio “Discurso do método” ele descreve, com riquezas de detalhes impressionantes para a época, o funcionamento do sistema circulatório do corpo humano, tratando das funções do coração, dos pulmões, das artérias e das veias. O que poucos historiadores mencionam, porém, é que Descartes foi um investidor bem-sucedido na Bolsa de Amsterdã.

Filósofo e investidor

Embora tenha frequentado boas escolas na infância em juventude, Descartes não era de berço rico. Para sustentar-se no começo de sua vida adulta e patrocinar suas viagens pela Europa, ele se alistou no exército de Maurício de Nassau em 1618, no qual permaneceu até 1625.

Sua estadia em Amsterdã coincidiu com o surgimento e o estouro da primeira bolha da economia moderna, que ficou conhecida como “A Mania das Tulipas” ou “Tulipamania”, cujo auge e derrocada ocorreu entre 1634 e 1637, conforme relatado no livro “As Dez Maiores Bolhas de Todos os Tempos”, de Tiago Reis, lançado em inglês durante o primeiro semestre de 2020 (https://amzn.to/356QHWm).

Não há registros de que Descartes tenha “quebrado” com a Bolha da Tulipa. Pelo contrário, de acordo como Max Gunther, autor de “Os Axiomas de Zurique” (https://amzn.to/2yJyimo), o filósofo usava seus conhecimentos matemáticos para garantir parte de sua renda em jogos de azar na cidade de Paris, para onde ia com certa frequência:

“Na primeira metade do século XVII, existiam umas poucas e mal organizadas bolsas de valores e de mercadorias. Descartes deixou-se fascinar pelo grande e ativo mercado de Amsterdã.”

Gunther cita Descartes em seu livro de 1985, para fundamentar o que ele nomeia como “O Décimo Grande Axioma: do Consenso. Fuja da opinião da maioria. Provavelmente está errada”. Na abertura do texto, o autor lhe tece elogios – exceto quando o chama de especulador:

“René Descartes foi campeão mundial da dúvida. Teimosamente, recusava-se a acreditar em qualquer coisa até que a tivesse verificado pessoalmente. Este foi um dos traços que fez dele um bem sucedido jogador-especulador.”

Para outro autor sobre o mercado financeiro, porém, René descartes era uma espécie de patrono não eleito dos investidores. Em “Ações & Precauções”( https://www.sunoresearch.com.br/artigos/acoes-precaucoes-o-livro-pioneiro-de-gerard-haentzschel-sobre-dividendos/), pioneiro e hoje raro livro publicado no Brasil, em 1973, Gerard Haentzschel dedica um capítulo inteiro ao pensamento cartesiano. De “O que Descartes realmente quis dizer”, destacamos:

“Certo estava o Mestre do Método, na sua alegoria: substituímos o bom-senso pela presunção; pela suspeita ou suposição gratuita; pela pretensão! E fazemos isso com tanta naturalidade que acabamos acreditando que esses frágeis substitutos são sinônimos de discernimento.”

E continua:

“Tanto quanto se pode ter convicção, é certo que o mercado de ações oferece, presentemente, as melhores oportunidades de investimento. Únicas, mesmo. Contanto que a aplicação de recursos seja presidida por cautela e critérios sadios.”

Noções de pensamento prático

Neste ponto chegamos até um dos grandes investidores de todos os tempos, simplesmente o mentor de Warren Buffett que, junto com ele, comanda a Berkshire Hathaway há décadas, obtendo excelentes resultados por meio do Value Investing e do Buy and Hold. Estamos nos referindo à Charlie Munger, que reputamos como discípulo de René Descartes.

Em 1996, Charlie Munger fez um discurso que ficou conhecido como “Pensamento prático sobre o pensamento prático” no qual ele compartilhou cinco noções simples para a resolução de problemas – e, consequentemente, para a análise de empresas.

O primeiro passo, para Munger, é simplificar: “geralmente é melhor simplificar os problemas, decidindo primeiro as grandes perguntas acéfalas”. Isto coincide com o segundo preceito lógico do método de Descartes, sobre dividir as dificuldades em parcelas “solúveis”.

Em seguida Munger exalta a fluência numérica. Esta “noção útil imita a conclusão de Galileu de que a realidade científica geralmente é revelada apenas pela matemática, como se a matemática fosse a linguagem de Deus. A atitude de Galileu também funciona bem na vida prática bagunçada. Sem fluência numérica, na parte da vida em que a maioria de nós habita, você é como um homem de uma perna só em uma competição de chute no traseiro”.

Galileu era contemporâneo de Descartes, favorável ao uso da matemática para analisar questões de qualquer natureza, em confluência com seu terceiro preceito lógico, afastando aspectos emocionais nas tomadas de decisões.

Descartes pregava que uma questão deveria ser resolvida com o encadeamento de suas partes, das mais simples para as mais complexas. Neste sentido Munger propõe a inversão do problema:

“Não basta pensar nos problemas adiante. Você também deve pensar ao contrário, como o home rude que queria saber onde ele iria morrer, para nunca mais ir para lá. De fato, muitos problemas não podem ser resolvidos adiante. E é por isso que o grande algebrista Carl Jacobi costumava dizer: “inverter, sempre inverter”. E por que Pitágoras pensou ao contrário para provar que a raiz quadrada de dois era um número irracional.”

Em complemento, Munger recomenda estudar o básico:

“A melhor e mais prática sabedoria é a sabedoria acadêmica elementar. Mas há uma qualificação extremamente importante: você deve pensar de maneira multidisciplinar. Você deve usar rotineiramente todos os conceitos fáceis de aprender do curso de calouros em todas as disciplinas básicas. Onde ideias básicas servirão, sua solução de problemas não deve ser limitada, pois a academia e muitas burocracias de negócios são limitadas, por extrema balcanização em disciplinas e subdisciplinas, com fortes tabus contra qualquer empreendimento fora do território designado.

Se, em seu pensamento, você confiar nos outros, muitas vezes através da compra de aconselhamento profissional, sempre que estiver fora de um pequeno território, sofrerá muita calamidade.”

Neste ponto, Munger está alinhado com o primeiro preceito lógico do método proposto por Descartes, sobre duvidar de tudo que é apresentado como “a priori”. O próprio Descartes não refuta a importância do ensino convencional, mas desenvolve sua obra feito um autodidata – o que, de certo modo, os investidores devem ser.

Por fim, Munger cita os “Efeitos Lollapalooza” quando grandes ideias se combinam: “efeitos realmente grandes, efeitos de lollapalooza, geralmente virão apenas de grandes combinações de fatores. Por exemplo, a tuberculose foi domada, pelo menos por um longo tempo, apenas pelo uso combinado de rotina em cada caso de três drogas diferentes. E outros efeitos de lollapalooza, como o voo de um avião, seguem um padrão semelhante.”

A combinação de grandes ideias só é possível quando o quarto preceito lógico do método cartesiano está atendido, sobre revisões gerais de cada aspecto da questão, a ponto de eliminar todas as omissões.

Munger e a moral proposta por Descartes

Além do mais, reproduzimos algumas das declarações de Munger que se combinam com parte das premissas da “moral provisória” de Descartes, para embasar nossa tese de que ele é adepto do cartesianismo.

Munger em conformidade com a segunda premissa, sobre ser firme numa decisão e não hesitar:

“Se você não está disposto a reagir com tranquilidade a uma queda de 50% ou mais, por duas ou três vezes em um século, você não se encaixa no perfil de um acionista e, portanto, merece o resultado medíocre que eventualmente apresentará diante da comparação com pessoas que possuem um temperamento capaz de atravessar normalmente estas flutuações do mercado.”

Munger em conformidade com a quarta premissa, sobre dedicar-se a uma escolha de vida:

“Passe cada dia tentando ser um pouco mais sábio do que você era quando acordou. Desempenhe seus trabalhos bem e de maneira fiel. Sistematicamente você avançará, mas não necessariamente a passos largos. De qualquer forma, você construirá disciplina ao se preparar para os passos largos. Persevere, dando um passo de cada vez, dia após dia. No final, a maioria das pessoas consegue o que merece.”

Como demostramos, investimentos em mercado financeiro e filosofia estão mais próximos do que poderíamos imaginar, desde os primórdios da Bolsa de Amsterdã, no século XVII. Vale registrar que Warren Buffett e Charlie Munger são leitores vorazes de livros e entusiastas da matemática elementar, muito amiga também dos filósofos. De certo modo, René Descartes é a síntese deste paradigma. Você não perde por estudar seus escritos.

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[Crédito da imagem: detalhe de “Retrato de René Descartes” (circa 1649~1700), pintura de Frans Hals (1582/1583–1666) pertencente ao acervo do Museu do Louvre, Paris, França]

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Os 6 principais crimes financeiros e como não cair neles

Você já ouviu falar em crimes financeiros? Eles são mais comuns do que se pensa. Alguns são bem conhecidos e aparecem bastante nos noticiários, principalmente por envolverem grandes empresários e até políticos. Há, também, crimes que podem atingir sua empresa ou suas finanças pessoais devido à gestão arriscada. Ou até pelo fato de induzirem alguém ao erro na hora de investir.

Apesar de ser um tema abrangente, alguns crimes financeiros são mais comuns. Neste artigo, listamos seis dos principais para que você possa conhecê-los e se proteger. Continue a leitura!

Legislação

No Brasil, algumas legislações preveem punição para esses crimes. É o caso da Lei nº 7.492, de 16 de junho de 1986, conhecida como Lei dos Crimes de Colarinho Branco. Ela caracteriza os crimes contra o sistema financeiro nacional. A legislação abrange especialmente instituições financeiras, mas também inclui Pessoas Físicas que trabalham com gestão ou administração de dinheiro, por exemplo.

Existem ainda outras normas e legislações que vieram depois para tentar impedir que esses crimes ocorram. Algumas estabelecem penas e multas para delitos contra o sistema financeiro. Há, ainda, processos administrativos do Banco Central do Brasil (BC) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autoridades do mercado financeiro, conduzidos para penalizar esse tipo de crime. 

Crimes financeiros

Veja os principais crimes financeiros que explicamos a seguir para que você evite cair em algum deles.

1. Lavagem de dinheiro

Esse é um dos crimes financeiros mais conhecidos por ser um dos mais noticiados pela imprensa. Lavar dinheiro é a tentativa de tornar legal aquele recurso financeiro conquistado de maneira ilegal. Ou seja, tornar “limpo” o que estava “sujo”.

Para isso, alguns métodos são utilizados para que o dinheiro não possa ser rastreado pelo governo. Um deles é enviar o dinheiro para o exterior de alguma maneira, colocando em um banco ou aplicando em investimentos internacionais. Comprar bens como obras de arte ou joias e até manter empresas de fachada são outras maneiras de tentar tornar o dinheiro legal.

A pena para quem comete esse tipo de crime varia de três a dez anos de prisão, além de multa.

2. Caixa dois

A prática é um pouco semelhante à lavagem de dinheiro. O caixa dois, ou desvio de dinheiro, normalmente é usado quando alguma empresa tem uma contabilidade paralela. Ou seja, uma contabilidade além da que é conhecida e declarada dentro da organização. Isso é feito para esconder o dinheiro que está sendo usado para uma atividade ilegal, incluindo pagamento de propina.

Esse tipo de desvio foi investigado no Brasil pela Operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal. Depois dela, casos de caixa dois no governo brasileiro se tornaram muito conhecidos. Não existe uma legislação específica que penaliza esse crime, mas ele se enquadra na Lei do Colarinho Branco e até na Lei contra Crimes Tributários.

3. Evasão de divisas

Na mesma linha da lavagem de dinheiro, esse crime é realizado por quem quer esconder o dinheiro da fiscalização nacional. Normalmente, a evasão de divisas é quando uma pessoa envia o dinheiro para outro país sem fazer a declaração do recurso que possui.

De acordo com a Lei Nº 7.492/86, a pena para esse crime é de dois a seis anos de prisão e multa.

4. Falsificação de moedas ou títulos

Fabricar ou alterar a moeda de qualquer país é um crime contra o sistema financeiro que pode levar de três a doze anos de prisão. A falsificação de título ou valor mobiliário é caracterizada por imprimir ou reproduzir um documento que valha como título ou valor mobiliário sem o devido registro. Esse ato pode levar à prisão de dois a oito anos, além de multa.

5. Gestão fraudulenta

Esse tipo de crime pode atingir qualquer pessoa que quiser investir seu dinheiro e não necessariamente conhece bem onde está investindo. A gestão fraudulenta é quando um agente usa de má-fé, podendo inclusive falsificar documentos ou inserir informações enganosas na hora de fazer uma operação financeira.

A pena para quem comete esse crime varia de três a doze anos de prisão e multa. O conceito difere um pouco da gestão temerária, quando o gestor ou administrador realiza uma operação arriscada sem o devido cuidado. A penalização é de dois a oito anos de prisão, além de multa.

6. Informações falsas

Divulgar informações falsas ou incompletas sobre sua situação financeira ou da sua empresa também é considerado crime financeiro também. Pode acarretar de dois a seis anos de prisão e atinge ainda a Pessoa Física. Se você tem uma empresa, também é preciso ficar atento a toda as informações que são fornecidas para não se enquadrar nesse crime.

Há ainda empresas que divulgam informação privilegiada sobre suas ações em bolsa de valores para quem investe. Assim, essas pessoas podem vender ou comprar uma determinada posição alguns dias depois. Isso também é caracterizado crime, pois outras pessoas ficam em desvantagem por não terem acesso às mesmas informações. Falsificação de documentos pode ser incluída neste tópico. A lei contra crimes financeiros penaliza esse ato com reclusão de dois a seis anos e multa.

como investir na bolsa de valores

Como se proteger

Se você tiver uma empresa, o melhor jeito de evitar cair nesses crimes é cuidar internamente das ações e decisões tomadas com o dinheiro da companhia. É importante saber se está tudo sendo feito dentro da lei.

Para garantir isso, considere contratar advogados de confiança que ajudem a avaliar se as transações financeiras da sua companhia estão sendo feitas corretamente. Além disso, manter uma equipe bem-treinada e alinhada é essencial. 

Você não tem empresa mas está pensando em investir, e quer evitar que seu dinheiro caia em mãos erradas? Então procure se informar antes sobre a instituição financeira que vai fazer a gestão de seu dinheiro. Veja se está regularizada ou se já esteve envolvida em algum tipo de crime financeiro. Também verifique se a operação que você está fazendo é arriscada, ou se estão sendo cobradas taxas abusivas.

Normalmente, um gestor envolvido em algum tipo de fraude financeira é multado e impedido de exercer atividades nesse ramo. Por isso, sempre busque essas informações.

Se você gostou de aprender sobre crimes financeiros, siga a Magnetis nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no LinkedIn, no Instagram e no YouTube. Por lá, você fica por dentro de outros conteúdos relevantes sobre investimentos e finanças. 

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Afinal, o que é dólar paralelo e como funciona esse mercado?

Você já ouvir falar em dólar paralelo? O dólar é uma moeda muito importante quando falamos sobre o mercado econômico e de investimentos. Por isso, muitas pessoas estão sempre de olho em suas cotações para definir as melhores estratégias de aplicação de seus recursos.

Nesse contexto, é bastante comum ouvirmos falar sobre a variação dos valores do dólar comercial e do turismo. Essas categorias são negociadas por bancos e casas de câmbio.

Mas e o dólar paralelo, de que se trata? Neste post, vamos mostrar o que é e como ele surgiu, deixando claro também quais são os riscos envolvidos nesse mercado. Acompanhe!

O que é dólar paralelo?

As variações de dólar que citamos na introdução, comercial e turismo, são indicadores oficiais da moeda norte-americana, pois são reconhecidos pelo Banco Central (Bacen). Isso significa que suas cotações seguem as regras estabelecidas pela instituição, contemplando também todas as taxas legais relativas ao câmbio.

Dessa forma, podemos dizer que o dólar paralelo é uma cotação clandestina dessa moeda, pois não é regida pelas normas do Bacen. 

Assim, qualquer transação financeira realizada por meio desse índice é considerada ilegal e estará sujeita a punições.

Como o dólar paralelo surgiu?

O surgimento do dólar paralelo no Brasil está intimamente ligado a um momento de grande instabilidade na nossa economia.

No início dos anos 1990, algumas medidas foram tomadas pelo governo — como o bloqueio dos valores depositados em poupança. Isso fez com que muitas pessoas buscassem maneiras de proteger seu patrimônio da inflação, que atingia níveis impensáveis nos dias de hoje.

A reação de muitos foi recorrer à compra de dólares que chegavam até aqui de forma não oficial. Eles eram negociados a valores abaixo do mercado formal e serviam como uma proteção financeira, já que a moeda estrangeira sempre foi mais estável.

Assim, essas pessoas evitavam que seus recursos fossem tomados pelo governo, e tinham mais garantias da preservação do seu valor, uma vez que estavam em dólar.

Hoje, esse tipo de transação costuma ser oferecido como uma alternativa mais barata, sobretudo ao dólar turismo, que é sempre a cotação mais cara da moeda. No entanto, suas características fazem também com que seja muito utilizado em crimes de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Isso evidencia os riscos de fazer negócios em dólar paralelo, certo?

Em que ele se diferencia na prática?

A principal diferença é que você não encontra o dólar paralelo para negociação em bancos e casas de câmbio regularizadas. Afinal, estamos falando de uma operação ilegal. O mercado paralelo é formado por corretoras não autorizadas pelo Bacen, que atuam à margem da legislação. A venda também é feita por agentes individuais que passaram a ser conhecidos como doleiros.

É bem provável que você já tenha ouvido bastante esse termo, especialmente nos noticiários sobre escândalos de corrupção. Isso porque muitos crimes investigados nesses casos envolvem também a participação de um doleiro, operando a compra e venda de dólares no mercado paralelo.

Esse era um meio utilizado para ocultar valores desviados e tentar regularizá-los posteriormente como se resultassem de operações comerciais legítimas.

Como não é regulado por nenhuma legislação, o dólar paralelo não tem uma regra específica para ser cotado. Então, os valores de câmbio passam a ser definidos pelos próprios envolvidos em uma negociação.

De forma geral, os números das cotações oficiais costumam ser utilizados como base. Desse modo, a operação parece vantajosa para o comprador e para o vendedor.

Quais são os riscos de operar no mercado de dólar paralelo?

Apenas o fato de ser considerado ilegal já deixa claro que existe uma série de riscos para quem se envolve nesse mercado. Conforme estabelece a Lei de Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, é crime efetuar operações de câmbio não autorizadas com finalidade de promover evasão de divisas.

Quem é denunciado por negociar no mercado de dólar paralelo pode acabar respondendo por três crimes, que podem somar até 18 anos de prisão. São eles: evasão de divisas, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Vale ressaltar que, na prática, essa é também uma forma de contribuir com esquemas criminosos que vão além dessa negociação. Por exemplo, tráfico de drogas e de armas, contrabando e assaltos.

Além dos problemas legais, há ainda o risco de cair em um golpe ao buscar pela compra de dólar paralelo. Existem vendedores que utilizam notas falsas, causando um grande prejuízo aos compradores.

Quais são as formas seguras de investir em dólar?

Agora que ficou claro que o dólar paralelo não é uma boa opção, o melhor é buscar formas seguras e legais para investir em dólar, certo? Veja agora as alternativas que recomendamos.

Dólar futuro

O investimento em dólar futuro consiste na negociação de contratos de compra e venda da moeda em bolsa de valores, como a B3. Funciona como um acordo de que os ativos serão negociados em uma data futura preestabelecida. Dessa forma, é possível visar tanto sua valorização quanto sua possível queda.

É uma opção indicada para quem deseja proteger seus recursos da variação cambial, reduzindo os efeitos das altas de preços nos produtos que consome. Também é uma boa opção de diversificação da carteira de investimentos. Mas é preciso estar disposto a encarar riscos um pouco maiores do que nas aplicações tradicionais.

Fundos cambiais

Ao investir em fundos cambiais, a gestora fica responsável por aplicar os recursos em moedas estrangeiras, como o dólar. A grande vantagem dessa modalidade é que é possível ter acesso a ativos diferenciados. Isso porque os valores são administrados por um gestor profissional e que tem grande conhecimento do mercado.

Compra de dólar em espécie

Apesar de não ser a forma mais eficiente, é possível investir em dólar apenas comprando a moeda em casas de câmbio devidamente autorizadas pelo Bacen. Pode ser uma boa alternativa para quem planeja uma viagem ou uma compra em dólar em curto prazo.

A desvantagem dessa opção é que o risco de guardar dinheiro em espécie é bem maior. Além disso, não será possível contar com nenhuma proteção caso a moeda se desvalorize.

Vale lembrar que a letra de câmbio, apesar do nome, não é uma operação em dólar nem em outra moeda estrangeira. Por isso, é importante se inteirar sobre as diferentes modalidades de investimento antes de aplicar o seu dinheiro.

Todas as opções que vimos certamente são mais seguras e confiáveis do que se aventurar no mercado de dólar paralelo. E se você quer ter ainda mais certeza ao decidir onde vale a pena aplicar o seu dinheiro, temos um material especial para você. Confira agora nosso guia com tudo o que você precisa saber sobre os diferentes tipos de investimento e faça o seu dinheiro render muito mais!

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